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terça-feira, julho 16, 2013

9 anos

E quem diria que quando fiz o primeiro post neste espacinho, criaria um ritual circadiano que me traz regular e ciclicamente cá.
Já se passaram 9 anos desde essa primeira sequência de palavras que resolvi partilhar.
Ego, hoje retratas muitas das minhas vivências, e recordas-me rapidamente o que aconteceu no curso destes dias...
*
Obrigada por existires

terça-feira, abril 16, 2013

Ontem, hoje e amanhã



Sou teimosa, sou de objectivos bem definidos e nunca baixei os braços até conseguir atingir os objectivos traçados. Mas nunca deixei que isso fosse mais importante que os valores que me foram ensinados e a atenção ao próximo.
Cada tombo que dei, a cada marca que me ficou de cada queda, sempre me fez desejar não mudar esta prioridade, este cuidado. Na verdade, teimo em não aprender e dou demasiado de mim, sempre, mesmo que cada vez que doa diga o contrário. Sou uma sonhadora incorrigível. Espero conseguir manter-me assim, mesmo após cada pequena prova.
Porque quero, nos meus dias mais optimistas, crer que o mundo só faz sentido se acreditarmos que as coisas são boas como regra, e que os momentos que nos fazem sofrer e mostram o contrário são apenas momentâneas excepções, não dignas de mudança comportamental.
No dia em que refizer este esquema mental e agir em contrário, então perdi-me. Nesse dia, salvem-me por favor*

domingo, março 17, 2013

Diálogo nº1


AE-Porque é que simplesmente não ignoras o ocorrido? Não tem de te afectar, sabes? Já passou muito tempo, olhando para trás sabes que fizeste o que podias, deste o que tinhas.
R-Sim. Mas é a sensação de faltar algo, não é qualquer desejo de reviver as coisas, ou mudar o que quer que seja. É mesmo sentir falta de alguma justiça no processo, percebes? E oscilo entre repressão desta vontade porque faz de mim alguém vingativo, e a vontade de o assumir abertamente.
AE- Entendo-te perfeitamente, porque há situações e histórias demasiado más para as esquecer. E no teu caso motivos não faltam para ter fome de justiça. Mas diz-me sinceramente, sentes vontade de tomar acção?
R-Como assim? Se tenho vontade de fazer alguma coisa a respeito do que aconteceu?
AE-Sim!
R- (...) Acho que não. Não, não quero. Lá no fundo sei que os meus momentos de indignação e como tu dizes "fome de justiça" nunca poderão ser tão maus como os de viver com o peso na consciência de ser má pessoa.
AE- Sim.
R- Nem quero imaginar o que possa ser a sensação de saber que não se vale sequer o ar que se inspira. O que é ter em nós um mar de mentiras e saber que não somos sequer por perto, a pessoa que tentamos criar. Não. Tenho a certeza que não tenho de fazer nada para que se sinta ainda mais miserável. Porque é normal, é mesmo miserável.
AE- Mais uma vez, tudo pela "pessoa melhor"?
R- Sabes bem que sim. Tenho essa herança em mim. E tentarei sempre honra-la a cada passo.
AE- Ela certamente estará orgulhosa da pessoa que te tornaste.
R-Gostava mesmo que ela estivesse cá para ver o quanto crescemos, o tanto que todos atingimos.
AE- É nisso que te refugias?
R-Não é refúgio, não. Não me estou propriamente a esconder, ou a fugir de nada....
AE- Perdão, vou corrigir: "é nisso que te inspiras"?
R- Definitivamente.
AE- Sabes a sorte que temos por ter tamanho clã?
R- Completamente. E por estas coisas, por saber isso mesmo. Achas que valerá a pena voltar as costas a todos os ensinamentos e exemplos que herdei, por alguém tão pouco merecedor?
AE- ... Tens razão.
R- .... Vamos lá, falta pouco já. Técnicas de Imunoaglutinação.
AE- Ok! Vamos lá