Diz a wiki(know it all)pedia que:
Inês é um nome próprio feminino, de origem grega αγνη ("hagnē"), forma feminina de αγνος (hagnós), que significa "casta" ou "sagrada". Em alternativa, há quem defende[quem?] que provém do latim, da palavra "agnus", que significa "cordeiro".
Era um dos nomes que estimava. Até que em vez de uma fêmea "cordeiro", me sai mais um exemplar do mesmo género (feminino), mas da raça bovina.
Óbvio que não acredito na teoria que o nome confere personalidade. Mas o conceito que gero automaticamente quando penso em determinado nome prende-se invariavelmente com as pessoas que conheço com esse mesmo epónimo. E nesta linha de pensamento, querido blog lembra-me por favor daqui a uns anos, quando tiver a minha primeira menina, de não a chamar de Inês.
Obrigada Ego, ser-te-ei eternamente grata*
Ego....o local eleito para o reencontro comigo! Sem mais pretensões senão a de existir! Feito por quem desejou fazer das palavras de todos, um pouco mais suas!
domingo, outubro 21, 2012
sábado, outubro 20, 2012
O outro lado
Estamos num trilho, com um grupo, ao longe vemos uma bifurcação. Não poderemos ir todos pela mesma estrada. Temos necessariamente que optar por um dos caminhos, o que consideramos melhor. Ao mesmo tempo sabemos que iremos perder a paisagem, as experiências que o outro lado nos daria. Mas estamos convencidos que foi o melhor caminho.
Assim me sinto. Há um ano atrás tomei uma decisão. Um rumo. Mas mentiria se negasse a falta e a saudade que tenho de coisas que perdi, nesta nova realidade. Às vezes, como hoje, em que fico apenas eu nesta cidade cheia de movimento. Quando apenas eu pareço ter que estudar, numa sexta-feira à noite. Quando me vejo a ter de repensar muito bem a estratégia mensal. Sinto mesmo vontade de voltar as costas, sair de casa, e ser novamente eu e o meu antigo tempo.
Mas como quando estamos num trilho e ao longe vemos uma bifurcação. Sabemos que temos de tomar um rumo. Não podemos ficar indefinidamente naquele ponto. Temos de seguir. Não vale a pena pensar no que foi. Tem que se viver o presente, sempre com o olho fitado no futuro. E hoje, sexta-feira à noite não saio. Estou sozinha. Eu o Suri e a minha Anatomia. Este é o meu dia hoje, porque amanhã valerá a pena.
*
quarta-feira, outubro 17, 2012
ECG
Ritmo sinusal, regular: 70 ciclos por minuto. Eixo eléctrico normal.
Sem alterações relevantes para a faixa etária.
:)
Hoje sinto-me muito mais graúda
*
Sem alterações relevantes para a faixa etária.
:)
Hoje sinto-me muito mais graúda
*
Local:
Coimbra, Portugal
terça-feira, outubro 16, 2012
Quando foi que isso aconteceu
O Facebook é um autêntica chacina às minhas recordações. E explico porquê. Já lá vão 8 anos desde que saí de Amarante para rumar à Invicta cursar essa bela Anatomia Patológica, Citológica e Tanatológica. Muito aconteceu nos entretantos, mas isso não é assunto para este post. No percurso várias ferramentas de proximidade fictícias foram sendo desenvolvidas, primeiro o hi5, agora o facebook. No essencial são formas resumidas de se ir sabendo de uma maneira muito superficial e às vezes até um pouco deturpada o que é feito de pessoas com as quais pessoalmente não falámos há uns bons anos.
A questão é que já por diversas vezes me "reencontrei" com alguém que na minha cabeça ainda namora com X (certo que não os vejo, nem lhes falo há mais de 8 anos, mas pormenores absolutamente irrelevantes para o mundo das memórias), casado e com filhos de Y (alguém igualmente conhecido, que NUNCA na vida pensaria que fosse ter algo a ver com a pessoa em questão).
Acho sinceramente que o Facebook havia de ser processado, ou isso, ou inspirado nesta onde de taxas, sobre-taxas e impostos, haveriam no mínimo de ter de contribuir (aqui sim) com uma taxa extraordinária de solidariedade. Porque uma pessoa sofre. Apercebe-se que sem que nos tenhamos dado conta, lá fora o mundo mudou o suficiente para dar três cambalhotas à retaguarda e ter ficado de pernas para o ar, com direito a filhos pelo meio e tudo. (Filhos??? Onde raio teve esta gente tempo para isto tudo?)
A sério.... Facebook? Para de me deprimir.
A parte genial é que o meu toque de doente mental me faz logo por no lado oposto... e realmente, algo me diz que a reacção deles em relação ao meu presente há-de ser igualmente de espanto. Porque embora não ponha grande informação nessas redes sociais, a verdade é que o que lá está é suficientemente distante desse meu Eu de 17 anos acabado de sair de Amarante. Verdade seja dita, ainda bem. Hoje provavelmente nem eu me suportaria com 17 anos.
Facebook, a lembrar-nos a todos que o tempo não para, que as pessoas mudam, e que a caravana passa....
*
A questão é que já por diversas vezes me "reencontrei" com alguém que na minha cabeça ainda namora com X (certo que não os vejo, nem lhes falo há mais de 8 anos, mas pormenores absolutamente irrelevantes para o mundo das memórias), casado e com filhos de Y (alguém igualmente conhecido, que NUNCA na vida pensaria que fosse ter algo a ver com a pessoa em questão).
Acho sinceramente que o Facebook havia de ser processado, ou isso, ou inspirado nesta onde de taxas, sobre-taxas e impostos, haveriam no mínimo de ter de contribuir (aqui sim) com uma taxa extraordinária de solidariedade. Porque uma pessoa sofre. Apercebe-se que sem que nos tenhamos dado conta, lá fora o mundo mudou o suficiente para dar três cambalhotas à retaguarda e ter ficado de pernas para o ar, com direito a filhos pelo meio e tudo. (Filhos??? Onde raio teve esta gente tempo para isto tudo?)
A sério.... Facebook? Para de me deprimir.
A parte genial é que o meu toque de doente mental me faz logo por no lado oposto... e realmente, algo me diz que a reacção deles em relação ao meu presente há-de ser igualmente de espanto. Porque embora não ponha grande informação nessas redes sociais, a verdade é que o que lá está é suficientemente distante desse meu Eu de 17 anos acabado de sair de Amarante. Verdade seja dita, ainda bem. Hoje provavelmente nem eu me suportaria com 17 anos.
Facebook, a lembrar-nos a todos que o tempo não para, que as pessoas mudam, e que a caravana passa....
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O bem pelo bem.
Tudo começou uns dias atrás, enquanto percorria os olhos pelo Caleidoscopiotuga:
"A minha luta
"A minha luta
por Diogo Dantas, em 11.10.12
Ser católico, mais do que convicção profunda, faz parte das minhas raízes, formação e até cultura. Ter crenças profundas e tradicionais é cada vez mais difícil, num mundo relativista onde tudo se compra e vende, onde o facilitismo comanda a vida e o sacrifício é visto como um desvio sem sentido. A maior parte das pessoas acham-se possuidoras de um espírito livre, mas têm medo de estabelecer compromissos ideológicos e estão sempre cingidas a princípios que as oprimem, decepam e restringem.
A busca da felicidade é cada vez mais uma obrigação a que ninguém pode fugir, um alimento inebriante que todos devem consumir, o carro, o telemóvel, o sucesso profissional, a casa, a conquista amorosa, o materialismo selvagem numa época que é a idade média da mente e da liberdade de consciência do ser humano.
(...)
O problema é que essa finalidade impaciente não ganha raízes ou força e alimenta-se da autocomiseração egocêntrica e da superficialidade. Há sempre um momento em que uma pequena voz nos diz para fazer o que está certo e seguir o caminho da coerência e da lealdade. Podemos escolher ouvi-la ou optar sempre pela via mais fácil."
É uma velha questão. Assenta num simples problema que a mim me custa a perceber: A tomada da nossa como a posição universal.
Claro está que se tomámos uma decisão, se optámos por uma posição, achamos de algum modo que ela é melhor. Mas é melhor para NÓS. Porque é que custa tanto entender que a nossa, não é a única cabeça neste mundo? Que consequentemente os nossos, não são os únicos olhos que vêm a realidade?
Na nossa sociedade todos somos católicos, é cultural. Implícita ou explicitamente todos somos condicionados por essa forma ancestral de ver o mundo. Mas entendo aqui o catolicismo como contexto social, se quisermos analisar sob o ponto de vista religioso, então não. Não sou católica.
Mas repara Diogo Dantas, não foi opção. E não compreendo como alguém que se apega tanto à questão da fé teima em não perceber que a "fé" é assim mesmo, algo que se sente ou não (ponto). Não consigo acreditar. Na minha maneira de ver as coisas é algo que simplesmente não faz sentido. Mas isso não me torna uma pessoa com menos ou mais princípios. Isso não faz com que tenha qualquer dificuldade em "seguir o caminho da coerência e da lealdade", até porque todos nós, crentes ou não temos algo a que se chama consciência. Temos todos, independentemente da fé, conceitos morais, noção do bem e mal, certo e errado que fazemos reflectir nos nossos actos.
Não consigo perceber a noção de fazer bem por algo (seja fuga ao castigo, seja noções de compensação pós-mortem sob a forma de paraíso), o bem deve ser feito sempre. Porque é o bem. Simples.
Eu sempre respeitei a visão e opiniões das outras pessoas, continuo a respeitar. Mas cabe-me também a mim acrescentar algo às demais visões, principalmente quando elas são tão redutoras.
*
segunda-feira, outubro 15, 2012
Semana *
Esta semana que começa neste preciso dia guarda em si já um punhado de acontecimentos felizes.
Alguns não precisam de ser muito esmiuçados. São unicamente o fruto de muita persistência e em boa verdade não deviam ser surpresa. Fico feliz por saber que a vida continua, que melhora, com pequenas coisas. Simples. Sei que vai correr bem, porque te conheço. E mereces mais do que ninguém. Espero que todos tenhamos ainda a possibilidade de te aproveitar, de sorver dessa fonte inesgotável de conhecimento.
Mais trivial é a minha primeira anotação da chegada do frio. A percepção que os chocolates e enfeites tradicionalmente do Outono avançado e pronúncio de Natal estão lenta mas persistentemente a invadir os espaços. Gosto desta época do ano. É a minha época. Daqui a não muito tempo voltam a tirar-se os casacos dos armários, e com eles os cachecóis, botas e meias de redobrado conforto e calor.
É bom verificar que o tempo e as estações vão mudando, mas as coisas importantes continuam imutáveis: Continuo neste ritual depurativo enquanto o meu café arrefece ao lado, enquanto o Suri permanece impecavelmente deitado num colo que já sente a falta dele nos dias de Coimbra. Continuas aqui, continuas perto. Presente até na ausência. E se tudo correr bem, apenas mais um ciclo destes faltará.
A um Outono de distância estarei de volta permanentemente. E essa será a única mudança outonal. Porque o ritual continuará, permanecerá acompanhado por um café que arrefece. O meu colo continuará a ser aquecido pelo meu amigo felino e tu estarás ainda mais presente. Se é que isso é possível.
*
Alguns não precisam de ser muito esmiuçados. São unicamente o fruto de muita persistência e em boa verdade não deviam ser surpresa. Fico feliz por saber que a vida continua, que melhora, com pequenas coisas. Simples. Sei que vai correr bem, porque te conheço. E mereces mais do que ninguém. Espero que todos tenhamos ainda a possibilidade de te aproveitar, de sorver dessa fonte inesgotável de conhecimento.
Mais trivial é a minha primeira anotação da chegada do frio. A percepção que os chocolates e enfeites tradicionalmente do Outono avançado e pronúncio de Natal estão lenta mas persistentemente a invadir os espaços. Gosto desta época do ano. É a minha época. Daqui a não muito tempo voltam a tirar-se os casacos dos armários, e com eles os cachecóis, botas e meias de redobrado conforto e calor.
É bom verificar que o tempo e as estações vão mudando, mas as coisas importantes continuam imutáveis: Continuo neste ritual depurativo enquanto o meu café arrefece ao lado, enquanto o Suri permanece impecavelmente deitado num colo que já sente a falta dele nos dias de Coimbra. Continuas aqui, continuas perto. Presente até na ausência. E se tudo correr bem, apenas mais um ciclo destes faltará.
A um Outono de distância estarei de volta permanentemente. E essa será a única mudança outonal. Porque o ritual continuará, permanecerá acompanhado por um café que arrefece. O meu colo continuará a ser aquecido pelo meu amigo felino e tu estarás ainda mais presente. Se é que isso é possível.
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segunda-feira, outubro 08, 2012
A meio, um ano e meio.
É dia de celebrações.
:)
E encaremos este marco com um quase virar no sentido do retorno. Ano e meio. E daqui a outro tanto estarei, nas melhores previsões, já em casa.
E encaremos este marco com um quase virar no sentido do retorno. Ano e meio. E daqui a outro tanto estarei, nas melhores previsões, já em casa.
Vai correr bem, tudo corre bem quando pomos o nosso melhor em tudo o que fazemos.
*
Amanhã estarei mais próxima do destino. E assim sucessivamente!
*
Amanhã estarei mais próxima do destino. E assim sucessivamente!
Celebremos também no caminho.
segunda-feira, outubro 01, 2012
Nódoa
Têm a capacidade de difundir num imaculado tecido e manchar apenas com uma gota uma significativa área. Assim como nos tecidos há igualmente nódoas humanas. Indivíduos que não fazem mais senão disseminar o mau estar. Parte positiva é que como nos tecidos, também nos humanos há tira-nódoas. Há sempre maneira de desincrustar essas indesejadas presenças e repor o estado normal e agradável das coisas.
E como é bom perceber que a nódoa já não nos afecta, que foi afastada desse nosso tecido :)
Espero não ter vislumbre de nódoas nos próximos tempos, mas se tiver, a coisa volta-se a resolver. Nada como uma boa limpeza, sempre que ela seja necessária.
*
A um mundo sem nódoas, porque vida que é vida, quer-se a cheirar a Skip*
E como é bom perceber que a nódoa já não nos afecta, que foi afastada desse nosso tecido :)
Espero não ter vislumbre de nódoas nos próximos tempos, mas se tiver, a coisa volta-se a resolver. Nada como uma boa limpeza, sempre que ela seja necessária.
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A um mundo sem nódoas, porque vida que é vida, quer-se a cheirar a Skip*
sábado, setembro 29, 2012
Sábado à noite
Sábado à noite não sou tão só
Somente só
A sós contigo assim
E sei dos teus erros
Os meus e os teus
Os teus e os meus amores que não conheci
Parasse a vida
Um passo atrás
Quis-me capaz
Dos erros renascer em ti
E se inventado, o teu sorriso for
Fui inventor
Criei o paraíso assim
Algo me diz que há mais amor aqui
Lá fora só menti
Eu já fui de cool por aí
Somente só, só minto só
Hei-de te amar, ou então hei-de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz....
sexta-feira, setembro 28, 2012
The End
Incrível como pequenas situações nos catapultam para decisões que antes julgaríamos impensável tomar sem uma exaustiva análise. É como se representassem autênticos pontos de viragem. Uma confirmação absoluta da direcção a tomar.
Tenho pessoalmente como opção deixar as coisas bem resolvidas e arrumadas. Não gosto do turvo pó ainda levantado a limitar-me a visão. Prefiro determinar o fim absoluto do que perpetuar na tentativa. Já lá foi o tempo em que pensava de uma forma oposta. O tempo fez-me ver que insistir nos erros é teimar em não aprender.
Hoje, 28 de Setembro de 2012, 9 anos, 2 meses e 2 dias depois foi como que uma confirmação que não há qualquer motivo para manter esse resquício de ligação.
Este ano foi o período das limpezas mentais e do desembaraçar de nós que apenas servem para sufocar.
Mais um ponto de uma história, o final. De uma história demasiado longa. O ponto de partida a uma nova fase.
A mim, só apraz dizer com um sorriso nos lábios:
"The End"
*
domingo, setembro 23, 2012
Novo Outono
Sempre serás a minha estação. O passado trouxe-me um regresso a uma rotina cíclica que toma em ti o seu início. Agora inicia-se um novo ano, um novo ciclo. Acredito que este vai ser melhor que o anterior. Mas sei também que o próximo tem ainda mais ingredientes para melhorar... e depois o regresso.
Sei que será possível. Sei que me trará melhorias inquestionáveis e acima de tudo trará de volta aos meus dias aquelas pessoas que eu preciso abraçar e sentir.
Vamos sorrir, vamos focar-nos nessa que será a última das anatomias. Vamos enrolar pela primeira vez essa manta enquanto o ronron do constante amigo, mais do que aquecer o corpo, aquece o coração.
Que mais posso eu pedir? Nada. Absolutamente. Só gostava de retribuir um pouco do muito que tenho. Até parece injusto. Tanto, só para mim.
*
Sei que será possível. Sei que me trará melhorias inquestionáveis e acima de tudo trará de volta aos meus dias aquelas pessoas que eu preciso abraçar e sentir.
Vamos sorrir, vamos focar-nos nessa que será a última das anatomias. Vamos enrolar pela primeira vez essa manta enquanto o ronron do constante amigo, mais do que aquecer o corpo, aquece o coração.
Que mais posso eu pedir? Nada. Absolutamente. Só gostava de retribuir um pouco do muito que tenho. Até parece injusto. Tanto, só para mim.
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terça-feira, setembro 18, 2012
Saudade
Tenho saudade de um conjunto vasto de pormenores que me dá uma sensação de aperto. Tenho saudade de me sentir estimada e querida. Saudade de ser tratada como se uma verdadeira princesa fosse. Saudade de afecto, desse cuidado com as palavras. Saudade de ter um referencial e sê-lo em resposta, do outro lado.
Fazes falta, saudade da sensação de plenitude.
Fazes falta, saudade da sensação de plenitude.
terça-feira, setembro 11, 2012
Antevisão
Já me disseram que sofro por antecipação. Por mentalmente adivinhar os cenários que se vêm a confirmar dias depois. Não, não é qualquer capacidade divinatória ou mística. É simplesmente o mais simples exercício lógico de análise das situações.
De facto nos momentos críticos sempre me senti um pouco a nadar sozinha. Desfasada no tempo do momento ideal para aquela reacção. Quer seja boa, ou má. Mas esta minha inata característica tem alguma vantagem. Apesar de me valer o título de personalidade que sofre por antecipação, vale-me a tranquilidade e ausência de dor no momento da tormenta.
Parece que quando o vento uiva, a chuva sacode ferozmente contra o vidro, no meio do temporal já eu estou em paz. Já eu tinha preparado aquele cenário. Aplicado a situações é como que já tivesse assistido àquela cena e não mais fosse que uma repetição de um filme visto à pouco tempo e ainda fresco. Aplicado às pessoas, e mais concretamente àquelas que nos deixam, é como se a despedida já tivesse sido feita e por conseguinte torna-se uma dor suportável.
Nunca tinha visto as coisas por este prisma. Nunca tinha visto o lado positivo de andar quase sempre dessincronizada do mundo no que concerne ao momento de reacção às notícias. Lentamente, o tempo e o treino a resolver o dia a dia tem-me levado a focar mais no lado positivo. Hoje dou por mim a gostar da minha antevisão das coisas.
*
De facto nos momentos críticos sempre me senti um pouco a nadar sozinha. Desfasada no tempo do momento ideal para aquela reacção. Quer seja boa, ou má. Mas esta minha inata característica tem alguma vantagem. Apesar de me valer o título de personalidade que sofre por antecipação, vale-me a tranquilidade e ausência de dor no momento da tormenta.
Parece que quando o vento uiva, a chuva sacode ferozmente contra o vidro, no meio do temporal já eu estou em paz. Já eu tinha preparado aquele cenário. Aplicado a situações é como que já tivesse assistido àquela cena e não mais fosse que uma repetição de um filme visto à pouco tempo e ainda fresco. Aplicado às pessoas, e mais concretamente àquelas que nos deixam, é como se a despedida já tivesse sido feita e por conseguinte torna-se uma dor suportável.
Nunca tinha visto as coisas por este prisma. Nunca tinha visto o lado positivo de andar quase sempre dessincronizada do mundo no que concerne ao momento de reacção às notícias. Lentamente, o tempo e o treino a resolver o dia a dia tem-me levado a focar mais no lado positivo. Hoje dou por mim a gostar da minha antevisão das coisas.
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terça-feira, setembro 04, 2012
segunda-feira, setembro 03, 2012
Cena 2
Começaram as rodagens dessa que será a segunda cena desta linda obra que é o meu desejado curso de medicina. Continuo a sentir aquele aperto na cidade. A vontade de não estar lá... mas é uma questão de começar com os projectos e com o estudo. Não gosto de ti Coimbra. Não gosto das tuas gentes. Mas gosto tanto do curso que todo o sacrifício vale a pena.
O 2º ano custará menos, tenho a certeza. Tenho um horário fantástico. Tenho as coisas minimamente lançadas. E vai correr lindamente. Nem pode ser de outra forma.
*
O 2º ano custará menos, tenho a certeza. Tenho um horário fantástico. Tenho as coisas minimamente lançadas. E vai correr lindamente. Nem pode ser de outra forma.
*
sábado, setembro 01, 2012
Blue Jeans
Final de férias. Amigos, uma segunda família. Risadas. O fresco que entra pela varanda aberta.
Um Setembro anunciado. O final de férias.
Mas sou feliz com vocês. Deste meu canto sinto a falta de algumas pessoas. Consola-me o facto de estarem igualmente bem.
Gosto de estar assim. Rodeada de afecto. Gosto de dar e receber em troca. Porque os relacionamentos têm de ser fazer nos dois sentidos.
Que venha o próximo ano. Que venham desafios, guerras e sofrimento. Enfrentar-vos-ei a todos, com todas as forças que com as minhas gentes encontrei.
Vem Setembro. Estou mais que pronta para ti, para isso e muito mais.
*
sexta-feira, agosto 31, 2012
Janolas
Fico genuinamente feliz. Pelo cuidado, pela atenção em dizer as coisas. Em me ligares para partilhar um momento que é íntimo e não necessitava de comunicação. Mas é tão teu. Tão característico. Como gosto de ti minha pequenina. Por seres tu.
Com o passar dos anos vamos tomando consciência de algumas verdades absolutas. E hoje mais uma vez tenho a concretização de que o que tiver de acontecer acaba por se efectivar. Podem esperar-se anos, Pode ter seguido caminhos sinuosos. Mas encontra-nos.
Independentemente do final, de como correr, esta história em concreto tem uma certa dimensão mística. Parece que estava traçada e destinada a acontecer.
Agora, minha pequena, só tens que viver. Ser feliz como tu mereces. Continuar a surpreender-me pela positiva e sorrir.
Gosto dos dois como se fossem verdadeiramente meus irmãos. E no que depender de mim ambos serão infinitamente felizes.
*
Com o passar dos anos vamos tomando consciência de algumas verdades absolutas. E hoje mais uma vez tenho a concretização de que o que tiver de acontecer acaba por se efectivar. Podem esperar-se anos, Pode ter seguido caminhos sinuosos. Mas encontra-nos.
Independentemente do final, de como correr, esta história em concreto tem uma certa dimensão mística. Parece que estava traçada e destinada a acontecer.
Agora, minha pequena, só tens que viver. Ser feliz como tu mereces. Continuar a surpreender-me pela positiva e sorrir.
Gosto dos dois como se fossem verdadeiramente meus irmãos. E no que depender de mim ambos serão infinitamente felizes.
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domingo, agosto 19, 2012
Ciclo
É mais um importante acontecimento. Marca o fecho de um ciclo. Um ano completo. Há um ano iniciava-me nessa perspectiva de te acolher. Hoje estamos a uma quinzena de te ver mudar.
Não podia deixar de assinalar aqui este acontecimento. Neste local que acaba por constituir a lista dos tópicos importantes desde 2006.
Já dei por mim a fazer várias análises da situação. Não sei se foi uma experiência feliz no seu conjunto. Serviu para me aperceber de muitas pequenas grandes coisas que pura e simplesmente não se coadunam com a imagem que tinha da tua personalidade. Mas não é hora para grandes dissertações nem análises. As coisas são como são. E mais do que o que dizemos, somos aquilo que as nossas acções mostram. E hoje certamente te vejo de uma nova perspectiva.
Chegou ao fim um novo ciclo. Espero que o teu próximo tenha maior durabilidade que um ano e que entretanto não se venha a mostrar que foi tudo menos a decisão acertada. Por cá, ficarei a torcer para que tudo corra bem. Mas sempre sabendo que optaste por esse caminho à parte, marcaste bem a posição que o queres viver sozinha e por conseguinte, não tenciono tomar qualquer iniciativa em tua direcção. Se precisares, sabes bem onde me encontrar menina.
Sê feliz.
Não podia deixar de assinalar aqui este acontecimento. Neste local que acaba por constituir a lista dos tópicos importantes desde 2006.
Já dei por mim a fazer várias análises da situação. Não sei se foi uma experiência feliz no seu conjunto. Serviu para me aperceber de muitas pequenas grandes coisas que pura e simplesmente não se coadunam com a imagem que tinha da tua personalidade. Mas não é hora para grandes dissertações nem análises. As coisas são como são. E mais do que o que dizemos, somos aquilo que as nossas acções mostram. E hoje certamente te vejo de uma nova perspectiva.
Chegou ao fim um novo ciclo. Espero que o teu próximo tenha maior durabilidade que um ano e que entretanto não se venha a mostrar que foi tudo menos a decisão acertada. Por cá, ficarei a torcer para que tudo corra bem. Mas sempre sabendo que optaste por esse caminho à parte, marcaste bem a posição que o queres viver sozinha e por conseguinte, não tenciono tomar qualquer iniciativa em tua direcção. Se precisares, sabes bem onde me encontrar menina.
Sê feliz.
segunda-feira, agosto 13, 2012
Dalai Lama
Pergunta a Sua Santidade o Dalai Lama:
What surprises you more in mankind ? "
- "People... Because they lose health in getting more and more money, and then they lose money to get back health.
And in thinking so anxiously in their future, they forget the present time, so they they end up not living neither the present nor the future.
They live as they were never going to die… and die like they never had lived."
What surprises you more in mankind ? "
- "People... Because they lose health in getting more and more money, and then they lose money to get back health.
And in thinking so anxiously in their future, they forget the present time, so they they end up not living neither the present nor the future.
They live as they were never going to die… and die like they never had lived."
sábado, agosto 04, 2012
Agosto
Voltar a tomar como meu o tempo. Usa-lo como bem entender. Conseguir encontrar-me com quem me fez dolorosa falta ao longo do ano.
Mergulhei novamente nesse vício que me tinha sido afastado e com voraz fome tenho devorado páginas e páginas desse pensamento tão próprio. Stieg Larsson, seu nome. Em dois dias consumi impetuosamente o primeiro. Em menos de 24h o segundo. Lá fora tudo parece parar. Até que por fim o telemóvel toca e sacode-me desse sonho. Desperto para um dia novo e encontro-me contigo.
Mais não quero, e sou feliz. Dentro em breve e a confirmarem-se as felizes notícias, eu terei crescido e tu terás ganho a visibilidade que mereces. Porque tudo é natural, flui com toda a calma e serenidade.
Até já*
Mergulhei novamente nesse vício que me tinha sido afastado e com voraz fome tenho devorado páginas e páginas desse pensamento tão próprio. Stieg Larsson, seu nome. Em dois dias consumi impetuosamente o primeiro. Em menos de 24h o segundo. Lá fora tudo parece parar. Até que por fim o telemóvel toca e sacode-me desse sonho. Desperto para um dia novo e encontro-me contigo.
Mais não quero, e sou feliz. Dentro em breve e a confirmarem-se as felizes notícias, eu terei crescido e tu terás ganho a visibilidade que mereces. Porque tudo é natural, flui com toda a calma e serenidade.
Até já*
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