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terça-feira, junho 11, 2013

Coração de manteiga



"Assumir o problema é meio passo para a cura"
Sempre ouvi dizer isto. Se é verdade? Não sei. Mas tentar não custa. Portanto aqui fica o meu reconhecimento público. Sou uma sentimental. Uma emotiva inveterada. Gosto de afectos, de emoções, de laços.
Sinto uma dor dilacerante sempre que perco alguém, que me afasto de quem gosto.
Mas pior que não conseguir desligar esta veia sentimental é não conseguir disfarçar o quão nos afectam determinadas coisas.
Sempre fui assim, facilmente sinto os olhos enublados e a tender para a precipitação. Faz-me sentir fraca, demasiado transparente.
Hoje a custo, a muito pulso tentei (e consegui, espero) gerir o mar tumultuoso de sentimentos que me foi tomando ao longo do dia de modo a não os tornar visíveis. Acho que consegui.
Mas não é a minha faceta, não é com facilidade, nem com naturalidade que o faço.
Desejo? Tenho o de regressar, procurar-te e abraçar-te longamente como fazíamos a cada desejo de boa noite.
Conforta-me o saber que estás bem, se não o estivesses, eu estaria aí.
*

sábado, outubro 20, 2012

O outro lado

Estamos num trilho, com um grupo, ao longe vemos uma bifurcação. Não poderemos ir todos pela mesma estrada. Temos necessariamente que optar por um dos caminhos, o que consideramos melhor. Ao mesmo tempo sabemos que iremos perder a paisagem, as experiências que o outro lado nos daria. Mas estamos convencidos que foi o melhor caminho.
Assim me sinto. Há um ano atrás tomei uma decisão. Um rumo. Mas mentiria se negasse a falta e a saudade que tenho de coisas que perdi, nesta nova realidade. Às vezes, como hoje, em que fico apenas eu nesta cidade cheia de movimento. Quando apenas eu pareço ter que estudar, numa sexta-feira à noite. Quando me vejo a ter de repensar muito bem a estratégia mensal. Sinto mesmo vontade de voltar as costas, sair de casa, e ser novamente eu e o meu antigo tempo.
Mas como quando estamos num trilho e ao longe vemos uma bifurcação. Sabemos que temos de tomar um rumo. Não podemos ficar indefinidamente naquele ponto. Temos de seguir. Não vale a pena pensar no que foi. Tem que se viver o presente, sempre com o olho fitado no futuro. E hoje, sexta-feira à noite não saio. Estou sozinha. Eu o Suri e a minha Anatomia. Este é o meu dia hoje, porque amanhã valerá a pena.
*

terça-feira, novembro 11, 2008

Hold on for me!



Gargalhadas estridentes ecoam pelas paredes das memórias desses quatro anos!! Cada dia, ouço-as comigo.

domingo, outubro 19, 2008

Pois é...



Ultimamente o hábito de escrever neste espacinho tem aparecido mais esporadicamente.
Muitos são os motivos que posso evocar para tal: desde falta de tempo, internet, disponibilidade, etc.
Verdade seja dita, quando à pouco me perdi por momentos neste assunto cheguei à conclusão que dos factores que mais afectaram a postagem de delírios egocêntricos foi mesmo a separação da família invicta. Quando dou por ela tenho os dias resumidos ao caminho de casa-IPATIMUP, IPATIMUP-casa. No entretanto das viagens, acontecem biliões de coisas, mas tudo me ocorre menos referi-las, basicamente porque não interessam a ninguém.
Não há portanto aqueles encontros no CP 4º Dir Tras, nem no freetime, ou progresso ou onde quer que seja. Não há sessões de praxe, sessões de cinema, parvoíces 24/7. E fazem falta...
Quando mais reparei nesta ressaca sentimental foi quando, a preparar os filtros para fazer colunas de Sephadex e purificar os produtos de sequenciação disse a mim mesma: "...logo quero falar com a Marianinha sobre isto!" Mas rapidamente ouvi-me na resposta:"...não posso, a Mariana já não está lá de pijama a comer bolachas à frente da TV a ver na RTP2 desenhos animados, à minha espera para fazer qualquer coisa.. Está casada!"
E foi aí que reparei que não há grandes motivos para divagar.... falta o essencial, falta a família invicta!

terça-feira, setembro 02, 2008

Eis Setembro, um novo ano!




É simplesmente impossível para mim pensar de outro modo que não seja pelo calendário escolar, foram 16 anos de constante raciocínio por estas normas.
De repente dou por mim, já é Setembro, um Verão passou e eu nem o senti e não vou ter o início de um novo ano lectivo. Não há novo material, nova matéria, não há o reunir queixoso com os amigos de umas férias que voaram!
Sinto que parei no tempo, não há outro ano, não há tempo!
Estranho!
Intimamente penso que ainda não me mentalizei, que vivo sonhando que tudo é igual, que num qualquer dia destes nos reunimos para fazer nomes de praxe e para nos nossos muito amados trajes ir praxar ao parque da Cidade ou Cais de Gaia...