Há aqueles momentos em que simplesmente a noção de espaço e tempo desaparece. Não sabemos bem o que aconteceu, nem durante quanto tempo.
Tais momentos são despoletados por emoções-limite. Quer boas, quer más. E fazem com que as pessoas hajam de modo completamente imprevisível, quer bom, quer mau.
Todos estamos sujeitos a tais situações e cabe-nos a nós tentar gerir o turbilhão que antecede a explosão de modo a que esta não aconteça. Com o passar dos tempos, vamos tomando melhor conhecimento dos sinais de aviso e evitando a explosão. No entanto, o limite de todos nós é modulado por condições extrínsecas. Por níveis de stress, por situações que no fundo actuam sinérgica ou contrariamente de modo a potenciar ou não a completa e total blindness.
Por conseguinte, uma vez que a reacção não está completamente nas nossas mãos, não podemos garantir que conseguiremos evitar entrar nessa espiral explosiva. Podemos sempre tentar e contar com pessoas que nos conhecendo sabem quando estão a ser necessárias, e o que devem evitar para piorar ainda mais o cenário. O problema é quando nem todos remamos com o mesmo sentido. Quando não dá para contar com a ajuda externa, e do lado de fora da nossa bolha não vêm senão contribuições negativas.
Mas isso apenas significa uma coisa: Teremos de ser nós a fortalecer a nossa parte e a ficar menos sujeitos à intervenção de terceiros. Pode parecer um isolamento. Mas não, é antes um fortalecimento em quem de facto merece.
Ego....o local eleito para o reencontro comigo! Sem mais pretensões senão a de existir! Feito por quem desejou fazer das palavras de todos, um pouco mais suas!
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sábado, dezembro 08, 2012
quinta-feira, janeiro 22, 2009
Ensaio sobre a Cegueira aka Blindness
Estava curiosa, já tinha lido o livro e achava particularmente difícil fazer-lhe justiça em filme. Porque sempre achei ser algo difícil de transportar para a tela a ideia do filme: como representar a ausência de imagem através da imagem?
Não sei se apenas aconteceu comigo, mas achava uma profunda incoerência o conceito do livro e a sua representação em filme. Aguçou-me o apetite.
Como é óbvio quem se limitar a ver o filme perderá muito da história, não tem, nem pode ter, a mesma intensidade e detalhe. Mas agradou-me.
Acho honestamente que o Fernando Meirelles fez um bom trabalho e muito embora a Julianne Moore e o Mark Rufallo não sejam de todo as personagens que idealizava para a "minha" história, com o fluir do filme deixaram de fazer coceira.
O filme está "fixolas", mas não o quero rever tão cedo...
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