sexta-feira, setembro 28, 2012

The End

Incrível como pequenas situações nos catapultam para decisões que antes julgaríamos impensável tomar sem uma exaustiva análise. É como se representassem autênticos pontos de viragem. Uma confirmação absoluta da direcção a tomar.
Tenho pessoalmente como opção deixar as coisas bem resolvidas e arrumadas. Não gosto do turvo pó ainda levantado a limitar-me a visão. Prefiro determinar o fim absoluto do que perpetuar na tentativa. Já lá foi o tempo em que pensava de uma forma oposta. O tempo fez-me ver que insistir nos erros é teimar em não aprender.
Hoje, 28 de Setembro de 2012, 9 anos, 2 meses e 2 dias depois foi como que uma confirmação que não há qualquer motivo para manter esse resquício de ligação.
Este ano foi o período das limpezas mentais e do desembaraçar de nós que apenas servem para sufocar.
Mais um ponto de uma história, o final. De uma história demasiado longa. O ponto de partida a uma nova fase.
A mim, só apraz dizer com um sorriso nos lábios:

"The End"


*

domingo, setembro 23, 2012

Novo Outono

Sempre serás a minha estação. O passado trouxe-me um regresso a uma rotina cíclica que toma em ti o seu início. Agora inicia-se um novo ano, um novo ciclo. Acredito que este vai ser melhor que o anterior. Mas sei também que o próximo tem ainda mais ingredientes para melhorar... e depois o regresso.
Sei que será possível. Sei que me trará melhorias inquestionáveis e acima de tudo trará de volta aos meus dias aquelas pessoas que eu preciso abraçar e sentir.
Vamos sorrir, vamos focar-nos nessa que será a última das anatomias. Vamos enrolar pela primeira vez essa manta enquanto o ronron do constante amigo, mais do que aquecer o corpo, aquece o coração.
Que mais posso eu pedir? Nada. Absolutamente. Só gostava de retribuir um pouco do muito que tenho. Até parece injusto. Tanto, só para mim.
*

terça-feira, setembro 18, 2012

Saudade

Tenho saudade de um conjunto vasto de pormenores que me dá uma sensação de aperto. Tenho saudade de me sentir estimada e querida. Saudade de ser tratada como se uma verdadeira princesa fosse. Saudade de afecto, desse cuidado com as palavras. Saudade de ter um referencial e sê-lo em resposta, do outro lado.
Fazes falta, saudade da sensação de plenitude.

terça-feira, setembro 11, 2012

Antevisão

Já me disseram que sofro por antecipação. Por mentalmente adivinhar os cenários que se vêm a confirmar dias depois. Não, não é qualquer capacidade divinatória ou mística. É simplesmente o mais simples exercício lógico de análise das situações.
De facto nos momentos críticos sempre me senti um pouco a nadar sozinha. Desfasada no tempo do momento ideal para aquela reacção. Quer seja boa, ou má. Mas esta minha inata característica tem alguma vantagem. Apesar de me valer o título de personalidade que sofre por antecipação, vale-me a tranquilidade e ausência de dor no momento da tormenta.
Parece que quando o vento uiva, a chuva sacode ferozmente contra o vidro, no meio do temporal já eu estou em paz. Já eu tinha preparado aquele cenário. Aplicado a situações é como que já tivesse assistido àquela cena e não mais fosse que uma repetição de um filme visto à pouco tempo e ainda fresco. Aplicado às pessoas, e mais concretamente àquelas que nos deixam, é como se a despedida já tivesse sido feita e por conseguinte torna-se uma dor suportável.
Nunca tinha visto as coisas por este prisma. Nunca tinha visto o lado positivo de andar quase sempre dessincronizada do mundo no que concerne ao momento de reacção às notícias. Lentamente, o tempo e o treino a resolver o dia a dia tem-me levado a focar mais no lado positivo. Hoje dou por mim a gostar da minha antevisão das coisas.
*

terça-feira, setembro 04, 2012

Is it?

""I guess you just try not to care too much. Then you can't be disappointed""

segunda-feira, setembro 03, 2012

Cena 2

Começaram as rodagens dessa que será a segunda cena desta linda obra que é o meu desejado curso de medicina. Continuo a sentir aquele aperto na cidade. A vontade de não estar lá... mas é uma questão de começar com os projectos e com o estudo. Não gosto de ti Coimbra. Não gosto das tuas gentes. Mas gosto tanto do curso que todo o sacrifício vale a pena.
O 2º ano custará menos, tenho a certeza. Tenho um horário fantástico. Tenho as coisas minimamente lançadas. E vai correr lindamente. Nem pode ser de outra forma.
*

sábado, setembro 01, 2012

Blue Jeans

Final de férias. Amigos, uma segunda família. Risadas. O fresco que entra pela varanda aberta.
Um Setembro anunciado. O final de férias.
Mas sou feliz com vocês. Deste meu canto sinto a falta de algumas pessoas. Consola-me o facto de estarem igualmente bem.
Gosto de estar assim. Rodeada de afecto. Gosto de dar e receber em troca. Porque os relacionamentos têm de ser fazer nos dois sentidos.
Que venha o próximo ano. Que venham desafios, guerras e sofrimento. Enfrentar-vos-ei a todos, com todas as forças que com as minhas gentes encontrei.
Vem Setembro. Estou mais que pronta para ti, para isso e muito mais.
*

sexta-feira, agosto 31, 2012

Janolas

Fico genuinamente feliz. Pelo cuidado, pela atenção em dizer as coisas. Em me ligares para partilhar um momento que é íntimo e não necessitava de comunicação. Mas é tão teu. Tão característico. Como gosto de ti minha pequenina. Por seres tu.
Com o passar dos anos vamos tomando consciência de algumas verdades absolutas. E hoje mais uma vez tenho a concretização de que o que tiver de acontecer acaba por se efectivar. Podem esperar-se anos, Pode ter seguido caminhos sinuosos. Mas encontra-nos.
Independentemente do final, de como correr, esta história em concreto tem uma certa dimensão mística. Parece que estava traçada e destinada a acontecer.
Agora, minha pequena, só tens que viver. Ser feliz como tu mereces. Continuar a surpreender-me pela positiva e sorrir.
Gosto dos dois como se fossem verdadeiramente meus irmãos. E no que depender de mim ambos serão infinitamente felizes.
*

domingo, agosto 19, 2012

Ciclo

É mais um importante acontecimento. Marca o fecho de um ciclo. Um ano completo. Há um ano iniciava-me nessa perspectiva de te acolher. Hoje estamos a uma quinzena de te ver mudar.
Não podia deixar de assinalar aqui este acontecimento. Neste local que acaba por constituir a lista dos tópicos importantes desde 2006.
Já dei por mim a fazer várias análises da situação. Não sei se foi uma experiência feliz no seu conjunto. Serviu para me aperceber de muitas pequenas grandes coisas que pura e simplesmente não se coadunam com a imagem que tinha da tua personalidade. Mas não é hora para grandes dissertações nem análises. As coisas são como são. E mais do que o que dizemos, somos aquilo que as nossas acções mostram. E hoje certamente te vejo de uma nova perspectiva.
Chegou ao fim um novo ciclo. Espero que o teu próximo tenha maior durabilidade que um ano e que entretanto não se venha a mostrar que foi tudo menos a decisão acertada. Por cá, ficarei a torcer para que tudo corra bem. Mas sempre sabendo que optaste por esse caminho à parte, marcaste bem a posição que o queres viver sozinha e por conseguinte, não tenciono tomar qualquer iniciativa em tua direcção. Se precisares, sabes bem onde me encontrar menina.
Sê feliz.

segunda-feira, agosto 13, 2012

Dalai Lama

Pergunta a Sua Santidade o Dalai Lama:

What surprises you more in mankind ? "
- "People... Because they lose health in getting more and more money, and then they lose money to get back health.
And in thinking so anxiously in their future, they forget the present time, so they they end up not living neither the present nor the future.
They live as they were never going to die… and die like they never had lived."

sábado, agosto 04, 2012

Agosto

Voltar a tomar como meu o tempo. Usa-lo como bem entender. Conseguir encontrar-me com quem me fez dolorosa falta ao longo do ano.
Mergulhei novamente nesse vício que me tinha sido afastado e com voraz fome tenho devorado páginas e páginas desse pensamento tão próprio. Stieg Larsson, seu nome. Em dois dias consumi impetuosamente o primeiro. Em menos de 24h o segundo. Lá fora tudo parece parar. Até que por fim o telemóvel toca e sacode-me desse sonho. Desperto para um dia novo e encontro-me contigo.
Mais não quero, e sou feliz. Dentro em breve e a confirmarem-se as felizes notícias, eu terei crescido e tu terás ganho a visibilidade que mereces. Porque tudo é natural, flui com toda a calma e serenidade.
Até já*

sábado, julho 28, 2012

Férias!

1/6 está completa e satisfatoriamente concluído.
Agora um mês de descanso mental, socialização compensatória e resolução de algumas pendências.
Por hora foquemos nos aspectos positivos e verdade seja dita, se consegui fazer Biofísica, sou capaz de fazer o resto do curso. Haja dedicação.

Embora caia um pouco no silêncio, quero aproveitar a quem este ano me serviu de amparo e segurança. *

segunda-feira, julho 23, 2012

Lei de Laplace!

P1-P0= 4ts/R
Assim determino a diferença de pressões a que sujeito, a minha.
A breves horas da última aparição oficial neste 2011/2012, consigo entrar na minha. Não é um sentimento que dependa de isolamento. Não requer receitas. Sempre tive acesso rápido à minha.
Anseio o dia de amanhã. Porque apesar de não estar confiante, desejo a tranquilidade que ele me trará por fim.
Na minha cabeça apenas uma sombra paira. Uma sombra que me acompanha desde o dia que tive essa feliz confirmação da realidade em que se tornou o sonho.
Seria perfeito. Seria simplesmente a consagração de tudo. Ter-me novamente sem esse peso. Porque não faz sentido para mim, nem eles o merecem.
Seria ouro sobre azul. A verdadeira ode à felicidade. Por hora resta-me novamente focar no que amanhã deveria saber, ainda não sei, nem tampouco acredito que alguma vez saberei.

terça-feira, julho 17, 2012

Ponte de Lima


Sei!
Enquanto assim falarmos, não é preciso mais.

(a um pequeno passo da liberdade. Aguenta-te)

sábado, junho 02, 2012

Núcleo

Está.
Assumo que é o meu novo grande objectivo.
Depois de lutar tantos anos por conseguir aceder ao curso do sonho, da realização, hoje resolvi verbalizar esta minha nova etapa. Também ela demorará a ser alcançada, mas será sem sombra de dúvida plenamente vivida, com todas as condições necessárias à magia do momento.
Como é bom o sentimento que cresce em nós e que se alicerça numa sólida confiança e respeito. Porque tudo posso tentar superar e perdoar, excepto essa crucial barreira sem retorno.
É bom imaginá-lo. É ainda melhor vivê-lo.
O meu próprio núcleo.

quarta-feira, maio 30, 2012

Passarola voadora

Por entre o rigor dos tratados e leis que nos vão formatando a vista para olharmos o mundo com os olhos e interpretação de outros, nos fugazes intervalos das folhas, apontamentos e artigos, no pouco tempo que se para para algo parecido com o pensar, não sei de dou por mim agradecida pelo acesso a tamanha quantidade de informação, ou se por outro lado invejo essa mística, o furor da alquimia e da imaginação. A possibilidade de construir a explicação na primeira pessoa, de olhar com os próprios olhos.
Invejo em parte a passarola voadora e todas as concretizações e somatizações do imaginário.
Queria também ter por onde esvoaçar num imaginário à minha vontade.

sexta-feira, maio 25, 2012

Pão com manteiga

Interrompo o meu estudo da artrologia do membro superior na articulação acrómio-clavicular para tornar público o que para mim representa das mais mágicas combinações de sempre: pão e manteiga!
É a concretização da máxima que o que é bom é simples. Realmente por muito construídos e complexos que sejam muitos sabores, nenhuma outra substância liga com um paozinho quentinho da mesma maneira que uma boa manteiga.
Não seria eu se não começasse desde já a divagar sobre a temática. E a magia do pão com manteiga para mim é tal que a uso de equivalente comparativo para com as relações humanas.
Começo a crer que muito há de pão com manteiga nos nossos relacionamentos. Há pessoas que juntas funcionam como pão com patê, ou pão com queijo, é uma ligação harmoniosa até, mas com o tempo vai perdendo o encanto e enjoando. Já a verdadeira relação pão com manteiga mantém o sabor inalterado ao longo do tempo.
No mesmo seguimento, juntar dois pedaços de pão, ou dois de manteiga sabem tudo menos bem. Do mesmo modo que duas alminhas iguais são uma monotonia infinita.
Eu acho que sou o pão. Tenho já a minha manteiga... e gosto muito do resultado desta mistura!

sexta-feira, maio 04, 2012

Anamnese

Pode ser do tempo, da muita chuva que cai, sem cessar desde o fim de semana. Hoje é quinta. Dei por mim a rodar a chave no carro e a parar só em casa. Tudo como deve ser, a plenitude da sensação de lar. Mas fica aquela pontadinha. Sei que algo me falta.
Em Coimbra hoje soaram os acordes da primeira serenata para os meus pares. Rumei ao Norte. Dói só imaginar uma vivência que não a minha da ESTSP, com as minhas pessoas.
Hoje tenho um frenesim de pensamentos e de vontades difíceis de organizar e verbalizar. Mas hoje esta inquietude que me faz manter desperta apesar do imenso cansaço, é a tua falta.
Felizmente somos imperfeitos, diferentes em tanto, mas tão iguais no que concerne a esses pontos centrais da personalidade. Porque hoje, mais do que qualquer coisa, privilegio sim valores, e o seu reflexo nas acções que se praticam.

terça-feira, maio 01, 2012

1º de Maio

Dia do trabalhador, dia que este ano não é meu. Mas há-de ser daqui a uns anos, talvez o venha mesmo a comemorar no activo. A fazer algo que me fez e faz lutar muito.
Bom dia para todos*

quinta-feira, abril 12, 2012

Depois da tempestade...

Espero que estes sejam apenas dias de turbulência. Que a chuva e o negro que me assombram em breve sejam afastados e deixem que o sol brilhe sobre mim. Sinto e penso muito nessas palavras:

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer as injustiças, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos homens, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." (Ruy Barbosa)



quarta-feira, março 14, 2012

Preciso.

Foram pequenas fracções de segundo.
Recorrendo apenas à sua representatividade nos muitos fragmentos de vida isolados ou compostos, não deveriam ter marcado muito.
A verdade é que muitas são as vezes que desejo voltar a esse portal. Vislumbre que devia fazer por esquecer. Agora e sempre. Mas agora mais que nunca. Sempre.
A verdade é que não é simples, não é transitório. Não apenas um sentimento que me assole num dia menos soalheiro. Amanhã.
Espero.
Um amanhã... haverá um. Haverá? Espero... Espero?
Deixa-me. Ou então não. Porque isso é que realmente sempre me feriu, me fragilizou. De cada vez que me respeitas nesse pedido, é um pouco de mim que vai parar a esse portal. Não me ouças pelas palavras. Será difícil?
Ouve-me. Fá-lo. Imploro-to com todo o meu desejo. Mas ouve-me pelo que não digo, não ligues a esse enganador recurso às palavras.
Desta vez olha-me, ouve-me com todo este frenético pulsar que me esforço por esconder. Não me deixes só. Não me voltes as costas e acredites na aparente felicidade. Um dia, amanhã? Um dia será tarde. Amanhã?
Não.
Esse portal sei que me captará. Amanhã?
Não.
Deixa-me.
Não quero, nunca quis. Mas hoje sei que o tenho de fazer. Admitir que preciso.
Preciso de ti: De uma entidade que desconheço e que me traga de volta esse conforto que deixei algures para trás e que me falha como o ar. Preciso dessa cumplicidade de olhares recíproco. De olhar, ver, mas e acima de tudo,  preciso de ser vista. Como de ar. Como de verdadeira força para continuar a respirar com esse mesmo ar, preciso do outro. Preciso muito. Quero ser vista. Quero poder dizer com todas as palavras que não, não é fácil. Que mais são as forças a derrubar que a erguer. Um dia, amanhã, talvez darei por mim assim mesmo, derrubada.
Por favor.
Preciso.

sábado, março 10, 2012

L'amour

Alerto desde já para o facto de se seguir um post sentimental.
E logo aí adoro como se pega em algo que tão simplesmente deveria significar "sentimental, relativo àquele que sente" e vemo-nos pejados de estereotipo negativo, e passo a citar a definição "oficial", by priberam:


 Relativo ao sentimento.

2. Afectuoso.

3. Impressionável.
s. 2 g.
4. Pessoa impressionável, afectuosa; piegas.

Quando dizemos que alguém é sentimental, não nos queremos referir ao facto de ele sentir, não. Adicionamos logo a implícita ideia que o indivíduo é ou impressionável, ou afectuoso, ou piegas.
Fantástico como numa só palavra cabem coisas tão dispares. Porque sinceramente, à luz dos meus míopes olhos, uma pessoa afectuosa não é o mesmo que uma pessoa piegas. (Só faltava o nosso primeiro, agora vir pedir aos portugueses para não serem sentimentais ;)
Voltando ao cerne do propósito que me levou a interromper o estudo da miologia da região antero-externa da coxa:  escrever um post sentimental.
Sim, sobre sentimento. E hoje decidi escrever um especificamente relativo ao amor (daí o alerta inicial, quem ainda não parou de ler, tem uma boa hipótese de o fazer agora).
Sim, hoje o amor traz-me a escrever aqui, e fez-me tomar esta decisão porque reparei que em breve farei 6 anos de ego e ainda não me tinha dado a este luxo.
Não o fiz porque sempre me deixou constrangida falar deste sentimento em particular. Como se fosse algo que não devesse ser explorado. Seis anos passaram. Hoje não penso assim. Talvez alguma maturidade. Talvez as muitas cabeçadas que dei pelo percurso. Certamente por estar numa fase muito produtiva. Talvez um misto de tudo.
Hoje dei por mim com vontade de deixar registado aqui neste espacinho que actualmente este é sem dúvida alguma o sentimento ao qual mais responsabilizo pelo curso deste meu rumo vital. Bendito sejas por me teres levado a contrariar toda a lógica e pensamento racional. Por teres deitado por terra todas as premissas mais que uma vez. Obrigado por me teres iluminado este coraçaozinho com tendência para as brumas e perfil soturno.
Hoje preenches as minhas acções, e movimento. Como a D. Adelaide de 89 anos , minha primeira paciente disse: "temos de saber amar, toda a gente." Farei por não me esquecer dessas palavras.
Sei que aumento consideravelmente a probabilidade de me vir a magoar no decurso dos acontecimentos. Mas terei certamente vivido muito mais. Sei-o hoje, valerá a pena.
E agora, antes de regressar ao estudo e rever as inserções, e movimentos que estão da dependência do Sartórius, tenho apenas de te agradecer. Por seres responsável por esta considerável mudança nos padrões que me regem. * 

quinta-feira, março 08, 2012

Breathe me



Nem sempre, nem nunca. Assim, banal. Mas verdadeiramente, no presente mais me apetece dizer: "Nem nunca , nem sempre"... E foquemos nesta última parte.
"Nem sempre", muito menos agora. Muito menos quando sei que não há qualquer referência, com quem desembrulhar este papel que trago a vestir-me. Tenho vontade de criar uma figura, uma personagem imaginária. E colá-la a mim de forma a ter sempre essa entidade, para nos momentos como o presente ter com quem falar de todo e qualquer pensamento: bom, mau, embaraçoso, espontâneo. Sem represálias, sem julgamento.
Não, não é momento de fraqueza ou indecisão. É um momento de visceral necessidade de empatia. De deixar drenar toda esta ebulição de sentimentos que se acumulam no meu cerne.
Em boa hora te criei e mantive, pequeno ego, local de eterno reencontro com um pouquinho de mim.
*

domingo, março 04, 2012

Ingenuidade



Não sou grande apreciadora da cantora, ou do género em questão. Mas não posso deixar de achar curiosa a abordagem dessa ingenuidade que caracteriza uma fase cega e de uma magia inimitável:

"Talk about our future like we had
a clue
Never planned that one day
I'd be losing you
In another life, I would be your girl
We'd keep all our promises, be us
against the world
In another life, I would make you stay
So I don't have to say you were
The one that got away"
E como de repente parece efectivamente isso, outra vida, um cenário longínquo e com um quê de ficcional. Fazendo o simples exercício de revisitar as primeiras entradas deste blog posso facilmente confirmá-lo. Hoje tanto me distancia dessa fase, dessa ingenuidade... é quase como se de outra pessoa se falasse. E ainda bem. A ingenuidade dá-nos uma sensação de felicidade fantástica, é verdade... mas é muito melhor ser consciente, e ser feliz em pleno.
Obrigada menina Perry, pelo que me fizeste reflectir num dos muitos momentos de bloqueio nesse trânsito caótico do Porto.

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Não

É a única palavra que surge na minha boca quando penso no regresso... tenho tanto aqui, tenho tudo para ser feliz e não me apetece por outra vez a vida em pause.

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

1st

Let us be eternal

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Pequena

Ainda é estranho olhar para a foto e reconhecer-nos lá. Não me consigo ainda mentalizar que começou essa fase. Que os colegas casam, que têm filhos, que fazemos parte da geração dos "pais" e não mais dos "filhos". Pertencer simultaneamente a um grupo cujas idades subtraem à minha 7 anos também não ajuda nada ao processo de consciencialização. É bem verdade que não é precoce. Mas custa a acreditar... já está... temos vencedor naquela "velha" brincadeira... parabéns Ju *

sábado, janeiro 28, 2012

O chão que pisas sou eu

Sou-o conscientemente. Não sob a interpretação conotativa que nos faz pensar em submissão ou inferioridade. Chão de acordo com a sua definição de sustento. Base sólida. Sou-o e sei-o. E podes até negar que precisas de mim tanto quanto preciso de ti. Podes dizer o que quiseres. Mas não podes mentir com esse espelho de alma que trazes na face, sob a forma de globo ocular. O chão que pisas sou eu, o meu és tu. Será assim, por muito e bom tempo. Ou pelo menos por bom tempo. Que nenhum de nós tenciona repetir erros passados, tempo perdido com quem não era de todo necessário. E por hora voltarei, a esse mundo que tanto ansiei. O mundo dos músculos, fáscias, ossos e articulações. Com a visceral vontade que me faz estudar a esplancnologia como se esta fosse a primeira vez. Não sei que força mais me poderia mover se não a tua, com a minha, elevada a um exponencial absurdo sequer de considerar. Obrigada por me teres devolvido a vontade de escrever.

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Calcorreando o lado negro dos dias

Por vezes são pequenas coisas. Fracções de um segundo que nos deixa gelar e parar nesse espaço que parece prolongar-se por horas. E apercebemo-nos. Vemos claramente que por muito que nós tenhamos parado, lá fora o mundo continua. Cada um segue pelo mesmo caminho, faz o mesmo trajecto que havia pensado, acaba por deixar de nos ver, tornamo-nos totalmente invisíveis. Nós, por outro lado vemo-los, a eles, ao seu trajecto, às suas mudanças de hábitos e de prioridades, ao desprender de laços. A nós custa esse mordaz confrontar com a realidade de não se poder estar em dois momentos em simultâneo. Tampouco viver duas vidas. A mim custa saber que não posso estar com quem queria, o tanto que se estenderá este período. A acidez do sentimento que nos traz essa confirmatória evidência de não sermos insubstituíveis, de ver cortado o inconscientemente pensado estatuto especial que nos unia tem tendência a ser uma marca a perpetuar-se. Deste meu pendor à divagação, deixo desprender vários rasgos mentais. Faço muitas tentativas de focar noutro ponto, que me permita seguir. Assim como quem, inteligentemente seguiu com as suas vidas. Mas será uma questão de tempo. Até ser novamente aprisionada nesse estado mental que me faz voltar e ver essas pessoas, já mais longe, que teimam em nunca voltar e olhar para trás. Para mim.

terça-feira, janeiro 17, 2012

Fazes falta

São vários, muitos de vós que se cruzaram algures comigo levaram algo de mim. Deixaram um restículo vosso, que guardo, carrego permanentemente. Sinto falta de sair com este sol frio e calcorrear essas ruas que outrora desdenhei. Fazes-me tanta falta. Cidade que me espera, e que eu anseio encontrar.

sábado, janeiro 14, 2012

Anatomia

Obrigaste-me a redefinir o conceito: "estudar" I´m loving it *

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Memórias

Olhando para vocês, desta nova perspectiva, vejo-me a ser invadida por essa onda de contraditórios sentimentos. Se por uma lado sei que não poderia ter sido muito mais próximo do perfeita a minha estadia nessa casa, também sei que ao partir deixei de ter esse que considerei um pouco meu, espaço. Sinto a vossa falta, sinto falta das minhas meninas, vontade de ter novamente olhos ávidos de saber e vontade de aprender, saudades do velhinho. Fico feliz pelas vitórias que sei que vão continuamente sendo conquistadas... apenas em silêncio peno o facto de me saber prontamente substituível.

sábado, dezembro 10, 2011

Last Christmas

É verdade, já nos encontramos por volta dessa altura mágica, que desde sempre me contagiou com esse calorzinho único da quadra em questão. E este ano, a música que nos acompanha ao longo dos anos e que a cada um ganha significado novo, com uma constante de mutagénese que deveria ser seriamente estudada, reparei, após quase inocente comentário via facebook da Raquel: "Raquel Coelho Para dedicar às pessoas por quem nutria alguma amizade a e que este ano tiveram a oportunidade de me desiludir: "Last christmas I gave you my heart, but the very next day you gave it away, this year to save me from tears I'll give it to someone special" ;)" É mesmo isso, de ano para ano, vão-se somando aqueles que nos mostram de modo inequívoco não serem merecedores desse sentimento tão nobre ao qual chamamos amizade. Por isso, a todos vós, que este ano vincaram ainda mais à vossa bela maneira o facto de serem tudo menos AMIGOS, aqui fica a minha dedicatória. A vida é de facto demasiado pequena para a desperdiçarmos com quem não vale a pena.

segunda-feira, novembro 07, 2011

Oh happy days

Frenéticos e sem pausas... dias de estudo, de trabalho, de muito a fazer. E nunca me senti tão bem, apesar das dificuldades, do tanto que falta, dos sacrifícios que representa... Prestes a virar o primeiro quarto de século, atingi tudo o que tinha objectivado. Acrescentando-lhe ainda essa doce ternura :)

domingo, outubro 23, 2011

Sunday morning rain is falling

Felizmente, ao 23º dia do décimo mês veio o Outono. Já chateava o Verão tardio e persistente. E foi da maneira mais doce que ele chegou! O cheiro ao chão molhado, o ar fresco e limpo. Só me ocorre apenas: "Come and rest your bones with me I'm driving slow on Sunday morning And I never want to leave" *

segunda-feira, outubro 17, 2011

Não sei onde me levam os dias

Os dias, levam-me sempre por caminhos novos. Fazem-me conhecer novas caras, novas formas de pensar e agir. Pergunto-me pelo amanhã.... não sei bem onde estarei, mas sei que estarás também! E esta certeza não me será retirada. <3

Another fight

Porque parece algum fado meu. Nada parece ser gratuito. Conquista fácil. Mas ultrapassadas as improbabilidades que torneavam o teu conhecimento, tudo o resto fluiu. E se como moeda a pagar tiver de revirar a vida, sacudi-la e começar de novo, então será isso mesmo que irei fazer, já! O pequeno sentimento tristonho que inicialmente conseguiu ensombrar o meu estado de espírito está mais que resolvido. Amigos são e serão sempre aqueles que nos respeitem, aceitem as nossas opções e partilhem das nossas conquistas e felicidades. Uma vez não cumpridores destes requisitos, é em si uma total incoerência forjar amizade. Não vou dizer que foi decisão fácil, que não custou. Mas lições aprendemo-las todos os dias. No meu horizonte, tenho agora algo melhor. Vivo o meu verdadeiro sonho. E é bom ter com quem o partilhar, ter quem o entenda. Ter quem nos segure a mão e partilhe deste calor no peito que traz a felicidade.

segunda-feira, setembro 19, 2011

.

Ponto final. Acabou. Hoje foi o dia de voltar a página em mais que um nível. E sinto-me bem!

sábado, setembro 17, 2011

Quarto

Já tenho um. Provisório por 5 anos (espero). O meu continua a ser este, onde me encontro.
Mas ter já pouso para os próximos tempos reconforta-me. Fez por momentos esquecer pequenas sombras que me ofuscaram o brilho do dia de ontem "despedida" num jantar que quero muito recordar como BOM.
Não tarda ter-me-ás aí contigo, Coimbra, serás a minha terceira cidade.

sábado, setembro 10, 2011

sexta-feira, agosto 26, 2011

True

"Porque o tempo é a melhor peneira das amizades, separando os verdadeiros amigos, dos conhecidos ou oportunistas ocasionais."

quinta-feira, agosto 04, 2011

7!

Sete é o número que não deixa a minha cabeça! Nele será decidido o meu rumo...
Sete!
Espero-te um número da sorte.
*

domingo, julho 17, 2011

Suspiro

...
seguido de um muito sentido "Finalmente".
Ainda não está concluída esta longa caminhada. Mas foi a primeira vez que a porta se abriu.
Estou num cenário totalmente novo, ainda a mentalizar-me do que me espera. Olhando friamente sei que tenho grandes hipóteses de conseguir abrir a segunda porta que me transportará para esse local que venho tentando alcançar sei lá eu desde quando.
Mês e meio...
E tudo se saberá!

sexta-feira, julho 01, 2011

Momento de Partilha nº1

Lembro ser bem pequena ainda, estar uma noite quente e as janelas da varanda abertas. Lembro o sangue a brotar-lhe das feridas, lembro a agonia que me provocou. Lembro-me de chorar.

"Porque o sofrimento não pode fazer parte da nossa tradição"

Anseio o dia em que não haverão mais pessoas que considerem a tourada uma "arte".

“A civilização de um povo. avalia-se pelo modo como trata os animais.”

quarta-feira, junho 29, 2011

Amanhã

Esse vermelho sangue que se desenha nesse limiar entre a realidade e a ficção de um final de dia parece o menos surreal do cenário que me rodeia.

Por entre as ondas de fumo quente que vais soltando anuncia-se uma noite estrelada.


Esta cidade comoveu-me. Esta cidade já me viu no melhor e pior.
Hoje não saberia noutro sítio com este sentimento de pertença. E agora que me apercebo disso, que te reconheço, sei igualmente que talvez amanhã já cá não esteja.

sexta-feira, maio 06, 2011

A música tem as suas coisas

Às 18:53h a ironia tocou no meu rádio:
"You secretly made
Castles of sand that you hide in the shame
But you cannot hold tides that break down
And you're building them all over again
You talk all this words
You make conversations that cannot be heard
How long until you notice that
No one is answering back?

Ain't this enough?
You push yourself down
You try to take comfort in words, but words
They cannot love
Don't waste them like that
'cause they'll bruise you more!"

sábado, março 26, 2011

House MD

"And you're not gonna quit. Because you're an idiot. This place needs you. And that matters to you"!

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Pedes-me um momento

Pedes-me um momento, e em menos disso mesmo, toda a imagem desmorona como castelo de areia com a chegada de uma onda mais ousada.
Como se mais não fossem que cartas de um frágil baralho, os pilares nos quais alicerçava todo o respeito e admiração foram deitados por terra.
Se me pedirem para explicar porquê, não sei responder. Não vejo motivo para a negação dos princípios que outrora foram proclamados.
Há-de haver uma razão.
Certamente que a há, mas mil causas não justificam o flagrante e deliberado erro.
Pedido foi um momento. Dada foi uma semana para evitar o curso dos factos.
A semana passou, e com ela, muito mudou.

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Vera

Momentos há em nos apercebemos o quão inúteis são as nossas lamentações.
O quão inventados os problemas.
O pouco tempo que temos e o tanto que o desperdiçamos.

E assim concluo um dia, que tendo em conta as revelações mais tardias se mostrou bem pequenino.
Estranha vida esta.

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Furos no raciocínio

Todos temos algo que nos faz bloquear a capacidade de decidir racional e justamente. Há sempre alguma coisa, ou alguém com quem não somos capazes de agir e julgar imparcialmente. Isto é natural.
Apenas se torna mau quando alguém amigo, numa posição de responsabilidade e em quem pomos tanta credibilidade se deixa desmoralizar completamente face a uma carinha laroca e palmo e meio apresentável.
Nestas alturas eu sei, ainda bem que nasci mulher. E tenho apenas uma cabeça com que pensar e avaliar situações.

domingo, janeiro 30, 2011

E a frase da semana é...

(tan-tan-tan-tan)


"Quem procura, acha!"

Pois esta é daquelas frases que o mundo utiliza sempre com todos os possíveis fins negativos. Eu nunca lhe consegui ver grande mal senão por estes dias.
Realmente, e mantendo a onda dos ditados populares, a curiosidade mata o gato, ou então a ignorância é felicidade.
Por vezes buscar algo, abre a grande hipótese de encontrar o algo. E voltar a fechar a porta da morta ignorância acaba por se mostrar totalmente impossível.
Mas antes conhecer todas as possibilidades. Hoje, embora com a cabeça a mil, sei que estou no caminho mais que certo.

Cuidado apenas com o que procurar em seguida :)

terça-feira, janeiro 18, 2011

Tempo

Muitas têm sido as surpresas e neste âmbito, de modo resumido, posso assumir-me sortuda.
O trabalho potencia-o, e muitas pessoas se vão cruzando no meu caminho. Tenho conhecido gente de todos os géneros e feitios. Mas felizmente, ao longo deste tempo tenho-me feito rodear das pessoas que vão ficando por bem, que me vão aconchegando.Pessoas a quem eu quero o melhor, mas essencialmente, e cada vez mais, aqueles que também me estimam em troca.
Não é por comensalismo. Não é esquema. É só por termos um tempo tão limitado que parece cada vez menos propositado despende-lo com quem não vale a pena.
O tempo vai limando as relações. E com ele, aqueles que não tinham tão forte vínculo e afinidade acabam por se afastar inevitavelmente... Nisto não incluo os afastamentos temporários, casuais e intermitentes de qualquer relação. Incluo apenas aqueles cujo único interesse em nós foi naquele período confinado no espaço-tempo e que deixaram de se/nos interessar.
Felizmente consigo, mesmo de olhos fechados, dizer-vos a quem recorreria sem pestanejar se disso dependesse a minha vida, em quem nunca mais depositarei confiança e quem comigo estará daqui a longos e bons anos.

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Contraditório

É incrível aperceber-me que ainda hoje me recordo do punhado de eventos com um aperto no estômago. Se é verdade que o tempo cura, esta pequena ferida não irá sarar nos próximos anos.
Há situações assim, é pena como para sempre passamos a relacionar uma pessoa ou história inevitavelmente pelo lado mau. A nossa capacidade de reter o negativo é qualquer coisa patológica. Gostava de ser diferente. De olhar para trás e pensar em tudo com um sorriso no rosto e relembrar o que tive de positivo e benéfico dessa experiência. Mas não consigo.
Quando por qualquer motivo sou confrontada com o que pensei já ter digerido, eis que surge novamente a acidez corrosiva de toda uma história que nem quero contar.
Contraditório espírito. Para protecção lembra, por lembrar destrói.

sábado, dezembro 25, 2010

Natal, não apenas mais um

Embora não sendo católica, cristã, crente de qualquer género sou uma autêntica "Christmas-sick-person". E como tal, aprecio todos os rituais de preparação que envolvem esta época.
Este, não foi apenas mais um Natal. Teve tudo o que considero necessário para ser perfeito. Começou da melhor das maneiras, e agora, a poucas horas de terminar, olho para o dia e sorrio apenas. Não foi um ano de prendas, foi um ano de graça.
E como melhor não consigo descrever:




"No more troubles,
In this town.
Silent night, for a change.

Brand new year,
Coming up ahead.
You know its been so long,
Since I ran one in?

I close my eyes,
Think about the path I took.
Just when I think these times,
Have gotten the best of me.

I can see my mother in the kitchen.
My father on the floor,
Watching television.
It’s a wonderful life.

So happy they found me,
Love was all around me.
Stuff my boots before I go back in."

sábado, dezembro 18, 2010

Suri & Xica

Já temia, agora tenho o Suri apaixonado pela Xica....
:)
Lindo de se ver...
Xica
Suri Cat

:)

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Aliados em Dezembro


Aliados em Dezembro
Upload feito originalmente por Rute Fernandes
Já falta pouco, as tuas luzes mostram-me que este Natal está próximo.
Este ano foi recheado de prendas, mais não quero, nem me permito pedir.
Feliz Natal aos meus.

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Suri Cat


Suri Cat
Upload feito originalmente por Rute Fernandes
Impossível não gostar desta doce bolinha de pêlo com olhos azuis.
Nem sei o que seria chegar a casa sem te encontrar. Deitar-me sem o teu calor. Andar sem a tua companhia pela casa.
Enquanto escrevo estas breves linhas aqueces o meu ombro com o teu corpo, e o meu coração com esse ronron constante.
Em boa hora me entraram pela casa com a melhor das prendas.
Suri, eis o meu!

Beija-Flor / Hummingbird


Beija-Flor / Hummingbird
Upload feito originalmente por Rute Fernandes
Primeira foto minha exposta :)
Se será a única ou a primeira de mais fica, por agora, sem resposta!
Mas vê-la em papel, grande, real, foi uma sensação tão boa!

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Purple Daisy


Purple Daisy
Upload feito originalmente por Rute Fernandes
A próxima, será uma primavera mais florida :)

sábado, dezembro 04, 2010

Sei

A memória falha na precisão do momento.
Olhando-te agora não sei bem quando foi que me cativaste.
Apenas vejo a ligação que estabelecemos e a plenitude que ela trouxe.
Os dias foram-se tornando mais pequenos e frios, ao Verão seguiu-se o Outono e hoje, na plenitude deste Inverno, sinto tudo, excepto o gelo que se forma no entardecer de Dezembro.
Já falta pouco, e a força motriz hoje é tão maior. Não é curiosidade já, sei bem como será daqui a um ano, sei bem que o conseguirei. Porque estás aí.
Porque sei!

New gold

Cada dia é traçado um novo, mais sólido, mais exigente, objectivo.
Menos de dois meses. E terei terminado outra grande fase.
Não a terminarei sozinha!
:)

quinta-feira, novembro 11, 2010

Olfacto

Tenho neste o sentido privilegiado de acesso às recordações.
Cada cheiro cataloga determinada fase, pessoa ou sentimento.
Não há nada melhor que o cheiro a café de saco acabado de fazer, ainda a repousar quente.
A chuva molhada nos primeiros dias de Outono a limpar o solo árido de um Verão ainda marcado.
Como nestes casos, igualmente as pessoas me vão deixando memórias sob a forma de perfume.
Quando sinto ao de leve odores semelhantes ao de alguém que conheço, é como se a face dessa pessoa me surgisse diante dos olhos.
Tenho as memórias guardadas na forma de perfumaria. O teu conheço-o bem. Mas gostava de o sentir permanentemente, se estivesse ao meu alcance adquiriria esse doce aroma numa casa da especialidade e ter-te-ia comigo todo o dia.

terça-feira, novembro 09, 2010

Ping ping

Aqui ouço-a a bater violenta contra a janela. Essa chuva que hoje te lava, cidade cinza.
Sorrio.
Sei que tenho mais do que poderia pedir.
Em menos de nada encontrar-me-ei novamente contigo, partilharei palavras, desejos, frustrações e medos.
Porque é bom saber que não é uma máscara, ver a transparência de sentimentos impressos em mil formas de agir, todas elas tuas, todas elas peculiares, todas elas lindas.
Se a primeira impressão cativa, o tempo consolida e traz paz.
Toda essa onda de paz que por hora se instalou também lá fora, nesta noite de Outono chuvoso, após dilúvio.

segunda-feira, novembro 08, 2010

No dia

No dia em que pensaste ferir foi no dia que te tiveste mais transparente e honesto.
Já vi sim, vi que assumiste o que sempre foste mostrando com as iniciais pequenas situações, seguidas grandes certezas.
Nunca o foste. Não o és de ti mesmo.
Mas reconheço a transparência, apesar do ocorrido nunca neguei a amizade. Falhaste em muito, pelo menos agora reconheceste.
Nunca o foste.
E novamente, a minha repousa tranquila. E a tua? Consciência?
Terás disso ao menos?

domingo, novembro 07, 2010

Feia

...a inveja!

Muito mais quando nos mostra a cegueira dos outros.

(Desabafo de domingo, coisa leve)

sexta-feira, novembro 05, 2010

Focar

Preciso de focar, estou cansada sim, mas é só mais um pouquinho.
Amanhã descansa-se. Por agora preciso de força.

Bioquímica analítica e forense.

Cá vou eu!

quarta-feira, novembro 03, 2010

Solo que me faz tão bem

Voltar a essa serra foi como voltar a carregar energias, voltar às minhas gentes.
É reunir tropas, fazer as malas e rumar.
Não podia ter corrido melhor.
Voltaremos seguramente.
...
Próxima paragem: Gerês

segunda-feira, outubro 18, 2010

Actos

Mais do que por palavras, as pessoas para mim são definidas pelas posições e atitudes que tomam. Estas me fazem afastar ou apaixonar, confiar e admirar, ou por outra verificar que talvez não sejam merecedores de grande confiança.
Hoje foi um dia de grandes revelações. Que se irão em breve traduzir em acções.
Algumas boas.
Mas infelizmente, hoje também pude ver mais uma vez que, pela posição que vós haveis tomado, não sereis certamente merecedores de grande confiança e dedicação minha.
Tristemente desiludida, mas felizmente esclarecida.

segunda-feira, outubro 11, 2010

Passo de gigante

Naturalmente, assim tem sido cada passo nesta caminhada que iniciei.
Mas olhando para trás já muito foi trilhado. Já muito foi avançado. E tudo com a mágica naturalidade que caracteriza o bom que há muito houvera perdido.
Mais que descobrir novos cenários, melhor que viver novas experiências, é voltar a encontrar paz interior e auto-conhecimento.
Mais um fim de semana cheio de passos de gigante.
E só resta o ":)"

quarta-feira, setembro 29, 2010

First

Tem sido um verdadeiro prazer!
Que este seja um de imensos rasgos de felicidade soltos por todos os espaços.
Assim vai crescendo. E deixa crescer.

domingo, setembro 12, 2010

Tenho-a

Para mudar, para arriscar, para investir.

Força!

quinta-feira, setembro 09, 2010

McCat

Proud to have my own!
=)

quarta-feira, setembro 08, 2010

Fugaz

Fugaz
adj. 2 gén.
1. Que foge com rapidez.
2. Efémero, transitório, rápido (em desaparecer).


Não gosto disto!

Olho por olho...

Acredito que sejamos muito o reflexo do que nos rodeia.
Muito do que fazemos e pensamos resulta do que já experimentamos, no bom ou mau sentido.
Não é linear, e tem muito o cunho de cada um. A dimensão com que deixamos que experiências passadas influenciem o nosso comportamento no presente depende de nós. Não é por terem outrora tomado determinada atitude que a iremos necessariamente reproduzir com terceiros. No entanto, parece indubitável que somos grandemente condicionados pelo que nos foi dado.
Mesmo com esta premissa mais que assente no meu pensamento, o meu maior esforço terá de ser no sentido de valorizar o mais possível o meu papel activo no presente e não deixar que tais condicionalismos de infelicidades passadas se manifestem desnecessária e infelizmente.
Não será nunca olho por olho... nem dente por dente!

First warning sign

Os primeiros sintomas são sempre ignorados!
Mas se lá estão há causa!
Se não são ouvidos manifestam-se de novas e mais intensas maneiras!
Hope this wasn't any warning sign.
Not now!!!!!

domingo, setembro 05, 2010

Não somente isso

Me haverás dito que comigo trazia o pior do breu, todo o peso de uma tristeza sem aparente causa.
Me haverás dito que tal me motivava. Que assim que passasse não mais recorreria a esta forma de comunicação.
Me haverás dito que a ambígua forma de comunicar lentamente morreria.

Não terá sido bem assim, não terá esse curso este papel de rascunhos.
Continuarei a escrever, sobre tudo, não somente focada nas escuras nuvens que me obscureciam o pensamento e enegreciam a visão.

quarta-feira, setembro 01, 2010

Lumière

Ta lumière m'a trouvé, ta lumière ma captivé.


<3

quarta-feira, agosto 11, 2010

Erase and rewind

I need a new start:

"Yes, I said it's fine before
But I don't think so no more
I said it's fine before
I've changed my mind
I take it back
Erase and rewind
'cause I've been changing my mind!"

Tired of old histories!!!

domingo, agosto 01, 2010

Beijo do Sol

Num fim de tarde quente, sentir essa brisa é mais do que o que preciso para que um sorriso se esboce nos meus lábios.
O sol que me beija a pele neste pôr-de-sol inunda-me de calma e felicidade. Basta.
Preciso apenas de me reconfortar em ti. Sozinha este sol não seria tão belo, tão quente, tão pleno...
Por hora apenas fica a imagem, a certeza que esse cenário embora fictício, acabará por acontecer. Não tenho pressa. Um dia, essa imagem que hoje admiro nos outros, será vivida por mim.
Será a melhor das sensações, serei mais que feliz. Eu e tu, em mim =)

sábado, julho 31, 2010

Férias

Um dia me afasta do começo de duas semanas de puro prazer.
Tenho 1001 coisas a fazer.
Mas, de um modo geral, não podia ser melhor. Está tudo no bom caminho. Mestrado feito (E BEM feito). Trabalho orientado. Cabeça arrumada.
No caos em que me encontrava há coisa de mês e meio, nunca pensei que neste curto espaço temporal fosse possível tamanha organização.
Boas novas se anunciam.
E eu estou a gostar!

sexta-feira, julho 16, 2010

Um de três

Ou desinteressantes, ou ocupados, ou gays!
A melhor de três.

quinta-feira, julho 01, 2010

Não vale a pena




Parecem acontecimentos desconexos. Vidas em paralelo.
No entanto, hoje pela primeira vez enquanto perdida entre mil tubos de mil cores, percebi que as realidades se cruzaram já faz algum tempo.
Imersa nos meus pequenos, para mim grandes, problemas esqueci-me da lição que aprendera outrora nessa sala de autópsias.
A vida é de facto demasiado curta para a perder com quem não vale a pena.
Hoje, confrontada com os reais e incontornáveis problemas de outros, que vivo como meus, vi que esta revolta e fúria que vivi durante os últimos dias não tem qualquer razão de ser.

O "meu" problema é tão insignificante que nem merece roubar-me anos de vida e sorrisos do rosto. Apenas não vale a pena, perder tempo.

quarta-feira, junho 30, 2010

One day

Um dia:
Serei eu. Numa estação, numa rua, num beco.
Seremos nós. Sempre!
Um dia que se perpetuará pela eternidade.

sábado, junho 19, 2010

Funny Little World

Ahhh!!! Foi isto:




Suddenly I'm famous,
and people know my name.
I've got a thousand girls just waiting,
and therefore it's a shame
that my heart has been captured
by your funny little smile.
And finally I'm happy,
if only for a while.

People call me stupid,
for treating you like a queen.
But I don't even worry,
'cause you're my unforeseen
And I hope that you'll be with me,
if only in my dreams.
But here you are next to me,
and you're glad, or so it seems.

And I don't know for sure
where this is going.
Still I hope for more, and more.
'Cause who would know that you
would treat me like a boy,
and I treat you like a girl,
in this funny little world.

Don't promise me for ever,
just love me day by day.
No one knows the future,
we're young, but that's OK.
'Cause you'll always be a part of me,
whatever life will bring.
And people have to bear with you,
this silly song i sing.

Your boyfriends might be angry,
my girlfriends might be blue.
But no one can deny it,
from now on I love you.
I have to say it's new to me,
this feeling in my heart.
Guess i've been kind of lonely,
and you've been kind of smart.

And I don't know for sure
where this is going.
Still I hope for more, and more.
'Cause who would know that you
would treat me like a boy,
and I treat you like a girl,
in this funny little world.

And I don't know for sure
where this is going.
Still I hope for more, and more.
'Cause who would know that you
would treat me like a boy,
and I treat you like a girl,
in this funny little world.

This funny little world.

Fairytail

Que é feito deste menino?

quinta-feira, junho 17, 2010

In A Manner Of Speaking



In a manner of speaking
In a manner of speaking I just want to say
That I could never forget the way
You told me everything
By saying nothing
In a manner of speaking I don’t understand
How love in silence becomes reprimand
But the may I feel about you is beyond words
Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Oh give me the words
Give me the words
That tell me everything
In a manner of speaking Semantiks won't do
In this life that we live we only make do
And the way that we feel might have to be sacrificed
So in a manner of speaking
I just want to say
That like you I should find a way
To tell you everything
By saying nothing
Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Oh give me the words
Give me the words

quarta-feira, junho 16, 2010

Moon Marrow

Não me tipifica. Mas felizmente perdi a timidez e vergonha que me bloqueiam a acção e dessa vez decidi ir em frente.
Café.
A estranheza de me ir encontrar com alguém que não conhecendo já faz parte do meu passado. Que nestes últimos quase dois anos pairou na minha cabeça como parte dessa história mal contada.
O caminho foi feito com a mente a tentar elaborar a melhor abordagem, a melhor maneira de iniciar uma conversa que inevitavelmente iria dar a um mesmo assunto.
Sorriso.
É dele que me vou recordar. Da tua simpatia e doçura. Na verdade já te esperava assim, alguém com uma personalidade inesquecível.
Dei por mim a pensar que não fosse o curso dos acontecimentos, e noutra situação teria facilmente ficado tua amiga.
Não deixo de sentir esse mesmo mal estar sempre que penso no impacto que tive na tua vida e na maneira como de algum modo fui parcialmente responsável pela mudança no curso de possíveis acontecimentos.
O Piolho foi o sítio que te concretizou. No qual te vi pela primeira vez e deixaste de ser a história que pairava como fantasia absurda. No Piolho quisemos que fosse o momento de encontro.
Obrigada pelo momento.
Obrigada pelas palavras.
Desculpa-me todas as coisinhas!
Moon Marrow

Alterações metabólicas e implicações hormonais na gestação

22h!
Nas próximas horas cabe-me esquematizar 30 minutos de apresentação.
A cabeça voa em todos os sentidos menos neste. Se havia coisa que neste momento dispensava era preparar esta apresentação em específico.

"Alterações metabólicas e implicações hormonais na gestação"

Agradeço vir recarregada de mais uma das nossas doses de terapia de desabafos, risos e algumas frustrações. Este ano decididamente te elejo como "a pessoa", a "minha pessoa".
E é bom não ter problemas de expressão nem reticências de qualquer espécie.
Não sei já o que é o meu dia sem ti, sem as nossas mil formas de comunicar.
Tinha saudades deste tipo de cumplicidade, de encontrar pessoas em quem confie de olhos fechados. Com comportamento linear. Com valores bem definidos.

"Alterações metabólicas e implicações hormonais na gestação"

Ao alcance de uma chamada, de uns minutos, de um simples suspiro estás tu. Sei que não falharás. Sei que sentes e sabes o mesmo da minha parte.

"Alterações metabólicas e implicações hormonais na gestação"

E um sorriso por te saber por aqui!

Ambíguo

Ambíguo:
adj.
1. Em que pode haver mais de um sentido; anfibológico.
2. Duvidoso, incerto.

Adjectivo que serve para abraçar muita coisa, especialmente quando nos convém atribuir mais sentidos que o verdadeiro e incómodo, o real.

domingo, junho 13, 2010

Sol

Cansada. Com sono.
Mas lá fora o sol espreita por entre as nuvens e o vento é fresco.
Está um dia bonito!
Tenho de me concentrar no trabalho que já deveria ter surgido diante de mim.
Mas não.
Hoje iria por esta cidade fora, calcorrear esses trilhos de história que fui deixando como rasto de já 6 anos.
Porque está um dia bonito!
Espero que continues a brilhar assim na minha vida, que se afastem os dias escuros de ausência.
O teu brilho faz-me bem.

sábado, junho 12, 2010

Let's see

Seguir não deu.
Ignorar tampouco.
Voltar ao erro foi insensato.
Hoje decidi reconstruir a história.
Vou tentar recriar os factos. Colar as peças.
Espero que o meu pedido seja aceite.
Já não há como voltar atrás. Agora é esperar!

45

Escrever-te como título de post causa um nervosismo de quem não sabe se o devia fazer.
És o cerne de muito do meu pensar. Representas a rede sobre a qual fui construindo o meu crescimento.
Começou com uma brincadeira, fui-te desenvolvendo e alimentando. De tal modo, que dei por mim a assinar com o teu número, dei por mim a ter-te sempre em algum pormenor, dei por ti a representar-me!
Na sequência da tempestade mental que me tem varrido nos últimos tempos, consolo-me com a ideia de nunca te ter partilhado. Nunca te ter revelado.
Permaneces em mim, como a única e última coisa inalterada por esse erro.
Hoje deves ser a única história pura e livre de deturpações e propagações ilegítimas que ainda tenho.

Irei preservar-te sempre. A ti, à nossa história "45"
*

Ponto

Há uma coisa que eu valorizo especialmente: Segredos.
Não sou pessoa de contar segredos, não sou pessoa de grandes partilhas. Das coisas boas sim. Dos meus problemas, não. Fico com eles.
Mas não o faço por problema meu. Não confidencio, porque cada vez que vocalizo um problema, ele parece tornar-se mais real. Gosto de racionalizar as coisas, e não de as tornar mais vivas. Por isso me custa tanto "confiar".
Porque valorizo muito os segredos. O que me contam tomo como sagrado. Não partilho com ninguém.
Valorizo muito os segredos. E as (muito) poucas vezes que partilhei algo secreto esperei o mesmo. A simples ideia de alguém partilhar essas confidencias revolve-me o estômago. Pensar que alguém ousou quebrar esse voto máximo de confiança faz levantar mil novas barreiras à partilha.
Talvez por isso cada vez me veja a segregar mais as conversas. Facilmente falo de muito com toda a gente. Cada vez mais, há menos (se é que há alguém?) com quem deixo todas as restrições e falo abertamente.

Valorizo muito os segredos. Demais para ignorar.
Valorizo muito os segredos. E doem-me os segredos que deixaram de os ser, por em ti ter confiado.

45

quinta-feira, junho 10, 2010

Olhos podem não ver, mas o coração sente.

Sempre discordei desse ditado que afirma: "olhos não vêem, coração não sente".
Tenho dois exemplos que contrariam claramente esta afirmação.

1º- As pessoas de quem gostamos mesmo. Apesar de longe e de às vezes passarem bons meses/anos sem estarmos com elas, não deixam de ser especiais. Não as deixamos de sentir pelo simples facto de não estarem ao alcance do visível.
Neste ponto me debruço especialmente hoje, quando depois de vários meses, consegui reunir-me novamente com alguns membros do meu clã.
Olhos não viram durante todo este tempo, estas pessoas, porém o coração nunca as deixou de identificar e sentir como sempre.

2º- E voltando-me mais para o sentido mais concreto do ditado. Nunca gostei dele. Parece que está a agradecer antecipadamente a mentira. Parece uma mensagem dissimulada para: "Se não contares, se eu não souber, se eu não vir... não sofro, não aconteceu".
Pura e simplesmente abominável.
E discordo com ela até à última gotinha de mim.
Não há nada como saber. Nada como relações transparentes.

Em suma, o ditado, dê por onde der, é muito parvo. Nunca gostei dele. Nunca tinha era parado para pensar no quanto o detesto.

terça-feira, junho 08, 2010

Ferro

Ferro, não sou.
Cedo.
Quebro.
Choro.

Em mim também dói. Também fere. Nem sempre cura.

Preciso de uns minutos para ceder. Perder esta força aparente, desmoronar.
Depois levanto-me, ergo a cabeça e sigo em frente.
Por hora preciso de cair.

domingo, junho 06, 2010

Êxodo

Correm em mim desejos de mudança.
Vontades de tomar essa palavra que deriva do grego e leva-la a novas concepções, torna-la prática.
Amanhã, ao fim do dia, terá começado o meu êxodo. O meu caminho levar-me-á para fora daquela realidade.
Encerra-se um capítulo. Posso pegar nessa experiência, fecha-la numa caixinha e arruma-la no mundo das recordações.
Quero que seja apenas isso. Uma recordação longínqua de tempos de muito sacrifício.
Gostei muito, aprendi e sorri bastante. Mas não quero repetir.
A muito custo o aguentei. Sacrificando muito de mim.
Penso no entanto, com tendência positiva, que o que perdi não era seguro. Não era de confiar. Quero ver que nestes tempos em que precisámos vemos quem de facto temos. Em quem podemos depositar confiança, esse bem tão valioso.

Amanhã terá começado o meu êxodo.
E desejo ansiosamente a sua chegada.

sábado, junho 05, 2010

Irish

A olhar a Ribeira, da outra margem, vislumbro toda a beleza de uma cidade que inicialmente negava com todas as forças.
Com o sabor fresco do sumo de laranja para refrescar o calor de uma noite de Verão, vou-me embalando nessas confidências de vidas que se vão abrindo para mim.
São pessoas novas. Pessoas diferentes. Gentes de sorrisos francos e de percursos já com os seus percalços.
Gosto destas gentes. Gosto deste desvio da rota que me levaria a casa, numa sexta à noite. Gosto de cada gargalhada e cada suspiro.
Nos momentos menos dados a alegrias é bom encontrar com quem partilhar as pequenas felicidades. Com quem espantar as tristezas.

Voltarei certamente.

sexta-feira, junho 04, 2010

Fogo

Ao cair da noite acende um cigarro.
Sente a pressa de ir.
Sabe que o vai encontrar mais abaixo, no café do costume. Isso conforta-a.
Lentamente, nesse caminho que os separa vai deixando para trás os problemas que a afogam no restante dia... vai deixando-os para trás como esse fumo que liberta a cada travo.
Sente-o perto.
E a visão tranquiliza-a. Leva-lhe os problemas. Devolve-lhe o sorriso.

domingo, maio 23, 2010

Sei que mentes

Sei que mentes.
Cada vez que repetes, com uma segurança assustadora, essa redonda mentira é um pouco de mim que perdes com ela.
Nunca percebi porque o fazes. Nunca percebi. Por hora dá-me a sensação de que o fazes com um mal mais profundo. Que o fazes para te convencer de que é verdade. Se eu não sei, se me dizes o contrário, tem tudo para ser verdade.
Mas não é. A verdade é daquelas poucas coisas intocáveis. Não há intermédios, nem questões de ponto de vista: ou é verdade, ou é mentira. Simples.
E sei que mentes.
A mim, a ti, a outro(a)s!
E isso levanta a maior das questões existências com que me debati. Maior que qualquer uma das que me perseguiu nos longos conflitos mentais da adolescência. Isso faz-me pensar até que ponto cada afirmação por ti dita ao longo destes anos seria verdadeira. Faz-me por em causa tudo.
Não só a veracidade do dito, mas também a verdade do vivido, e a certeza nas pessoas.
Isto leva-me à maior perturbação de sempre. Ao maior conflito de sempre:

Trust, reliance on another person or entity. Having faith in others and believing them.

Confiança. Fé. Acho que toda esta história abalou seriamente a minha, não só em ti. Mas nas pessoas, nas relações humanas. Hoje, parece-me pura utopia pensar nas relações transparentes e honestas, que outrora tive como gold standard.
Gostava de conseguir reverter o processo. Mas o mais angustiante é ver que é independente da vontade, e por mais que queira não consigo, como eu Deus, acreditar nesta fé, na dos homens.
Sinto-me estranhamente amputada, diminuida dessa capacidade essencial à vida, ou pelo menos à minha concepção dela.

Sei que mentes.
Nunca perceberei porquê!

sexta-feira, maio 21, 2010

Algo inexplicável.

Não é tangível.
Depende de algo incontrolável e independente da vontade.
É uma espécie de fé. Mas nos homens.
A minha, a fé nas pessoas, foi-se perdendo com o tempo. Foi-me deixando a cada pequeno episódio menos feliz. Foi-me perdendo sempre que me vi enganada.
Gostava de poder acreditar nos outros de olhos fechados, como outrora. Gostava de manter essa inocência. Infelizmente, não depende da vontade.