sábado, setembro 29, 2007

Amargura



Nos meses que fluíram desde a última aparição por paragens egocêntricas muito aconteceu... E como vem sendo costume, no auge das incertezas, no topo dos meus conflitos mentais eu decidi voltar!
Como sempre faço-o para ouvir os meus pensamentos, os meus argumentos, e contra-argumentos na tentativa de conseguir ultrapassar mais um dos inúmeros impasses que vão surgindo!
Como sempre faço-o por não existir ninguém mais a quem recorrer...
Como sempre, conto acabar melhor que o que comecei...
Como sempre, vou enganar-me!

Sei sim, não sou perfeita, conheço cada um dos meus defeitos e com eles venho convivendo desde sempre... melhor que ninguém os sinto na pele e o que aprendi, definitivamente, é que não posso permitir que esta minha insegurança, esta minha tendência a tomar a responsabilidade da felicidade dos outros e dos problemas dos mesmos, não pode mais, nem nunca, sobrepor-se a mim!
Ninguém nunca me irá valorizar por isto, por isso mais vale valorizar-me a mim própria!



sábado, junho 23, 2007

Rumos

Os dias têm voado, têm fugido de mim como nunca pensei ser possível.. hoje pareço viver 24 horas com vários dias, com múltiplos acontecimentos, sem cessar, sem descanso...
E quando finalmente me sento, paro um pouco, ainda me sinto mais assustada... há tanto a fazer, tanto a aprender, tantas novas portas que quero abrir... tão pouco tempo para o fazer!
Quero ter muitas vidas, quero ser várias pessoas, quero completar-me a cada momento.... hoje mais do que nunca sinto que parar é morrer!

sábado, maio 26, 2007

Respirar!

Quero, preciso, é urgente, esta necessidade de o fazer, de ter tempo, de parar, e respirar!

sexta-feira, abril 06, 2007

Contigo


De novo, ter-te comigo, entre os meus braços, partilhar pensamentos, medos, sonhos, desejos... ver-me espelhada em ti, olhar-me nos teus olhos e conseguir identificar um novo EU, alguém mais belo, alguém diferente....

sábado, março 31, 2007

Primavera!

Mais do que as palavras podem dizer...

sexta-feira, março 30, 2007

Em ti, em mim, felicidade!

Em ti, na chuva, no azul desse céu, no brilho da Estrela, no infinito do Universo...

No imenso Mar, no suave bailar das marés, em cada grão de areia, em mim..!

Em todo e qualquer lado eu a encontro e me reencontro, consecutivamente!

Gosto-te!



Todos os dias estamos ou pensamos nessas pessoas, a nossa felicidade, o nosso sorriso completo passa por uma felicidade e sorriso partilhados. São uma espécie de Norte nas nossas vidas, pessoas que nos orientam e que em muito marcam a rota a traçar.

Imaginar-me sem elas, é imaginar-me a pairar num interminável vazio, sem qualquer sentido para continuar com estes síncronos movimentos que coordenam a existência…

E apesar dessa suprema importância que elas representam na minha vida, apesar de serem motores de toda a minha acção, raras são as vezes que por palavras tentei traduzir estes sentimentos. Por facilitismo, por vergonha, ou por simplesmente assumir que é um dado mais que sabido!
Hoje porém, resolvi despegar-me de convencionalismos, desligar-me do que sempre nos foi sendo dito, mesmo que sem que nos apercebêssemos, hoje decidi demonstrar afectos, decidi dizê-lo…. A ti, quem quer que sejas que já tocas-te no meu coração… Gosto-te!

Breu



Há muito que não tinha a oportunidade de me misturar, de desaparecer por entre o breu que extingue os meus contornos e me toma na noite, sinto-me desaparecer, como se subitamente me esfumasse e deixasse de ser alcançável aos olhos desses que comigo se cruzam.

Ao vê-los, ao sentir a brisa que os seus movimentos provocam, também me é trazida a duvida, a vontade de ler em cada rosto a alma de cada indivíduo. Perceber o que os faz andar tão rápido, o que os move, serão felizes?

E tudo parece tão despropositado, repentinamente deixa de fazer sentido ver os sacrifícios que as pessoas fazem para serem aceites, por serem mais uma gota neste imenso mar que vai traçando a história de uma espécie, que prima pela organização, pela hierarquia e que lentamente vai relegando para segundo plano a mágica e tempestiva ordem dos sentimentos, fazendo de nós seres totalmente deslocados da natureza.

Progresso, conhecimento, ordem… valores que imperam, que estão acima de muitos outros, à custa de outros valores, de outras coisas, inclusive da felicidade…

Nunca o conforto disponível foi tanto, mas também nunca foi tão frequente e intensa a tristeza nos olhos desses rostos, que deambulando cruzam com os meus por breves instantes, nesta noite em que o breu me transformou num invisível vulto que a ela pertence.

sexta-feira, março 16, 2007

Para quê? Porquê? Para Quem?


Para quê? Porquê? Para Quem? Que forças supremas ditam este contínuo e cíclico movimento coordenado de sistemas? Que me faz inspirar, expirar, inspirar, expirar… quem me mantém por este fio?

A simples solução implica força que não disponho neste momento… mas há-de vir o dia em que por caminhos mais ou menos sinuosos, recorrendo ao bom ou menos bom artefacto, eu mudarei, eu rasgarei esta mascara que desde sempre me encobriu por detrás de falsos risos, de felicidades de porcelana, por detrás de uma paz inexistente…

A face que se revelar não há-de ser alba, muito menos luminosa, mas será a minha, serei eu… que mais posso desejar então?

Tempo


Pára! Deixa-me respirar, deixa-me desfrutar um pouco de ti… tempo! Dá-me um pouco de ti, deixa-me poder voltar-te atrás, deixa-me poder alterar-te, deixa-me poder crescer, nascer, de novo, vezes e vezes… quero-te… preciso de ti, mais do que nunca… tempo!

Mesmo quando penso no quão efémero tu és, mesmo aí tu foges, tu esfumas-te por entre os meus dedos e quando inspiro o que de ti resta na palma da minha mão, quando olho atrás e vejo o que restou de ti, o que aproveitei contigo… nada vejo para além deste vazio, desta sensação de que nunca te tive, porque nunca te aproveitei!

Caminhando

Todos os que cruzam connosco nos marcam de uma ou de outra forma, nos deixam impressa a sua marca, boa ou má ela fica latente em nós esperando o momento oportuno para se manifestar.

Desses inúmeros encontros surgem pessoas que nos impressionam, que nos cativam e seduzem, que atribuem maior sentido a esta nossa caminhada… Por essas pessoas nós mudamos planos e conjecturamos um futuro cuja felicidade passa também pelo bem-estar deles.

Mas mais que idílico, é utópico pensar que os sentimentos são recíprocos, que também essas pessoas nutrem a mesma preocupação e conjunturas e é inevitável a amarga sensação que se sente ao ficar sozinho numa triste e só calçada tentando visionar os passos desses que nunca surgirão em nosso encontro.

Quando todos aqueles em quem depositamos a nossa amizade se parecem esquecer de nós em simultâneo, qualquer ser, por mais positivo que seja entra numa nova dimensão, sente um vazio indescritível que palavras algumas poderão alterar. E quando ninguém existe para além deste pequeno ecrã para quem desabafar, nem quem nos tome nos braços confortando-nos a alma com palavras de alento… muito é posto em causa, reflectem-se prioridades e acima de tudo busca-se um sentido, um único que seja que faça despontar um sorriso no rosto e continuar caminhando…

Olhos fechados


E quando nos damos conta estamos longe, afastados por mares de indiferença e incompreensão… parece súbito, de repente as coisas mudam, aparecem perante os nossos olhos de um outro modo, como nunca antes as pudemos ver… se são os únicos e fugazes momentos de lucidez ou apenas o desespero e a gritar mais alto e a turvar-nos a realidade com a sua poderosa arma de distorção… não sei, acho que nunca saberei… de certo apenas tenho este desejo de mudar, de seguir outro caminho, outra direcção!

De olhos fechados a única coisa que me faz ter alguma esperança é a possibilidade de os abrir e ver outro cenário, um outro panorama…. É nisso que concentro todas as minhas forças, é com isso que sonho todos os momentos e é isso que ainda me dá alguma força para continuar a forjar um falso sorriso…

Mas o que mais custa é abrir os olhos, e ver que tudo permanece igual, que continuo aqui deitada, defronte a uma luz pálida de um monitor, onde vão surgindo lentamente rasgos de pensamentos difíceis de articular… é tão dura a realidade, tão difícil confronta-la que prefiro manter os olhos….fechados!

sábado, fevereiro 17, 2007

Momento



Do murmúrio, do ruído de fundo, de uma porta entreaberta surges. E não há tradução em vocábulos o quanto mexe por essa visão, por ter a minha própria face diante de mim.
Para longe foram varridos aqueles dias lúgubres em que a insana tristeza perseguia em me acompanhar...
Não há tormentos, não há tristeza, apenas há a sensação de estar a caminhar sobre o azul esverdeado de um imenso mar, numa maré tranquila. Com a insensatez típica dos felizes, de pensar que tudo permanecerá assim, ad eternum.



domingo, fevereiro 04, 2007

Natura

Quando as coisas correm bem parece que tudo está em sincronia connosco. Parece que todos os mais banais acontecimentos, os mais pequenos seres são alusões à nossa própria felicidade, que é constantemente transcrita em novas linhas desse código que comanda a natureza.
E a flor do jardim emociona, e o mais pequeno insecto comove, e tudo é em si e por si belo!
Queria poder viver assim para sempre, e preservar este estado sensível que brotou de mim saindo e aspirando tudo o que me rodeia como um doce trago de um suco que alimenta o eterno mundo dos sorrisos.

sábado, fevereiro 03, 2007

Por onde ando



Por estes dias tenho andado, tenho aprendido, tenho crescido!
Por estes dias calquei anos de aprendizagem, e experimentei o desejado ambiente salutar que tanto imaginava, e que nem em sonhos me parecera tão bom.
Esta será a minha última semana no paraíso. Estes serão os últimos dias de que disponho para sorver todo o conhecimento e oportunidades de que nunca julguei dispor.
Num mês dei um significado procurado a três anos de incertezas e a três meses de angústia...
Só posso agradecer a quem tão bem me acolheu e me fez sentir.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Perdida



E por um tempo que me parece impreciso pisei esse salutar chão, ouvindo os passos dessas gentes remotas. É incalculável e indescritível a paz que se sente perante tal espectáculo. É o regresso ao estado mais puro, mais ingénuo e mais feliz que encontro em mim.
E comigo esse leve ruído, único som ouvido por essas passagens, que se cria pela suave carícia das folhas nos meus pés a cada passo. Ao longe ouvem-se ainda um e outro animal que mostram a sua presença através de um límpido chilrear, de um estridente latir...
Em menos de nada voltei a ser a criança que fui em tempos, descalça, de trança dourada e sorridente. Voltei a descer aquele caminho de terra, numa pressa incansável de crescer. Voltei a ver o teu luminoso sorriso lá em baixo, à minha espera, mostrando-me já o calor de quem ama sem nada esperar senão um abraço e um sorriso de retorno.

sábado, dezembro 30, 2006

A liberdade individual




Hoje vou quebrar a imparcialidade que sempre tentei manter neste espacinho, por um simples motivo: por estar em causa a liberdade individual.
Acho que basta de demagogia, de falsos defensores da vida, que pretendendo viver na beleza de uma utopia desejam abrigar-se nela como numa bola de cristal...
De facto ninguém é pelo aborto, ninguém na realidade acha um acto louvável, muito menos, como muitos pretendem fazer passar um "contraceptivo" possível. Ninguém se pode é achar no direito de decidir a vida de pessoas cuja realidade não conhece, cujos motivos e razões não lhe interessam.
As pessoas contra o aborto, continuaram a não o fazer, em nada as suas vidas serão alteradas, mas em contrapartida, as mulheres que decidirem abortar, terão o mínimo de condições e dignidade, num acto que muitas vezes exige bem mais amor do que um limitar-se a trazer filhos ao mundo, porque isso, qualquer um faz!
O aborto é uma realidade, cabe-nos é a nós decidir se vale a pena escondê-la, se compensa varre-la para debaixo de um tapete de falsos valores nem que para isso se continuem a sacrificar vidas!

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Ano indo



Olho para trás e vejo um infindável trilho compassado a diferentes ritmos, ora seguro, ora intermitente. Vejo períodos lineares alternados por tortuosos caminhos...
Diante de mim, terreno novo, uma vida por escrever, decisões por tomar, que me levam lentamente à conclusão do trajecto.
No final deste ano não vou cometer aquele velho e crasso erro de fazer o balanço de algo que nunca se sabe ser ou não o ideal, não tenho essa pretensão... No final deste ano ambiciono tão-somente continuar trilhando pelas mesmas convicções!

Fantasia


"E era tão real, que eu só fazia fantasia, e não fazia mal!"

segunda-feira, dezembro 25, 2006

É Natal


É tempo de esquecer as amarguras de um ano no seu fim, é tempo de ampliar as boas coisas e nelas projectar um ano vindouro...
É tempo de desejar um feliz Natal a quem gostamos, e até a quem não gostamos tanto, mais do que dar e receber prendas, é tempo de reunião…
É acima de tudo, tempo de reencontro connosco. Numa busca pela estrela guia que nos há-de levar a Belém...
Boas Festas!