sábado, dezembro 08, 2012

Blindness

Há aqueles momentos em que simplesmente a noção de espaço e tempo desaparece. Não sabemos bem o que aconteceu, nem durante quanto tempo.
Tais momentos são despoletados por emoções-limite. Quer boas, quer más. E fazem com que as pessoas hajam de modo completamente imprevisível, quer bom, quer mau.
Todos estamos sujeitos a tais situações e cabe-nos a nós tentar gerir o turbilhão que antecede a explosão de modo a que esta não aconteça. Com o passar dos tempos, vamos tomando melhor conhecimento dos sinais de aviso e evitando a explosão. No entanto, o limite de todos nós é modulado por condições extrínsecas. Por níveis de stress, por situações que no fundo actuam sinérgica ou contrariamente de modo a potenciar ou não a completa e total blindness.
Por conseguinte, uma vez que a reacção não está completamente nas nossas mãos, não podemos garantir que conseguiremos evitar entrar nessa espiral explosiva. Podemos sempre tentar e contar com pessoas que nos conhecendo sabem quando estão a ser necessárias, e o que devem evitar para piorar ainda mais o cenário. O problema é quando nem todos remamos com o mesmo sentido. Quando não dá para contar com a ajuda externa, e do lado de fora da nossa bolha não vêm senão contribuições negativas.
Mas isso apenas significa uma coisa: Teremos de ser nós a fortalecer a nossa parte e a ficar menos sujeitos à intervenção de terceiros. Pode parecer um isolamento. Mas não, é antes um fortalecimento em quem de facto merece.

terça-feira, dezembro 04, 2012

Miminho


Chegou hoje, e soube tão bem abrir o correio e ver este miminho lá*
Ohhhhh!

Não quero deixar de ter isto nem por um segundo

Feline family

sábado, dezembro 01, 2012

Down

That's where I'm going*

terça-feira, novembro 27, 2012

Desdobramento fisiológico Pertinente

Não se deve a uma inspiração forçada, com consequente aumento do retorno venoso. Não me refiro ao desdobramento fisiológico do segundo sopro.
É uma somatização do referido. Sinto que por vezes eu própria sou alvo de desdobramentos fisiológicos. Se sopros houvesse eu os teria. Vários.
Curioso como são várias as situações em que sou "desdobrada" e alvo de tratamentos peculiarmente antagónicos. Num curtíssimo intervalo de tempo sou capaz de ser esquecida e lembrada, dependendo do interesse.
Curioso o que faz as pessoas focarem-se nelas nos bons momentos, praticamente esquecendo que talvez pudessem esperar ou devessem partilhar aquela situação com outrém. Mas rapidamente se lembram de a ti recorrer, sem antes verificarem se algo podem fazer por si, para resolver uma situação periclitante. Mais intrigante quando a mesma pessoa recorrentemente alterna momentos de "esquecimento pertinente" com "pedido de ajuda" igualmente pertinente.
São assim a modo de resumo as "amizades" (reforço as aspas nesta palavra) pertinentes. Das quais quero o meu pertinente distanciamento.
*

segunda-feira, novembro 26, 2012

8

Oito é um número quase simbólico. Verticalizando o simbólico portal para o infinito. Oito ironicamente foi o que vos impediu de ser eternos.
Fecho e abro os olhos tendo-te no pensamento. Só posso imaginar o quão difícil pode ser mudar a realidade de um dia para o outro. Em abono da verdade, ainda houve uma luta. Quase dois anos te fizeram lutar por manter a tua realidade. Anota isso na tua consciência. Tudo fizeste. Agora viste-te forçada, em seguir. Dói, vai continuar a doer. Foram 8 anos. Mas cá estarei para ti. Sempre. No que decidires.
Porque sei que serás muito feliz. Se há quem mereça és tu. E se há quem tem sido privado de momentos felizes e tem uma conta a saldar com a justiça és igualmente tu.
*

quarta-feira, novembro 21, 2012

Sequelas

Hoje sente-se. Muitas vezes as consequências do acidente não são visíveis no imediato. Não é no momento do choque que sentimos os verdadeiros danos provocados.
Hoje sinto-os. Como que potenciados pelo cansaço, pelo momento de alguma descrença. Sinto-os em cada pequeno segmento do meu débil corpo.
E quase me sinto incapaz de sentir a dor pulsátil que inflectem essas sequelas. De todo o lado surgem estilhaços, na hora em que penetraram na pele não os senti. Hoje sinto-os. Sentimento agudo, intensificado a cada momento que se dá e permite a sua entrada em profundidade.
Não serão exactamente os 26, mas a verdade é que a dor cortante vai sendo substituída por um cansaço generalizado. Uma vontade de desligar.
Amanhã, não os sentirei.

terça-feira, novembro 20, 2012

Feliz Aniversário

A partir de hoje começo a estar mais perto dos 30. Faço 26 anos.
E estou mais perto não é só dos 30 anos, que parecem assustar todos os que habitam nos 20 como se por perto se anunciasse o fim da dolce vita. Estou mais perto de ser quem quero, hoje sei que estou cada vez mais perto do que sonhei. E nada melhor do que viver o sonho.
Que seja efectivamente um dia feliz. *

domingo, novembro 18, 2012

16-11-2012

Com algum atraso mas mesmo assim, digno de nota. Foi neste dia que eu e o Suri tivemos uma prenda. Para mim um aniversário antecipado, para ele uma nova e feliz experiência.



E se dúvidas havia, rapidamente o Suri as dissipou. Amigos desde o 1º segundo. E a casa está mais cheia.
:)
Hoje é o dia 3 dessa nossa aventura conjunta. E que continue a correr tão bem como até ao momento*

(Obrigada Tico, pela surpresa, e pela insistência... Não fosses tu e não me permitia esta aventura)

segunda-feira, novembro 12, 2012

Lipiti

Tenho pensado em ti, no tempo que andei sem saber de ti, por essas realidades que nos foram criando dificuldades no encontro mais frequente.
És a excepção que confirma várias regras. Se com a idade as pessoas têm mais dificuldade em se entregarem e acreditarem em pessoas novas, desde o primeiro dia que senti uma imensa confiança em ti, em tudo me vieste mostrar que mereces a 100% essa confiança. Se muitas relações acabam por morrer face a distância ou tempo, tu cada vez pareces mais próxima.
Não há silêncios constrangedores, não há desconfiança. Não há egoísmo. Pura amizade. Pura entrega.
És simplesmente das melhores pessoas que conheço. Por seres sincera, por seres companheira, por escutares os outros sem julgamentos. Por seres tu. 
Se tivesse que escolher alguém para incorporar o conceito de beleza, escolher-te-ia a ti, por conseguires aliar todos os predicados que já referi de uma pessoa íntegra a uma beleza exterior que te tornam uma pessoa genuinamente especial.
Sinto-me muito feliz por ter uma amiga como tu, por saber que se precisar estás lá. E quero também eu estar lá para ti. Quando precisares, no que precisares. Sem julgamento, sem avaliação. Porque é assim que funcionamos, desde sempre.
* 

sábado, novembro 10, 2012

10.11.12

Este e o 12-12-12 são dias cujas datas são boas para acontecimentos raros, para memorizar. Espero bons acontecimentos, para não mais os esquecer, pelas melhores razões.
*

sexta-feira, novembro 09, 2012

Asneira devia pagar imposto

Cada vez mais me indigno com opiniões tecidas ao desbarato. A informatização e a facilidade com que qualquer um de nós através de um blog, rede social, email, ou simplesmente um telemóvel concede dissipar uma determinada mensagem tem muitas vantagens, mas também trouxe muito ruído, autêntica poluição que acaba por inundar e mesmo cegar a opinião de muita gente acerca dos mais diversos temas. O problema reside quase sempre no mesmo pilar: Ausência de pensamento critico. Se por um lado quem se lembra de num belo dia disparatar sobre X tema sem ter o cuidado de se informar criticamente acerca do mesmo pensasse duas vezes nas repercussões daquela atitude isso diminuiria, acredito, o número de despejos de opinião. Por outro lado, se quem lê algumas barbaridades se desse ao trabalho de confirmar se tal é verdade, não ocorreria o verdadeiro fenómeno viral que podemos verificar com temas como o cancro, contraceptivos orais, política, etc, etc, etc.
Atentemos no seguinte:
"Estou na espera... Espero o nascimento do Gustavo... Espero, todos os dias a chegada do marido, espero os fins de semana para ir às aulas... Mas, não espero certos comentários!... Sei que a intenção é boa, só que de boas intenções está o inferno cheio!... Eu não tenciono condicionar o meu, MEU, corpo depois do nascimento do Dinis! A pílula mata, lentamente mas mata, laqueação de trompas nem pensar!... A vida, Deus, carma, chamem-lhe o que quiserem, saberá o que nos está reservado, mas estropiar-me e envenenar-me é coisa que não vou fazer!
Alguém bem perto de mim colocou um DIU!... Depois disso, tudo lhe aconteceu: infecções vaginais sucessivas, internada com uma infecção generalizada, suspeita de pneumonia, gânglios linfáticos inflamados na zona abdominal, nódulos na tiróide com alteração, pelo que vai ser operada, e suspeita de glaucoma...O que mais é preciso acontecer? Os médicos não dizem tudo, não convém assustar, logo muitos efeitos secundários são descartados porque são "raros"...
Não se iludam! Procurem na net as últimas conclusões sobre o uso de pílula, DIU e companhia e preparem-se para enfrentarem a dura realidade: não há bela sem senão... E o preço pago por milhares de mulheres é demasiado alto! Podem gastar dinheiro em cremes e operações estéticas mas o corpo, por dentro, começa a morrer mais cedo e não há volta a dar... Mas, o que interessa é parecer bem por fora, certo!?"

Como pode? Como pode tamanha imbecilidade, ser assim despejada sem qualquer fundamento, sem sequer ponderação. Pena essa senhora não tomar a pílula, ter colocado um DIU... perpetuará certamente a mais almas esta tão torpe forma de aniquilar a verdade.
Asneira devia pagar imposto.
A mim apenas revolta, saber o tanto que tenho ainda a aprender, a estudar. O tanto que não sei. E o medo que sinto em cometer imprecisões. Não suporto quando não sinto o mesmo cuidado do outro lado.

quinta-feira, novembro 08, 2012

"Os meus sentimentos"

Há alturas em que todos nos comovemos com uma situação, nos indignamos com a injustiça de alguns acontecimentos. Hoje voltei a sentir esse sentimento de revolta e tristeza generalizado à comunidade, desta vez à comunidade académica da FMUC.
A adicionar, a ironia do problema, morte súbita cardíaca num jovem de 19 anos. Porque parece destino.
Os meus sentimentos, Liliana*

quarta-feira, novembro 07, 2012

segunda-feira, outubro 29, 2012

Seafoam Green



Parabéns antecipados. Quase um mês. Vestiu-se de "Seafoam green" e dentro de dias estará comigo e com o meu nome gravado.
É destas pequenas coisas que se vão construindo os dias, e nos vamos mentalizando que é mesmo verdade. Espero com ele poder ajudar muitas pessoas. Que é para isso que cá ando.
*

domingo, outubro 28, 2012

Been there


Coitadinhas das babes, as quatro enganadidas a pensar que vivem algo único. Pena a raça dos telemóveis novos não permitirem com a mesma classe do meu fantástico Samsung modelo Masterplan receber detalhes dos restantes destinatários quando se tratavam daquelas mensagens "para grupo".
Chegou a dar-me umas belas surpresas esse telemóvel. Vicissitudes, agora, só nos fazem rir.
*

Plim!

O meu "plim" pretende simbolizar aquele sonoro que surge habitualmente acompanhado por uma lâmpada acesa lateralmente a uma cabeça, sempre que se chega a uma conclusão.
Eu cheguei a uma, demasiado óbvia até, mas de qualquer modo resolvi partilhar. O meu plim, soou quando me apercebi porque me parecem incompletos os dias.

sexta-feira, outubro 26, 2012

Down

E assim, nos dias de maior disponibilidade e relaxamento, eis que o corpo decide desligar. Depois de umas largas semanas de sacrifício e algumas privações (especialmente de sono), ele dá o seu trabalho por completo e desliga. Desliga inclusive unidades importantes, como esse departamento de imunidade, e deixa entrar e crescer esse vírus.
E assim, se faz um fim de semana prolongado*

quarta-feira, outubro 24, 2012

Anatomia III - Parte 1

A menos que a minha até agora rigorosa mente tenha-se iludido completamente a primeira de uma trilogia está completa.
E assim a minha neura da neuroanatomia pausa umas semanas para férias *

segunda-feira, outubro 22, 2012

Sabe bem, pagar tão pouco

Não, não fui convertida ao mundo do markting e decidi fazer uma análise a um dos slogans mais banalizados do país. É meramente uma adaptação dessa frase tão frequente à minha actual realidade.
De facto, sabe bem pagar tão pouco e assim mesmo ter o bastante. Cortam-se os excessos, as futilidades e espantem-se, ficamos com bem mais do que inicialmente. É a beleza das relações humanas. Não é uma questão de investimento monetário. Pelo contrário, quanto menos se complicam, quanto menos se paga e mais se sentem, mais crescem.
É um final de dia em família. A informalidade que caracteriza o núcleo. Por menos de nada é-se feliz e completo.
Lá fora pode estar a descer o gelo sobre a cidade. Cá dentro reina o calor. E pode ser tarde. Posso ter de estudar. Mas este tempo ninguém mo tira. Não se troca por melhor prestação, ou qualquer bem material.
Realmente, sabe bem pagar tão pouco. E ser feliz, não tem preço.
*