Não se deve a uma inspiração forçada, com consequente aumento do retorno venoso. Não me refiro ao desdobramento fisiológico do segundo sopro.
É uma somatização do referido. Sinto que por vezes eu própria sou alvo de desdobramentos fisiológicos. Se sopros houvesse eu os teria. Vários.
Curioso como são várias as situações em que sou "desdobrada" e alvo de tratamentos peculiarmente antagónicos. Num curtíssimo intervalo de tempo sou capaz de ser esquecida e lembrada, dependendo do interesse.
Curioso o que faz as pessoas focarem-se nelas nos bons momentos, praticamente esquecendo que talvez pudessem esperar ou devessem partilhar aquela situação com outrém. Mas rapidamente se lembram de a ti recorrer, sem antes verificarem se algo podem fazer por si, para resolver uma situação periclitante. Mais intrigante quando a mesma pessoa recorrentemente alterna momentos de "esquecimento pertinente" com "pedido de ajuda" igualmente pertinente.
São assim a modo de resumo as "amizades" (reforço as aspas nesta palavra) pertinentes. Das quais quero o meu pertinente distanciamento.
*
Ego....o local eleito para o reencontro comigo! Sem mais pretensões senão a de existir! Feito por quem desejou fazer das palavras de todos, um pouco mais suas!
terça-feira, novembro 27, 2012
segunda-feira, novembro 26, 2012
8
Oito é um número quase simbólico. Verticalizando o simbólico portal para o infinito. Oito ironicamente foi o que vos impediu de ser eternos.
Fecho e abro os olhos tendo-te no pensamento. Só posso imaginar o quão difícil pode ser mudar a realidade de um dia para o outro. Em abono da verdade, ainda houve uma luta. Quase dois anos te fizeram lutar por manter a tua realidade. Anota isso na tua consciência. Tudo fizeste. Agora viste-te forçada, em seguir. Dói, vai continuar a doer. Foram 8 anos. Mas cá estarei para ti. Sempre. No que decidires.
Porque sei que serás muito feliz. Se há quem mereça és tu. E se há quem tem sido privado de momentos felizes e tem uma conta a saldar com a justiça és igualmente tu.
*
Fecho e abro os olhos tendo-te no pensamento. Só posso imaginar o quão difícil pode ser mudar a realidade de um dia para o outro. Em abono da verdade, ainda houve uma luta. Quase dois anos te fizeram lutar por manter a tua realidade. Anota isso na tua consciência. Tudo fizeste. Agora viste-te forçada, em seguir. Dói, vai continuar a doer. Foram 8 anos. Mas cá estarei para ti. Sempre. No que decidires.
Porque sei que serás muito feliz. Se há quem mereça és tu. E se há quem tem sido privado de momentos felizes e tem uma conta a saldar com a justiça és igualmente tu.
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quarta-feira, novembro 21, 2012
Sequelas
Hoje sente-se. Muitas vezes as consequências do acidente não são visíveis no imediato. Não é no momento do choque que sentimos os verdadeiros danos provocados.
Hoje sinto-os. Como que potenciados pelo cansaço, pelo momento de alguma descrença. Sinto-os em cada pequeno segmento do meu débil corpo.
E quase me sinto incapaz de sentir a dor pulsátil que inflectem essas sequelas. De todo o lado surgem estilhaços, na hora em que penetraram na pele não os senti. Hoje sinto-os. Sentimento agudo, intensificado a cada momento que se dá e permite a sua entrada em profundidade.
Não serão exactamente os 26, mas a verdade é que a dor cortante vai sendo substituída por um cansaço generalizado. Uma vontade de desligar.
Amanhã, não os sentirei.
Hoje sinto-os. Como que potenciados pelo cansaço, pelo momento de alguma descrença. Sinto-os em cada pequeno segmento do meu débil corpo.
E quase me sinto incapaz de sentir a dor pulsátil que inflectem essas sequelas. De todo o lado surgem estilhaços, na hora em que penetraram na pele não os senti. Hoje sinto-os. Sentimento agudo, intensificado a cada momento que se dá e permite a sua entrada em profundidade.
Não serão exactamente os 26, mas a verdade é que a dor cortante vai sendo substituída por um cansaço generalizado. Uma vontade de desligar.
Amanhã, não os sentirei.
terça-feira, novembro 20, 2012
Feliz Aniversário
A partir de hoje começo a estar mais perto dos 30. Faço 26 anos.
E estou mais perto não é só dos 30 anos, que parecem assustar todos os que habitam nos 20 como se por perto se anunciasse o fim da dolce vita. Estou mais perto de ser quem quero, hoje sei que estou cada vez mais perto do que sonhei. E nada melhor do que viver o sonho.
Que seja efectivamente um dia feliz. *
domingo, novembro 18, 2012
16-11-2012
Com algum atraso mas mesmo assim, digno de nota. Foi neste dia que eu e o Suri tivemos uma prenda. Para mim um aniversário antecipado, para ele uma nova e feliz experiência.
E se dúvidas havia, rapidamente o Suri as dissipou. Amigos desde o 1º segundo. E a casa está mais cheia.
:)
Hoje é o dia 3 dessa nossa aventura conjunta. E que continue a correr tão bem como até ao momento*
(Obrigada Tico, pela surpresa, e pela insistência... Não fosses tu e não me permitia esta aventura)
segunda-feira, novembro 12, 2012
Lipiti
Tenho pensado em ti, no tempo que andei sem saber de ti, por essas realidades que nos foram criando dificuldades no encontro mais frequente.
És a excepção que confirma várias regras. Se com a idade as pessoas têm mais dificuldade em se entregarem e acreditarem em pessoas novas, desde o primeiro dia que senti uma imensa confiança em ti, em tudo me vieste mostrar que mereces a 100% essa confiança. Se muitas relações acabam por morrer face a distância ou tempo, tu cada vez pareces mais próxima.
És a excepção que confirma várias regras. Se com a idade as pessoas têm mais dificuldade em se entregarem e acreditarem em pessoas novas, desde o primeiro dia que senti uma imensa confiança em ti, em tudo me vieste mostrar que mereces a 100% essa confiança. Se muitas relações acabam por morrer face a distância ou tempo, tu cada vez pareces mais próxima.
Não há silêncios constrangedores, não há desconfiança. Não há egoísmo. Pura amizade. Pura entrega.
És simplesmente das melhores pessoas que conheço. Por seres sincera, por seres companheira, por escutares os outros sem julgamentos. Por seres tu.
Se tivesse que escolher alguém para incorporar o conceito de beleza, escolher-te-ia a ti, por conseguires aliar todos os predicados que já referi de uma pessoa íntegra a uma beleza exterior que te tornam uma pessoa genuinamente especial.
Sinto-me muito feliz por ter uma amiga como tu, por saber que se precisar estás lá. E quero também eu estar lá para ti. Quando precisares, no que precisares. Sem julgamento, sem avaliação. Porque é assim que funcionamos, desde sempre.
*
sábado, novembro 10, 2012
10.11.12
Este e o 12-12-12 são dias cujas datas são boas para acontecimentos raros, para memorizar. Espero bons acontecimentos, para não mais os esquecer, pelas melhores razões.
*
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sexta-feira, novembro 09, 2012
Asneira devia pagar imposto
Cada vez mais me indigno com opiniões tecidas ao desbarato. A informatização e a facilidade com que qualquer um de nós através de um blog, rede social, email, ou simplesmente um telemóvel concede dissipar uma determinada mensagem tem muitas vantagens, mas também trouxe muito ruído, autêntica poluição que acaba por inundar e mesmo cegar a opinião de muita gente acerca dos mais diversos temas. O problema reside quase sempre no mesmo pilar: Ausência de pensamento critico. Se por um lado quem se lembra de num belo dia disparatar sobre X tema sem ter o cuidado de se informar criticamente acerca do mesmo pensasse duas vezes nas repercussões daquela atitude isso diminuiria, acredito, o número de despejos de opinião. Por outro lado, se quem lê algumas barbaridades se desse ao trabalho de confirmar se tal é verdade, não ocorreria o verdadeiro fenómeno viral que podemos verificar com temas como o cancro, contraceptivos orais, política, etc, etc, etc.
Atentemos no seguinte:
"Estou na espera... Espero o nascimento do Gustavo... Espero, todos os dias a chegada do marido, espero os fins de semana para ir às aulas... Mas, não espero certos comentários!... Sei que a intenção é boa, só que de boas intenções está o inferno cheio!... Eu não tenciono condicionar o meu, MEU, corpo depois do nascimento do Dinis! A pílula mata, lentamente mas mata, laqueação de trompas nem pensar!... A vida, Deus, carma, chamem-lhe o que quiserem, saberá o que nos está reservado, mas estropiar-me e envenenar-me é coisa que não vou fazer!
Alguém bem perto de mim colocou um DIU!... Depois disso, tudo lhe aconteceu: infecções vaginais sucessivas, internada com uma infecção generalizada, suspeita de pneumonia, gânglios linfáticos inflamados na zona abdominal, nódulos na tiróide com alteração, pelo que vai ser operada, e suspeita de glaucoma...O que mais é preciso acontecer? Os médicos não dizem tudo, não convém assustar, logo muitos efeitos secundários são descartados porque são "raros"...
Não se iludam! Procurem na net as últimas conclusões sobre o uso de pílula, DIU e companhia e preparem-se para enfrentarem a dura realidade: não há bela sem senão... E o preço pago por milhares de mulheres é demasiado alto! Podem gastar dinheiro em cremes e operações estéticas mas o corpo, por dentro, começa a morrer mais cedo e não há volta a dar... Mas, o que interessa é parecer bem por fora, certo!?"
Atentemos no seguinte:
"Estou na espera... Espero o nascimento do Gustavo... Espero, todos os dias a chegada do marido, espero os fins de semana para ir às aulas... Mas, não espero certos comentários!... Sei que a intenção é boa, só que de boas intenções está o inferno cheio!... Eu não tenciono condicionar o meu, MEU, corpo depois do nascimento do Dinis! A pílula mata, lentamente mas mata, laqueação de trompas nem pensar!... A vida, Deus, carma, chamem-lhe o que quiserem, saberá o que nos está reservado, mas estropiar-me e envenenar-me é coisa que não vou fazer!
Alguém bem perto de mim colocou um DIU!... Depois disso, tudo lhe aconteceu: infecções vaginais sucessivas, internada com uma infecção generalizada, suspeita de pneumonia, gânglios linfáticos inflamados na zona abdominal, nódulos na tiróide com alteração, pelo que vai ser operada, e suspeita de glaucoma...O que mais é preciso acontecer? Os médicos não dizem tudo, não convém assustar, logo muitos efeitos secundários são descartados porque são "raros"...
Não se iludam! Procurem na net as últimas conclusões sobre o uso de pílula, DIU e companhia e preparem-se para enfrentarem a dura realidade: não há bela sem senão... E o preço pago por milhares de mulheres é demasiado alto! Podem gastar dinheiro em cremes e operações estéticas mas o corpo, por dentro, começa a morrer mais cedo e não há volta a dar... Mas, o que interessa é parecer bem por fora, certo!?"
Como pode? Como pode tamanha imbecilidade, ser assim despejada sem qualquer fundamento, sem sequer ponderação. Pena essa senhora não tomar a pílula, ter colocado um DIU... perpetuará certamente a mais almas esta tão torpe forma de aniquilar a verdade.
Asneira devia pagar imposto.
A mim apenas revolta, saber o tanto que tenho ainda a aprender, a estudar. O tanto que não sei. E o medo que sinto em cometer imprecisões. Não suporto quando não sinto o mesmo cuidado do outro lado.
quinta-feira, novembro 08, 2012
"Os meus sentimentos"
Há alturas em que todos nos comovemos com uma situação, nos indignamos com a injustiça de alguns acontecimentos. Hoje voltei a sentir esse sentimento de revolta e tristeza generalizado à comunidade, desta vez à comunidade académica da FMUC.
A adicionar, a ironia do problema, morte súbita cardíaca num jovem de 19 anos. Porque parece destino.
Os meus sentimentos, Liliana*
A adicionar, a ironia do problema, morte súbita cardíaca num jovem de 19 anos. Porque parece destino.
Os meus sentimentos, Liliana*
quarta-feira, novembro 07, 2012
segunda-feira, outubro 29, 2012
Seafoam Green
Parabéns antecipados. Quase um mês. Vestiu-se de "Seafoam green" e dentro de dias estará comigo e com o meu nome gravado.
É destas pequenas coisas que se vão construindo os dias, e nos vamos mentalizando que é mesmo verdade. Espero com ele poder ajudar muitas pessoas. Que é para isso que cá ando.
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domingo, outubro 28, 2012
Been there
Coitadinhas das babes, as quatro enganadidas a pensar que vivem algo único. Pena a raça dos telemóveis novos não permitirem com a mesma classe do meu fantástico Samsung modelo Masterplan receber detalhes dos restantes destinatários quando se tratavam daquelas mensagens "para grupo".
Chegou a dar-me umas belas surpresas esse telemóvel. Vicissitudes, agora, só nos fazem rir.
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surpresa
Plim!
O meu "plim" pretende simbolizar aquele sonoro que surge habitualmente acompanhado por uma lâmpada acesa lateralmente a uma cabeça, sempre que se chega a uma conclusão.
Eu cheguei a uma, demasiado óbvia até, mas de qualquer modo resolvi partilhar. O meu plim, soou quando me apercebi porque me parecem incompletos os dias.
Eu cheguei a uma, demasiado óbvia até, mas de qualquer modo resolvi partilhar. O meu plim, soou quando me apercebi porque me parecem incompletos os dias.
sexta-feira, outubro 26, 2012
Down
E assim, nos dias de maior disponibilidade e relaxamento, eis que o corpo decide desligar. Depois de umas largas semanas de sacrifício e algumas privações (especialmente de sono), ele dá o seu trabalho por completo e desliga. Desliga inclusive unidades importantes, como esse departamento de imunidade, e deixa entrar e crescer esse vírus.
E assim, se faz um fim de semana prolongado*
E assim, se faz um fim de semana prolongado*
quarta-feira, outubro 24, 2012
Anatomia III - Parte 1
A menos que a minha até agora rigorosa mente tenha-se iludido completamente a primeira de uma trilogia está completa.
E assim a minha neura da neuroanatomia pausa umas semanas para férias *
segunda-feira, outubro 22, 2012
Sabe bem, pagar tão pouco
Não, não fui convertida ao mundo do markting e decidi fazer uma análise a um dos slogans mais banalizados do país. É meramente uma adaptação dessa frase tão frequente à minha actual realidade.
De facto, sabe bem pagar tão pouco e assim mesmo ter o bastante. Cortam-se os excessos, as futilidades e espantem-se, ficamos com bem mais do que inicialmente. É a beleza das relações humanas. Não é uma questão de investimento monetário. Pelo contrário, quanto menos se complicam, quanto menos se paga e mais se sentem, mais crescem.
É um final de dia em família. A informalidade que caracteriza o núcleo. Por menos de nada é-se feliz e completo.
Lá fora pode estar a descer o gelo sobre a cidade. Cá dentro reina o calor. E pode ser tarde. Posso ter de estudar. Mas este tempo ninguém mo tira. Não se troca por melhor prestação, ou qualquer bem material.
Realmente, sabe bem pagar tão pouco. E ser feliz, não tem preço.
*
De facto, sabe bem pagar tão pouco e assim mesmo ter o bastante. Cortam-se os excessos, as futilidades e espantem-se, ficamos com bem mais do que inicialmente. É a beleza das relações humanas. Não é uma questão de investimento monetário. Pelo contrário, quanto menos se complicam, quanto menos se paga e mais se sentem, mais crescem.
É um final de dia em família. A informalidade que caracteriza o núcleo. Por menos de nada é-se feliz e completo.
Lá fora pode estar a descer o gelo sobre a cidade. Cá dentro reina o calor. E pode ser tarde. Posso ter de estudar. Mas este tempo ninguém mo tira. Não se troca por melhor prestação, ou qualquer bem material.
Realmente, sabe bem pagar tão pouco. E ser feliz, não tem preço.
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domingo, outubro 21, 2012
Inês
Diz a wiki(know it all)pedia que:
Inês é um nome próprio feminino, de origem grega αγνη ("hagnē"), forma feminina de αγνος (hagnós), que significa "casta" ou "sagrada". Em alternativa, há quem defende[quem?] que provém do latim, da palavra "agnus", que significa "cordeiro".
Era um dos nomes que estimava. Até que em vez de uma fêmea "cordeiro", me sai mais um exemplar do mesmo género (feminino), mas da raça bovina.
Óbvio que não acredito na teoria que o nome confere personalidade. Mas o conceito que gero automaticamente quando penso em determinado nome prende-se invariavelmente com as pessoas que conheço com esse mesmo epónimo. E nesta linha de pensamento, querido blog lembra-me por favor daqui a uns anos, quando tiver a minha primeira menina, de não a chamar de Inês.
Obrigada Ego, ser-te-ei eternamente grata*
Inês é um nome próprio feminino, de origem grega αγνη ("hagnē"), forma feminina de αγνος (hagnós), que significa "casta" ou "sagrada". Em alternativa, há quem defende[quem?] que provém do latim, da palavra "agnus", que significa "cordeiro".
Era um dos nomes que estimava. Até que em vez de uma fêmea "cordeiro", me sai mais um exemplar do mesmo género (feminino), mas da raça bovina.
Óbvio que não acredito na teoria que o nome confere personalidade. Mas o conceito que gero automaticamente quando penso em determinado nome prende-se invariavelmente com as pessoas que conheço com esse mesmo epónimo. E nesta linha de pensamento, querido blog lembra-me por favor daqui a uns anos, quando tiver a minha primeira menina, de não a chamar de Inês.
Obrigada Ego, ser-te-ei eternamente grata*
sábado, outubro 20, 2012
O outro lado
Estamos num trilho, com um grupo, ao longe vemos uma bifurcação. Não poderemos ir todos pela mesma estrada. Temos necessariamente que optar por um dos caminhos, o que consideramos melhor. Ao mesmo tempo sabemos que iremos perder a paisagem, as experiências que o outro lado nos daria. Mas estamos convencidos que foi o melhor caminho.
Assim me sinto. Há um ano atrás tomei uma decisão. Um rumo. Mas mentiria se negasse a falta e a saudade que tenho de coisas que perdi, nesta nova realidade. Às vezes, como hoje, em que fico apenas eu nesta cidade cheia de movimento. Quando apenas eu pareço ter que estudar, numa sexta-feira à noite. Quando me vejo a ter de repensar muito bem a estratégia mensal. Sinto mesmo vontade de voltar as costas, sair de casa, e ser novamente eu e o meu antigo tempo.
Mas como quando estamos num trilho e ao longe vemos uma bifurcação. Sabemos que temos de tomar um rumo. Não podemos ficar indefinidamente naquele ponto. Temos de seguir. Não vale a pena pensar no que foi. Tem que se viver o presente, sempre com o olho fitado no futuro. E hoje, sexta-feira à noite não saio. Estou sozinha. Eu o Suri e a minha Anatomia. Este é o meu dia hoje, porque amanhã valerá a pena.
*
quarta-feira, outubro 17, 2012
ECG
Ritmo sinusal, regular: 70 ciclos por minuto. Eixo eléctrico normal.
Sem alterações relevantes para a faixa etária.
:)
Hoje sinto-me muito mais graúda
*
Sem alterações relevantes para a faixa etária.
:)
Hoje sinto-me muito mais graúda
*
Local:
Coimbra, Portugal
terça-feira, outubro 16, 2012
Quando foi que isso aconteceu
O Facebook é um autêntica chacina às minhas recordações. E explico porquê. Já lá vão 8 anos desde que saí de Amarante para rumar à Invicta cursar essa bela Anatomia Patológica, Citológica e Tanatológica. Muito aconteceu nos entretantos, mas isso não é assunto para este post. No percurso várias ferramentas de proximidade fictícias foram sendo desenvolvidas, primeiro o hi5, agora o facebook. No essencial são formas resumidas de se ir sabendo de uma maneira muito superficial e às vezes até um pouco deturpada o que é feito de pessoas com as quais pessoalmente não falámos há uns bons anos.
A questão é que já por diversas vezes me "reencontrei" com alguém que na minha cabeça ainda namora com X (certo que não os vejo, nem lhes falo há mais de 8 anos, mas pormenores absolutamente irrelevantes para o mundo das memórias), casado e com filhos de Y (alguém igualmente conhecido, que NUNCA na vida pensaria que fosse ter algo a ver com a pessoa em questão).
Acho sinceramente que o Facebook havia de ser processado, ou isso, ou inspirado nesta onde de taxas, sobre-taxas e impostos, haveriam no mínimo de ter de contribuir (aqui sim) com uma taxa extraordinária de solidariedade. Porque uma pessoa sofre. Apercebe-se que sem que nos tenhamos dado conta, lá fora o mundo mudou o suficiente para dar três cambalhotas à retaguarda e ter ficado de pernas para o ar, com direito a filhos pelo meio e tudo. (Filhos??? Onde raio teve esta gente tempo para isto tudo?)
A sério.... Facebook? Para de me deprimir.
A parte genial é que o meu toque de doente mental me faz logo por no lado oposto... e realmente, algo me diz que a reacção deles em relação ao meu presente há-de ser igualmente de espanto. Porque embora não ponha grande informação nessas redes sociais, a verdade é que o que lá está é suficientemente distante desse meu Eu de 17 anos acabado de sair de Amarante. Verdade seja dita, ainda bem. Hoje provavelmente nem eu me suportaria com 17 anos.
Facebook, a lembrar-nos a todos que o tempo não para, que as pessoas mudam, e que a caravana passa....
*
A questão é que já por diversas vezes me "reencontrei" com alguém que na minha cabeça ainda namora com X (certo que não os vejo, nem lhes falo há mais de 8 anos, mas pormenores absolutamente irrelevantes para o mundo das memórias), casado e com filhos de Y (alguém igualmente conhecido, que NUNCA na vida pensaria que fosse ter algo a ver com a pessoa em questão).
Acho sinceramente que o Facebook havia de ser processado, ou isso, ou inspirado nesta onde de taxas, sobre-taxas e impostos, haveriam no mínimo de ter de contribuir (aqui sim) com uma taxa extraordinária de solidariedade. Porque uma pessoa sofre. Apercebe-se que sem que nos tenhamos dado conta, lá fora o mundo mudou o suficiente para dar três cambalhotas à retaguarda e ter ficado de pernas para o ar, com direito a filhos pelo meio e tudo. (Filhos??? Onde raio teve esta gente tempo para isto tudo?)
A sério.... Facebook? Para de me deprimir.
A parte genial é que o meu toque de doente mental me faz logo por no lado oposto... e realmente, algo me diz que a reacção deles em relação ao meu presente há-de ser igualmente de espanto. Porque embora não ponha grande informação nessas redes sociais, a verdade é que o que lá está é suficientemente distante desse meu Eu de 17 anos acabado de sair de Amarante. Verdade seja dita, ainda bem. Hoje provavelmente nem eu me suportaria com 17 anos.
Facebook, a lembrar-nos a todos que o tempo não para, que as pessoas mudam, e que a caravana passa....
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