terça-feira, março 05, 2013

Alguém explique



Talvez ancestralmente, o meu fascínio por esta área seja em parte tentar compreender o porquê.
Do ponto de vista científico já me foram apresentados vários "porquês", mas hoje, deixem-me ir com a irracionalidade típica de um familiar e amigo.
Alguém me explique. Por favor. Porque é que parece ser tudo menos casual nas vítimas que escolhe. Porque é que todas as pessoas do meu núcleo que foram apanhadas pela casuística, são pessoas a quem a sorte havia de ter reservado outra coisa.
Não consigo sequer racionalizar nesta avaliação. E por muito que o tente, ainda hoje não consigo justificar como foi o mesmo tipo, NSCLC, bater à porta dos meus avós maternos. Os dois, com meses de diferença. Quando a identidade genética aqui é zero, e o factor ambiental ainda não o identifiquei, mas há-de ser algo incrivelmente certeiro na hora de reivindicar os seus doentes.
Anos passaram, e talvez com alguma sorte, relativamente à situação referida muito me valeu o facto de na altura ter sido demasiado jovem e protegida pela inocência para me conseguir aperceber da dimensão do problema.

Mas alguém me explique este outro caso. Independente. Indivíduo do sexo feminino, 25 anos, sintomas vagos: "algumas perturbações do equilíbrio, alterações motoras, e auditivas...." a acrescer a uma vida pejada de achados médicos, desde intolerâncias alimentares a alergias várias, tudo fez o médico desconfiar de doença auto-imune. Veio a TC mostrar tratar-se de uma neoplasia. Alguém me explique. Porque um dia vou ser eu a ter de explicar. Como dizer a alguém, que tem a vida pela frente, todos os sonhos, a alguém absoluta e totalmente FANTÁSTICO. Como dizer, que afinal os planos nada valem, que os sonhos não serão mais que isso mesmo, que o amanhã deve ser preterido e visto doravante como um "hoje".
Alguém me explique, uma, outra e as vezes que forem necessárias. Porque eu não consigo entender. Das tantas pessoas que podias escolher, como vais sempre ter com as pessoas que não deviam ter contigo contacto.
Alguém me explique.

*A ti, minha pequena Papagaio*

segunda-feira, março 04, 2013

Ficar-me-á na retina


Será o meu papel mata-borrão que usarei para absorver sentimentos menos bons. Sempre que a tristeza tentar tomar lugar, recorrerei a esta memória, a esta imagem. Tempos mais conturbados se anunciam. E como tal consideremos estes escapes como autênticas reservas de força anímica.
Está gravado o momento, o local, a foto, a companhia. Está para sempre registado aqui, no meu cantinho do desassossego, na retina, que não esquecerá a beleza do momento, e no coração.
*

domingo, março 03, 2013

Fim de tarde*

Acho que merecia algo assim com uma frequência no mínimo semanal. Um fim de tarde de sol, sem pressas para correr para o estudo de um lado e sem trabalho do outro.
A vida é feita destes pequenos momentos. No fim de contas são as memórias que ficam, é o que nos permite seguir com a luta diária.
Não, não foi, não é, nem nunca será fácil. Mas assim me habituei a ir tendo as coisas, a pulso.
E num mundo em que o adjectivo que nos marca é mesmo o do reino do "efémero", é bom saber que tenho as minhas pessoas, o meu espaço e um núcleo imutável.
Porque estas coisas simples são efectivamente as que nos fazem mais felizes.
Café, sol, água e um beijinho
*

quinta-feira, fevereiro 28, 2013

Minhoca



Damos mais valor ao que nos falta em cada momento do que às coisas únicas que possuímos. Nem quero imaginar o que poderia acontecer, nem quero pensar no que seria de mim sem ti.
Nem penses em meter-te noutra desse género. Porque prefiro ultrapassar este nervoso miudinho para sempre, que voltar a contactar com este cenário.
Não consigo ser muito fluída no raciocínio ou na escrita.
Por hoje é isto*

sexta-feira, fevereiro 22, 2013

Imiscíveis

É uma qualidade intrínseca à própria natureza. Existem substâncias que simplesmente não ligam, por mais que as tentemos agitar, não se fundem, permanecem teimosamente como estruturas individualizadas.
A lipofilia pode sempre forçar-se por complexação. Mas mais uma vez, isso distorce o conceito inicial de afinidade imediata, de facto muitas relações se mantêm à custa de uma "ponte química" entre as duas partes, mas se esta ponte desaparecer, ambas acabarão por se repelir novamente.
Olhemos para as circunstâncias como "a ponte". Olhemos para as pessoas como "as moléculas". Tenho para mim que uma vez removida a ponte que nos une, rapidamente será demonstrado grau (ou existência ) de afinidade entre os elementos.

terça-feira, fevereiro 19, 2013

Território

É como que animalesca, a constante e louca procura pelo território. Todos se agridem, rasgam a pele, deferem profundos golpes nos demais. Por um pouco de reconhecimento. E são capazes de se prejudicar globalmente, se com isso conseguirem ganhar espaço de vantagem em relação aos restantes.
Como cedo reparei, é uma verdadeira selva humana. Habitada por espécies do mais exótico possível. E como que um cenário fantástico (no mesmo sentido do FantasPorto) surge diante dos nossos olhos.
A agressividade tem alturas de ser palpável. A desconfiança passa a ser o teu melhor conselheiro.
Sossegamo-nos com o pensamento: "já não falta tudo." Eu sossego-me com o pensamento: "Só mais um ano".
E terá definitivamente de ser apenas mais um. Por vários motivos, mas hoje mais que nunca um pouco pela minha saúde mental. Porque preciso de voltar a lidar com a minha gente. Com quem sei fazer tudo pelo melhor dos outros, sem mais desejar, sem desejo de reconhecimento.
Coimbra apenas terá encanto na hora da despedida...

*

"Família D" - Apresentação


Não consigo precisar como fui percorrer esse caminho mental que me levou a ela. Mas dei por mim embrenhada num exaustivo processo de recrutamento de memórias. Memórias longínquas e que nem sabia que conseguia invocar com tamanha precisão.
Reparei, no entretanto, que não havia nunca feito qualquer referência à matriarca, nem tampouco a essa família. Não me espanta. Demorei algum tempo a ver claramente as pessoas que estavam por detrás de toda a farsa de família íntegra, era então demasiado nova para querer ver o quão enganadoras as pessoas podem ser.

Vista de longe, parecia a família perfeita. Pessoas cultas, educadas, estáveis na vida... em suma, o protótipo  que vemos no ecrã, no típico filme de sábado à tarde e que nos é vendido como "a" família.
No entanto, à medida que nos aproximamos reparamos que o verniz luzidio que ao longe nos parecia impecável, está completamente estalado e marcado por profundas frinchas. Cada frincha aberta por uma pequena, ou nem tão pequena, mentira. E vista de perto, verificamos que os laços que habitualmente unem elementos, foram neste caso substituídos por uma emaranhada teia de interesses e colada com mentiras.
São três os elementos da teia. Todos eles contribuem largamente para o caos. Nenhum gosta do núcleo a que pertence, mas nunca o abandonaria, porque há que trabalhar para manter essa que é a missão grupal: alimentar a imagem de família perfeita. Para isso, ignoram-se traições de anos, mentiras inacreditáveis, jogos de interesses, ódio mútuo. Tudo vale, para o fim que se deseja.
O 3º elemento, fruto da relação dos dois primeiros, cedo aprendeu as regras do jogo. E em última análise sabe que não interessa a verdade dos factos, mas sim a verdade que conseguimos vender. Se um cenário for suficientemente bom para ser credível ao mundo, então, é verdadeiro. Esta é a filosofia base do clã D. E é a premissa que nunca será abandonada.
Tive o infortúnio de ser no curso dos dias levada ao clã. Partilhei espaço, refeições, mas mais que isso, cega pela minha inocência, partilhei a minha preciosa confiança. Por pouco não fui engolida por eles. Mas como toda a mentira tem perna curta, cada mentira, traição da teia foi sendo meticulosamente descoberta e esclarecida por mim. Quis ter a certeza que não estava a ser profundamente injusta. Hoje sei que o dia em que virei as costas ao clã D, foi o dia em que me salvei de morrer asfixiada pela teia deles. Sei igualmente que nem todos tiveram a minha sorte. Lamento-o. Ou talvez não. Porque pessoas há com igual espírito, que tudo fazem para alimentar a fachada de vida perfeita. Desculpa-me Lady P se te sou injusta. Porém, não te conheço e como tal quero dar-te esse benefício da dúvida. Se como eu és apenas mais alguém inocentemente levada a confiar no que nos é contado, faz-te um favor: abre os olhos e liberta-te!

Depois destes anos passados, continuo a sentir um grande aperto no meu interior quando penso no clã, hoje diminuído. Porque apesar de tudo, custa acordar para a realidade de um mundo onde existem pessoas capazes de ludibriar tudo, e todos, pelo tempo que lhes seja possível.
Clã D, lamento muito ter-vos conhecido. De vós, mais não quero do que o resto dos meus dias de distanciamento.


quinta-feira, fevereiro 14, 2013

14/02/2013



*Em menos de nada teremos a oportunidade de celebrar o dia*
Apenas preciso de estar contigo, e sei que será mágico!

domingo, fevereiro 03, 2013

Casa mãe

Tens um espírito único, muito para além da componente técnico-científica. És a referência primeira, a instituição que lembrarei sempre que pensar no ensino.
Hoje voltar a ti, saber que rumas a um crescimento sustentado, que lentamente vais ganhando a merecida visibilidade faz com que eu sinta uma enorme vontade de novamente participar mais directamente no que é teu.
Tenho saudades de muito do que apenas na ESTSP encontrei. Mas foi bom, viver por momentos um pouco do que sempre me proporcionaste. Mais uma vez obrigada, minha casa mãe. Voltarei a ti, certamente, como sempre*

terça-feira, janeiro 29, 2013

Anatomia



Já é uma relação duradoura. O primeiro contacto que tivemos foi no Outono de 2004. Fizemos um intervalo, mas desde o ano passado que desenvolvíamos uma relação muito intensa. Dolorosamente intensa.
Hoje é com um enorme prazer que vivo o primeiro dia de "férias".
Tu foste a minha 5ª cadeira anatómica, mas cara neuro, foste demasiado exigente. Tiraste muitas horas de sono, deste muitas dores de cabeça, desgaste mental e estado praticamente asténico. No entanto, foi com grande prazer e surpresa que recebi a tua classificação e desse modo me despedi de todas vocês.
Como se vai ouvindo nos corredores das faculdades médicas:

"depois das anatomias, tem-se meio curso feito" 

É exactamente esse sentimento que experimento em cada cm deste corpo.
(ontem teria de ter descrito como sensibilidade, neste caso proprioceptiva... e consciente!)

Mission accomplished!!!

quinta-feira, janeiro 24, 2013

Django




Porque o Tarantino tem este dom de reinventar temas mais que explorados. Django foi sem dúvida alguma das melhores surpresas que tive nos últimos tempos.
Não posso esperar por reunir a família e reviver essa experiência de saborear um bom Western, desta feita um pouco diferente.
E para me deliciar nestes últimos dias que antecedem o meu confronto neuroanatómico, cá fica esta grande obra, magicamente intemporal:


He's the guy who's the talk of the town 
With a restless gun 
Don't you bother to fool 
Him around
Keeps the bandits on the run, boy 
Keeps the bandits on the run 
You may think 
He's a sleepy type guy 
Always takes His time 
Soon I know you'll be changing your mind 
When you seen Him use a gun, boy 
When you seen Him use a gun 
 He's the top of the West, 
Always cool, He's the best 
He keeps alive with his colt 45 
 You won't bother to fool Him around 
When you seen Him use a gun, boy 
When you seen Him use a gun 
 He's the top of the West, 
Always cool, He's the best 
He keeps alive with his colt 45 
 Who's the guy who's riding to town
In the prairie sun 
You won't bother to fool Him around 
When you seen Him use a gun, boy 
When you seen Him use his gun

terça-feira, janeiro 22, 2013

Tarde (mais que) perfeita

A vida é mesmo feita de pequenos momentos. Às vezes é um pão quente com manteiga, ou uma noite de pleno repouso. Um simples chá em boa companhia. Uma chuva na janela com um bom livro à lareira, como companhia....
É no fundo para termos esses pequenos momentos que nos dispomos a tantos sacrifícios. E no fundo, às vezes acabamos por ser devorados pelos problemas e rotina e deixamos de apreciar as pequenas coisas da vida.
Hoje não foram pequenos momentos. Hoje foi um dia completamente feliz. Sinto uma alegria tão grande, sinto o meu coração tão preenchido que não há palavras que me permitam aqui descrever o bem que esta fugida me fez.
Se há quem me faça verdadeiramente falta são vocês. E sei que a vós irei voltar. Porque aí tenho sempre o sentimento de família, de plenitude e sou feliz.
E sei igualmente que me apoiam e vibram a cada vitória, por isso, vir daí hoje deu-me aquela motivação extra. Por saber que tenho de vencer esta última batalha anatómica, também por vós.
Obrigada, a todos, mas principalmente ao meu velhinho*
Por seres das melhores pessoas que conheço.
*

terça-feira, janeiro 15, 2013

Pula, avança.

Tens de o fazer, larga essas amarras que te prendem a uma realidade morta. Não deixes que fique tanto de ti num mundo que não volta.
Foi bom, foi uma época feliz e risonha que sempre será guardada com todo o carinho. Mas é mesmo esse o tempo verbal que se tem de empregar: "Foi".
Não fiques triste em ver que as coisas mudaram, não caias na tentação de te sentir frustrada e desvalorizada. As coisas mudam, e como disse outrora o "chefe": "Ninguém é insubstituível"
De facto não.
Avança, segue em frente. Terás um dia novamente um núcleo duro, mas serás nele realizada a níveis que nunca poderias ser se tivesses parado.
E sempre que te bater à porta esse sentimento, volta aqui, relê isto. Tantas vezes quantas sejam precisas.
Sorri, pula, avança.
Deves isso a todos os que contigo estão nesta luta, que se sacrificam diariamente para viveres o teu sonho
*

domingo, janeiro 06, 2013

Inevitavelmente ansiamos essa confirmação. Por muito que nos queiramos convencer do oposto, é importante e reconforta a sensação de justiça.
Saber que "what goes around comes around" acabou de acontecer, faz com que no nosso inconsciente o mundo caminhe o estado de equilíbrio e apazigua a nossa alma.
Não creio ser desejo de vingança até porque não teve parte activa nossa. É mesmo um rasgo de felicidade, quando a situação não é grave.
Hoje o dia foi assim. Com a ideia que os actos estão com quem os pratica. Para a eternidade.
Não queres ser perseguido pelo Karma, não o provoques :P
*

sexta-feira, janeiro 04, 2013

3...2...1...

Estou preparada, venha essa que é a minha luta. A primeira do ano. A que me faz mover montanhas se preciso. Serei capaz. Porque tenho de o ser. Muito depende disso.
Que comece.


*

domingo, dezembro 30, 2012

Fernando Pessoa, escreveu para mim:

"Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim, nem que eu faça a falta que elas me fazem. O importante para mim é saber que eu, em algum momento fui insubstituível, e que esse momento será inesquecível." (Fernando Pessoa)

Obrigada, por pores em palavras o que sinto muda todos os dias.

:)
*

2012

Chegada a altura de introspecção. Parar um pouco, organizar as ideias e reter no que os 365 dias que me distam do exercício anterior.
Se me pedissem para resumidamente classificar o ano em poucos adjectivos, escolheria: Intensidade, sacrifício e clarificação.
*Foi um ano intenso desde o seu começo até agora os últimos dias. Começou e está a terminar com a mesma intensidade no ritmo de estudo, o que mostra como muitas das horas de 2012 foram passadas. Foi intenso nas emoções e igualmente nos problemas. Foi no geral um ano rico em intensidades de ordens várias.
*O sacrifício é algo que está igualmente marcado em cada um dos meus momentos altos. Pela mudança que a vida levou, nos níveis afectivo, financeiro e familiar. Até o meu circulo de amizades acabou por ser um pouco sacrificado. Mas todo o esforço ganha sentido quando nos move algo concreto e maior. Sei que todos os esforços não são solitários, sei que comigo, muita gente se sacrifica igualmente. Estamos (o núcleo) unido num e no mesmo sentido. Não podia ser melhor, portanto.
*Clarificação. Escolho este como o melhor dos três adjectivos, o que mais esteve presente, o que mais marcou a mudança neste ano já de si, tão importante no meu trajecto.
A família está hoje bem mais apaziguada e organizada que o ano passado. Hoje, os grandes problemas que então nos afectavam, estão completamente resolvidos, e nunca pensaria que num tão curto prazo de tempo seria possível tamanha concretização.
Foi o ano de completa estruturação de relacionamentos, já que as limitações de que sou alvo no quotidiano me fizeram ver com uma facilidade incrível que há pessoas que simplesmente não se coadunam com o espacinho reservado para o núcleo. E 2012 foi particularmente rico na remoção desses contactos. Não faz sentido no tão pouco tempo que se tem, perde-lo em prol do nada, das ralações (com "a") egoístas e sem polpa.
Foi sem dúvida um ano de decisões (mas sobretudo de estados de consciência) difíceis. Mas que permitiram uma organização e transparência com um impacto fantástico na realidade dos dias.

2012 ficará em mim, permanentemente tatuado esse acontecimento que foi a lição de vida mãe. Sinto que aí, foi a grande mudança. A mudança do ano. E se o "EGO" de 2012 se distingue da 2013 é sem qualquer dúvida na fé e no retorno que deposita e espera, respectivamente.
Foi com alguma teimosia que não aprendi esta lição antes. Mas temos essa tendência à negação, que nos faz sempre tentar investir um pouco mais nessa, ou noutra amizade.
Não vale simplesmente a pena, connosco devem sem dúvida caminhar aqueles que na queda nos ampararão, e nunca aqueles que se focam apenas em desviar do prejuízo que o tem embate eventualmente provoque no caminho deles.

Anseio pelo 2013, porque será um ano melhor, com certeza*

quarta-feira, dezembro 26, 2012

Balanço Pós-Natal

É com o coração bem cheio que me sinto confiante a dizer que sem dúvida alguma este foi o meu melhor Natal desde há 10 anos +/-!
Não foram as prendas, foi o sentimento. Foi a partilha e a sensação de bem estar que apenas temos quando estamos bem na nossa pele e sentimos igualmente essa sensação em quem nos rodeia.
Não podia o ano terminar de melhor forma.
E não posso nem por um segundo deixar de me sentir privilegiada*
Espero que todos tenham sentido o mesmo, e já desejo o melhor a todos vós!
:)

quarta-feira, dezembro 19, 2012

*Aproxima-se*



Sei que não te estou a preparar da melhor maneira, não tenho qualquer aquisição de momento.
Mas sei que não és somente essa veia consumista. És tão mais que isso. O espírito tenho-o eu, trago-o comigo e sei que vai ser mais um daqueles dias maravilhosos.
Só o estar em casa, num quente acolhedor e contrastante com o gelo que lá fora se sente. Saber que tenho a minha família, consegui alcançar sonhos que muitas vezes pensei demasiado difíceis de concretizar. O meu Natal não carece de muito mais.
Gosto de me deixar acometer por este positivo espírito, e neste seguimento permitir-me acreditar que fora este, apenas estarei outro Natal mais longe. Este Natal poderá marcar metade da minha estadia pelas terras do Mondego.
*
Já estás presente em muito do meu dia. Porque o Natal não é um dia, é um estado de espírito. E em mim, já é Natal há muito tempo*

domingo, dezembro 09, 2012

Pequenas palavras

"No “longínquo” ano de 2007 ambos nos iniciávamos: Para nós o primeiro contacto com a Biologia Molecular, para a professora Isabel o primeiro contacto com a ESTSP. Hoje muitos de nós trabalham nessa área que nos apresentou e para a qual nos tentou cativar, mas independentemente da área que acabamos por escolher, todos nós levámos um pouco de si, e do que pautou a sua forma de ensino pela nossa vida profissional. Esperámos ter marcado tanto pela positiva como a professora nos marcou a nós. E neste momento em que se prepara para ter de (provisoriamente) se afastar da nossa eterna casa, apenas gostaríamos de dizer com toda a sinceridade: Muito obrigada pela dedicação e empenho com que nos presenteou em cada aula, pela disponibilidade e amizade. Muitas felicidades.

 Alunos de Anatomia Patológica, Citológica e Tanatológica 2004-2008"