Ego....o local eleito para o reencontro comigo! Sem mais pretensões senão a de existir! Feito por quem desejou fazer das palavras de todos, um pouco mais suas!
Como quando criança, hoje acordei assim, acordei criança... ou talvez a criança tenha acordado em mim... Não sei, sei apenas que me sinto num estado de encantamento com tudo o que rodeia, sinto a magia do desconhecido! Em que tudo é novo, tudo é fresco, mas nada irá magoar!
Hoje acordei assim, acordei pequenina! Mas não faz mal, não tenho pressa em crescer, pelo menos não agora, não hoje! ...hoje, quero mesmo ser assim, pequenina!
Lá fora ouve o chilrear longínquo dos pássaros, uma Primavera que chegou apenas para o lado de lá das paredes que a cercam. Por dentro o mais rigoroso inverno! Está prostrada na cadeira de tantas circunstâncias, recostada a um tempo que teima em não deixar passar, presa a esse inverno emocional que se perpetua ao longo dos dias, ao longo do ano! Dentro dela passam repetidas vezes os cenários que viveu, os sorrisos e momentos de felicidade. Por ela passam lá fora, oportunidades de escrever nova história, de viver novos cenários, de se reencontrar com a felicidade. Decidiu morar no inverno, decidiu fechar-se à Primavera... decidiu isolar-se e negar-se a algo tão básico como: viver! ...lá fora os pássaros chilreiam, lá fora é Primavera!
É um frenesim de compromissos, de pequenas pessoas com quem queremos estar para compensar o tempo que nos foi privado! São palavras e palavras de atraso, são sorrisos que estavam em falha, são momentos de pura magia que nos causam aquela vertigem... por sabermos que são únicos... Mas por vezes, o tempo parece parar... as pessoas, os movimentos, as palavras gelam e restamos nós... com o vazio em redor, conseguimos ver que apesar da felicidade em que nos vemos mergulhados, apesar de todo o cenário... algo está em falta! ...sabemos que há algo fora deste pequeno núcleo! ...algo que nos faz querer evadir, querer escapar por momentos! ...algo que nos faz querer continuar! ...algo!
Ela senta-se encostada na cadeira, fica a olhar com uma falsa atenção aos acontecimentos que ele, diante dela narra. Acena, de quando em vez, afirmativamente com a cabeça, como se concordasse com o que na verdade nem está a ouvir... pois há muito já se distraiu com os traços de rosto dele, já se perdeu no infinito dos olhos de cor âmbar. Sente já uma imensa saudade desses lábios carnudos que vão debitando palavras soltas, que lhe passam ao lado, por estar num outro mundo. Ele pergunta-lhe alguma coisa. Ela apercebe-se que não se safará com um "sim" ou "não", tampouco com um acenar de cabeça... Sente-se envergonhada. Sente-se mal por não estar a prestar atenção ao que aquele homem diante dela estava disposto a partilhar. Um tom rosado sobe prontamente às faces, e o rubor transporta consigo todo o calor e desconforto possíveis de imaginar. Da sua boca apenas consegue soltar um: "desculpa, não percebi..." muito desajeitado. Ele apercebe-se, aproxima-se e acaricia-a ao de leva na maçã de rosto ainda vermelha: "Não ouviste uma única palavra do que eu disse pois não?" Nela cresce a vergonha, nele a vontade de a beijar... de vontade à acção apenas uns centímetros... dos centímetros à realidade... um mundo!
A lovestruck Romeo, sings the streets a serenade Laying everybody low with a love song that he made Finds a streetlight, steps out of the shade Says something like, "You and me, babe, how about it?"
Juliet says, "Hey, it's Romeo, you nearly gave me a heart attack" He's underneath the window, she's singing "Hey, la, my boyfriend's back You shouldn't come around here, singing up people like that Anyway, what you gonna do about it?"
Juliet, the dice was loaded from the start And I bet, and you exploded in my heart And I forget, I forget.. the movie song When you gonna realize, it was just that the time was wrong, Juliet?
Come up on different streets, they both were streets of shame Both dirty, both mean, yes and the dream was just the same And I dream your dream for you and now your dream is real How can you look at me, as if I was just another one of your deals?
Well, you can fall for chains of silver, you can fall for chains of gold You can fall for pretty strangers and the promises they hold You promised me everything, you promised me thick and thin, yeah Now you just say, "Oh, Romeo, yeah, you know I used to have a scene with him"
Juliet, when we made love, you used to cry I said, "I love you like the stars above, I love you till I die" And there's a place for us, you know the movie song When you gonna realize, it was just that the time was wrong, Juliet?
I can't do the talk, like the talk on the TV And I can't do a love song, like the way it's meant to be I can't do everything, but I'd do anything for you I can't do anything except be in love with you
And all I do is miss you and the way we used to be All I do is keep the beat, and the bad company And all I do is kiss you, through the bars of Orion Juliet, I'd do the stars with you any time
Juliet, when we made love, you used to cry I said, "I love you like the stars above, I'll love you till I die" There's a place for us, you know the movie song When you gonna realize, it was just that the time was wrong, Juliet?
A lovestruck Romeo, he sings the streets of serenade Laying everybody low with a love song that he made Find a convenient streetlight, steps out of the shade He says something like, "You and me, babe, how about it?"
Para parar por momentos e respirar, para recarregar baterias, para saborear o doce travo da felicidade e esquecer o amargo que tende a ficar preso mais facilmente às nossas papilas gustativas... Para ver aquelas faces que nos são queridas, para mimar o meu Zoo... para vibrar com a alegria deles por ali estar novamente... Por ser o meu refúgio, o meu sítio secretamente mágico, notoriamente milagroso! Cheguei ontem à tarde, e já estou de partida... mas valeu a pena!
Se eu dissesse o que corre em mim? Na minha alma? Se eu dissesse que não sou forte, não sou segura e calma como tento convencer? Se dissesse que a cada passo que dou tremo com a incerteza típica dos fracos? Que cada dia que se levanta mais soturno me causa uma enorme e arrepiante angustia do desconhecido? Que tenho com a solidão uma relação de uma dualidade ímpar, que me remete para uma grande amizade e ódio? Que não sei o que sou? Que não sei se quero saber?
...se eu o dissesse...
...quererias ouvir? ...ou preferirias ficar sem saber?
Nunca como hoje as coisas se apresentaram tão relativas! Não há um futuro delineado, projectos avançados, ideias a solidificar pelo caminhar nas horas dos dias... Milhares de cenários se levantam no meu horizonte, destes poucas dezenas me parecem dotados de alguma beleza! Busco no entanto, por estes dias o cenário para mim...! Não o cenário belo, não o aceitável, tampouco o "correcto"! ...talvez me busque a mim, numa insana pesquisa pelo impossível!
Por vezes fazer tudo bem, ser correcto, não é o suficiente para nos aliviar do peso de consciência que advém do sofrimento de outrem! Torna-nos agitados, leva-nos à hiperventilação.. causa alguma impaciência e mau estar! Mas analisando as coisas friamente, não poderia ser de outro modo! Verdade é que muitas coisas cabe-nos a nós escolher... outras na vida no entanto, fogem totalmente ao nosso controlo! Não podemos decidir quem amar, por quem nos apaixonar, não conseguimos deixar de o fazer! É o que nos caracteriza afinal... não poderia nunca escapar do marco humano que também em mim corre, vermelho, quente e bombeado por um coração... nem sempre tão vivo como por estes dias!
Nestes dias só me tem dado mesmo para cantar.. não tenho aquelas célebres verborreicas incursões pela literatura, como alguém, certo dia referiu! Não que não haja o que dizer, porque assunto não falta... mas porque existem momentos em que estamos simplesmente concentrados em saborear as pequenas e deliciosas coisas que nos vão encontrando!
Por isso, hoje fico-me só pelos meus companheiros, os The Killers =)
Change your Mind - The Killers:
"Racey days Help me through the hopeless haze But my oh my Tragic eyes I can't even recognise myself behind So if the answer is no Can I change your mind
Out again, a siren screams at half past ten And you won't let go While I ignore, that we both felt like this Before it starts to show So if I had a chance Would you let me know
Why aren't you shaking Step back in time Graciously taking Oh your too kind
And if the answer is no Can I change your mind
We're all the same And love is blind The sun is gone Before it shines
And I said if the answer is no Can I change your mind"
(o videoclip não corresponde, não tem sequer importância...mas é mesmo para quem não conhecer, poder ouvir a música x)
São das coisas que mais falta me fazem quando estou no Porto, quando estou cansada, quando me apetece evadir desta realidade... Espanta-me só agora fazer um post dedicado a eles... não vão aparecer todos, porque não tenho foto de "família" zoológica!
(Xica e Xana, ainda pequeninas)
(Alfa, a mais recente aquisição) ... Só de os ver e pensar neles, já arrebito! =)
Gosto da série, gosto do vídeo, gosto da música, gosto da letra, gosto de a cantarolar...
"2 AM and she calls me cause I'm still awake Can you help me unravel my latest mistake? I don't love him, winter just wasn't my season. Yeah we walk through the doors so accusing their eyes Like they have any right at all to criticize Hypocrites, you're all here for the very same reason.
Cause you can't jump the track We're like cars on a cable and life's like an hourglass glued to the table, No one can find the rewind button, girl So cradle your head in your hands. And breathe, just breathe, whoa breathe, just breathe
May he turned 21 on the base of Fort Bliss "Just a day," he said down to the flask in his fist Ain't been sober since maybe October of last year Here in town you can tell he's been down for awhile But my God it's so beautiful when the boy smiles Wanna hold him maybe I'll just sing about it
Cause you can't jump the track We're like cars on a cable And life's like an hourglass glued to the table, No one can find the rewind button, boys so cradle your head in your hands And breathe, just breathe, whoa breath just breathe
There's a light at each end of this tunnel You shout cause you're just as far in as you'll ever be out And these mistakes you've made You'll just make them again if you'll only try turnin' around
2 AM and I'm still awake writing this song If I get it all down on paper it's no longer inside of me Threatening the life it belongs to. And I feel like I'm naked in front of the crowd Cause these words are my diary screamin' out aloud And I know that you'll use them however you want to.
But you can't jump the track We're like cars on a cable And life's like an hourglass glued to the table, No one can find the rewind button now Sing it if you understand, yeah breathe Just breathe, oh oh breathe, just breathe, oh breathe, just breathe, oh breathe, just breathe"
Qualquer dia que fosse já seria difícil esquece-lo. No dia que foi, será praticamente impossível! Sim, sei que posso ter cometido um grande e irremediável erro...mas fiz o que achei mais correcto na altura, não tenho o direito de enganar ninguém, nem de me enganar a mim!
Espero que os demais tenham tido outra sorte para esse dia ;)
"Well it rains and it pours When you're out on your own If I crash on the couch Can I sleep in my clothes? 'Cause I've spent the night dancing I'm drunk, I suppose If it looks like I'm laughing I'm really just asking to leave
This alone, you're in time for the show You're the one that I need I'm the one that you loathe You can watch me corrode like a beast in repose 'Cause I love all the poison Away with the boys in the band
I've really been on a bender and it shows So why don't you blow me a kiss before she goes?
Give me a shot to remember And you can take all the pain away from me A kiss and I will surrender The sharpest lives are the deadliest to lead A light to burn all the empires So bright the sun is ashamed to rise and be In love with all of these vampires So you can leave like the sane abandoned me (...)"
Foi-me lançado um desafio pela Carla… pois muito bem cá vão as minhas manias:
Casa: Gosto de apagar as luzes do quarto, acender as velas todas e por uma musica. Dependendo do estado de espírito remeto-me para o fundo da cama a ouvir, ou danço até me esgotar. Tenho de dormir com os pés fora da cama, não suporto ter os pés quentes. Enquanto lavo os dentes ando pela casa, venho cá fora, vou passear… Passo o tempo a cantarolar
Listas: Tenho a mania de listar tudo. Tarefas diárias, semanais, mensais, anuais.., Listas de estudo, listas de compras, listas de roupa, lista de músicas, listas de prendas, listas de despesas, listas, listas, listas… listas!!!! Passo o tempo a cantarolar
Relógio: Uso o do telemóvel essencialmente… estou de tal modo habituada a não o ter, que por vezes, mesmo com ele posto pergunto as horas aos outros. Passo o tempo a cantarolar
Música: Sempre! Durante as viagens, em casa, enquanto estudo, enquanto trabalho, quando preciso de organizar ideias, quando quero esquecer certas ideias… Tenho selecção de músicas para as ocasiões. Tenho a música para deprimir, para animar, para meditar, para dançar, para estudar, para as viagens… e são todas minhas. Passo o tempo a cantarolar!
Cozinha: Gosto de inventar, gosto principalmente de fazer doces! Tenho a mania do frigorífico: Tem de ter as coisas com uma determinada ordem… pode parecer estranha, mas para mim faz sentido! Passo o tempo a cantarolar!
Passo o mesmo desafio a outras 5 pessoas, que espero que o cumpram: Balhau Manu Minhoca Milene Tia
Pelo desenho, pela espontaneidade, pela amizade incondicional, pelos inúmeros momentos que passei contigo, e que sem dúvida marcarão a recordação dos anos de faculdade, de praxe... os melhores, os "verdes anos"
A autora do desenho:
E para agradecer:
"Oh well I don't mind, if you don't mind 'Cause I don't shine if you don't shine Before you go, can you read my mind?"
Dá vontade de dizer, dá vontade de pedir, dá vontade de largar tudo o que rodeia, todas as rotinas e convensões.... e ir! Dá vontade de seguir um rumo menos meu, menos racional... mais colorido!
Quatro meses para me despedir de quatro anos de rotinas, de amizades, de vivências... algumas coisas já gostaria de ter deixado para trás, voltado a página há algum tempo. Mas os amigos... esses? Saber que vou perder uma cumplicidade mágica, um apoio mútuo e diário, e que vou caminhar num rumo incerto. É sofrer por antecipação. É sentir-me desprotegida!
Vestem-se a preceito, usam floreados, adereços de mil cores todos combinados para levar a um traje específico, a um estereótipo preciso! São sons, são movimentos enérgicos de três dias que parecem conter toda a felicidade quantificada para esse ano... Vestem-se a rigor, despindo previamente as tristezas, as preocupações, o "eu" que as povoa nos restantes dias! E repentinamente todos se conhecem, todos falam e riem entre si, partilham segredos, partilham alegrias. Partilham uma alegria que pretendem tornar perene, numa ingenuidade típica de estados mais elevados de uma adrenalina muitas das vezes alcoólica... Nestes dias são tudo aquilo que desejavam, são tudo aquilo que admiram, que não têm coragem de assumir... Este ano para comemorar o Carnaval, também eu me vou vestir a preceito, também eu vou cumprir o ritual e fazer tudo aquilo que durante o ano não tive coragem... este ano... eu vou tirar a máscara!
Fartam-me as disciplinas descontextualizadas, os conteúdos sem sentido. Farta-me perder tempo, deitar horas fora numa vida sempre curta, com matérias inúteis e frustrantes. Fartam-me os exames farça, exames previamente corrigidos, previamente decorados, por alunos previamente seleccionados. Farta-me ser conivente com a instituição. Farta-me pagar propinas, e não ter acesso a Ensino, muito menos "Superior". Farta-me ver o tanto que se gasta e o nada a que se aplica, farta-me ver um ano contra-producente, farta-me pensar que poderia estar agora a aprender efectivamente.
Com quatro exames numa semana, com mais matéria que uma normal mente poderia sequer ler (quanto mais interiorizar), com matéria que não faz qualquer sentido estudar... A música mais irónica possível:
Took a ride to the end of the lane Where no one ever goes Ended up on a broken train with nobody I know But the pain and the longing's the same When you're dying Now I’m lost and I’m screaming for help alone
Relax, take it easy For there is nothing that we can do Relax, take it easy Blame it on me or blame it on you
It’s as if I’m scared It’s as if I’m terrified It’s as if I'm scared It’s as if I’m playing with fire Scared It’s as if I’m terrified Are you scared? Are we playing with fire?
Relax [Love] There is an answer to the darkest times It’s clear we don’t understand it, but the last thing on my mind Is to leave you I believe that we’re in this together Don’t scream, there are so many roads left
Relax, take it easy For there is nothing that we can do Relax, take it easy Blame it on me or blame it on you
Relax, take it easy For there is nothing that we can do Relax, take it easy Blame it on me or blame it on you
Relax, take it easy For there is nothing that we can do Relax, take it easy Blame it on me or blame it on you
Relax, take it easy For there is nothing that we can do Relax, take it easy Blame it on me or blame it on you
It’s as if I’m scared It’s as if I’m terrified It’s as if I'm scared It’s as if I’m playing with fire [Relax] Scared It’s as if I’m terrified Are you scared? Are we playing with fire?
Relax Relax
Same day I want to dress for wedding Same day while I won't married What happened, He's go married another girl While he's married another girl, I am very very sad I can talk like God take my legs How he's married a different lady, I no believe.
After one months I am send up in balcony Some bomb, come for my eyes. My eyes gone. My eyes gone in bomb, now I have only one eyes. I am sad, until now I no married any man after.
Durante muitos anos pensei em fazer da profissão um modo de os ajudar, pensei em dedicar-me em exclusivo a essas criaturas que tanto me fascinam, talvez tivesse feito melhor em não mudar de ideias, talvez! Hoje o que me leva a escrever não é a orientação profissional, tampouco uma reflexão sobre a decisão que em tempos tomei. Hoje decidi escrever por eles, por esses meus amigos de 4 patas, quer miem ou ladrem. O que me arrastou a este ritual foi o facto de não compreender como algumas pessoas conseguem olhar para eles e tratá-los como mero objecto, como efectivos cães e gatos de "louça", apenas para melhor completarem a decoração de um jardim, para ladrarem se alguém passar, funcionando como simples radar... não sei, não percebo como podem ser tão insensíveis, tão mórbidos ao ponto de sentenciarem a uma morte lenta e degradante seres vivos, seres que apesar de viverem autenticas torturas, são incapazes de responder na mesma moeda, são incapazes de mal tratar um mau dono, de se vingarem por uma vida miserável! O que me leva a escrever, é a raiva que sinto por esta minha impotência, por esta incapacidade de convencer e demover essa "gente" de actos tão absurdos, para com aqueles que somente nos dão amizade!
Por vezes é assustador pensar como a nossa visão sobre as coisas, em situações de pressão muda drasticamente. Esta semana foi a última, marcou o encerramento de um semestre, nunca esperei tanto pelo seu término... se noutra altura fosse, ficaria feliz por estar de férias, neste momento, ansiava o seu fim para finalmente ter tempo e poder estudar para os exames!
Começou, da melhor maneira ele entrou, anunciado por um ecrã e por um burburinho vago para além da janela! Foi festejado com Moet, e com 12 passas simbólicas, bem mais deliciosas e especiais. A cada uma seguiu-se um desejo... e sendo apenas 12, representam cada um deles uma resolução e o traçar de uma rota, um percurso de vida! Este ano vai ser um dos mais importantes da minha vida... começou bem, espero que assim continue, e que todos os medos que tenho e inquietude que sinto, se revelem infundados e me vão abandonando com o vaguear pelos dias... Aqui vamos nós!
E é com toda a pressa que o novo ano se aproxima, se vai tornando maior, mais nítido a cada hora que corre... Não faz parte de mim aquele espírito que atinge as pessoas por esta altura, aquele frenesim de programar uma noite perfeita, para começar o novo ano da melhor maneira! Não sou de correr para o Shopping à procura da vestimenta adequada, não compreendo aquelas superstições relacionadas com a cor da lingerie, ou o pé em que nos apoiamos, nunca percebi como é que as pessoas podem pensar que isso influencia o modo como o futuro ano correrá... Até a festa, o fogo de artifício, todo o aparato me é um pouco estranho... De qualquer modo,este ano, o meu Reveillon há-de ser diferente, não pela roupa, não pela superstição, não pela festa....simplesmente pela companhia! E independentemente de como tu passares a tua, só espero que esta seja uma passagem para um ano melhor! Porque 2008 vai ser o ano, o palco para muitas decisões e mudanças! Espero ser feliz, e concretizar alguns sonhos que venho a acalentar em mim... a todos vocês, os mesmos votos!
Chegou a altura em que se propagam os votos de felicidade... em que uns rejubilam pelo pouco que podem dar e receber, em que outros competem pelas prendas mais excêntricas e em que uns poucos vivem a altura pelo espírito que ela invoca. Não vou falsamente enquadrar-me em nenhum destes grupos, nem tampouco falar deles... este ano o meu Natal chegou mais cedo, trouxe-me precisamente o que mais desejava! Como todos tenho os meus desejos, os meus votos, as minhas ambições... apenas desejo intimamente que elas se concretizem.... de material não quero, porque não preciso de nada! Aos que me visitam, amigos a quem certamente já tive a oportunidade de desejar um óptimo Natal apenas reforço uma vez mais a ideia... Desejando apenas que estejam tão felizes quanto eu! :)
Momentos há em que não se pode fazer mais senão decidir, momentos há em que as decisões são para uma vida, momentos há em que o acto de decidir é solitário! Em todos estes momentos não existem certezas, não existe um caminho indicado, aquele que devemos seguir, o "bom"! Nestes momentos, apenas podemos pesar critérios, arriscar numa direcção e desejar fortemente ter tomado o rumo certo... Momentos, mudam uma vida.... e eu espero ter mudado a minha no caminho certo!
Não souberam? Não repararam? Pois para mim foi uma data importante, um marco. O passado dia 11 foi um daqueles dias especiais, estamos de parabéns! Vai-se repetir, vai ser secreto, mas eu vou celebra-lo cada dia, cada mês, até ao dia em que o esquecimento tome conta dele!
Porque se me tivesse de escolher a música que define a "filosofia" actual.... a "minha" música:
Change Everything you are And everything you were Your number has been called Fights, battles have begun Revenge will surely come Your hard times are ahead Best You've got to be the best You've got to change the world And use this chance to be heard Your time is now
Change Everything you are And everything you were Your number has been called Fights and battles 've begun Revenge will surely come Your hard times are ahead
Best You've got to be the best You've got to change the world And use this chance to be heard Your time is now
Don't Let yourself down Don't let yourself go Your last chance has arrived
Best You've got to be the best You've got to change the world And use this chance to be heard Your time is now
Quando lá entrei pareceu-me apenas mais um, trajado de branco, daqueles que nem sequer nos olham, nem sequer nos vêem... Entrei timidamente para aquele diminuto espaço, fechei a porta atrás de mim, e com ela fechei o espaço e tempo em que vivia, entrei numa nova dimensão... encontrei um pouco de mim! Cada palavra que disse, mas principalmente cada palavra que ouvi serviu para conseguir evadir-me do corpo que trago vestido e ver-me não através desse simples reflexo no espelho, mas sim pelo que sou! Foi assim que acabei o mês de Novembro, o mês dos meus anos, o mês que um dia me trouxe ao mundo, e mais uma vez, vinte e um anos depois me deu uma nova dádiva! Sim, Dezembro chegou, um novo mês chega, fazendo ponte com o novo ano e de repente, tudo parece ter uma nova perspectiva...
.... não fez sentido? Talvez também precises de uma breve visita ao Senhor de Branco ;)
Já gostava, muito, de gatos...hoje, arranjei apenas mais um motivo,uma concretização para isso... deixem que vos apresente a Nora, a gata que eu ainda vou ter um dia :)
É contínuo, faz já parte de mim, penso eu, este meu problema, esta minha particularidade... As palavras que uso, mas principalmente os pensamentos que me povoam, não são inteligíveis por quem as lê, ou quem lhes acede! Por vezes provoca ansiedade, outras uma tremenda tristeza e desilusão. Mas apenas sou eu, como todos, tenho problemas, este talvez será um dos meus mais frequentes... Ninguém conheço que leia nas minhas divagações, o meu mais puro estado de espírito, a minha forma de estar mais sincera... Não é nenhum "fosso" cavado, nenhum estado de "intelecto" construído com propósitos de abrilhantar uma existência sem grande significado.... quando recorro às palavras, quando me deixo guiar por elas, apenas deixo escapar um fio do grande novelo que é a minha mente. Apenas me purifico e organizo! Sinto-me bem, imensamente bem...
...é já o suficiente para continuar, não preciso de mais, não o procuro!
Lentamente começam a ajustar-se, começo a ter mais um ilustre habitante no fantástico mundo das memórias.... Já o vejo a falar com essa doce senhora de tez marcada pelos anos e sorriso terno, já os vejo a ambos a acenar na minha direcção. Ao aproximar-me constato que existe mais gente naquele agradável espaço, vejo a minha querida amiga a rir enquanto corre noutra direcção, vejo um mar de luz e sorrisos que já não me lembrava ter vivido! Mas decido juntar-me a eles os dois, sento-me mesmo ao lado do grande cão amarelo que boceja agradavelmente e defronte a um gato cinzento, com uma pequena cabeça preta, olhos azuis que de imediato toma posição no meu colo. Olho estas duas pessoas, tão familiares, tão queridas... o rapaz de olhos grandes toma-me a face entre as suas mãos grandes e macias, acaricia-me os cabelos, coloca-me um beijo na testa e outro nos lábios.... A senhora, com o seu constante sorriso no olhar, esboça também um nos lábios, agarra-me uma das mãos e diz "Oh Joaninha, já tinha saudades tuas! Abençoada sejas"! E nesse momento, eu sou-o efectivamente!
Nesta noite em que as luzes trémulas de um Natal anunciado se juntam aos meus passos. Num caminhar sem rumo, vejo em cada vislumbre de face, em cada vulto um pouco do que procuro com todas as forças esquecer... Cada imagem, cada projecto, cada esperança, tem ainda um pouco dessa marca entranhada. Uma marca que se penetrou de tal modo que não é comandada pela minha vontade! Nunca antes me pareceu tão notória e abrupta a distinção entre razão e sentimentos! Porque um deles já há muito se apercebeu do que fazer, já se conformou, já se tentou reorganizar, mas o outro, por sua vez, teima em ficar num patamar, numa era que não mais é! Mas é assim que vou continuar a caminhar, sem rumo, num trémulo vaguear ao ritmo dessas luzes frias que me acompanham... sabendo que não conseguindo controlar, sigo pois, ouvindo-o a cada contracção...
Nem sempre é fácil, tende a esconder-se... Como se esconde, ganha vergonha, cria repulsa e não se mostra mais... O sorriso também se treina, mostra-se com mais facilidade se o fizermos com maior regularidade, se tivermos uma boa equipa para o fazer! O meu tem estado mais activo estes dias, se calhar até mais do que nunca, porque é constante, porque apenas depende de mim, e desses meus prolongamentos a quem chamo amigos! Já alguém, detentor de imensa estima minha me dizia: "sorri, mesmo quando estás infeliz"! Parecia um contrasenso, uma ironia...mas é simplesmente a melhor das terapias...
Os dias passam diante dos meus olhos, mas o meu estado de letargia não me permite fazer mais do que observar os movimentos, observar a entrada e expansão desse Outono que cresce e insiste em roubar de dia para dia mais uns segundos de luz. Nada consigo fazer, nada consigo dizer, apenas a minha mente se encontra muito mais activa. Nela passam rasgos de pensamentos, como que imagens de um filme do qual gostamos muito e que já acabou. Continuamos a ver e a pensar nas personagens, figurantes que já pertenceram ao enredo principal, que mereceram lugar de destaque, mas que foram, não mais voltam. Por razões incontroláveis à própria vontade essas personagens ocupam todo o pensamento, aparecem em todos os detalhes, a sua presença sufoca, torna-se dolorosa. De uma dor aguda e persistente que entorpece… nada mais consigo fazer, ou dizer… Fico estagnada, suspensa no espaço, num tempo que se esfuma entre os dedos da minha mão a olhar o nada e vendo nele nitidamente os contornos dos momentos em que fui feliz!
As situações mais insólitas acontecem sempre nas ocasiões mais inesperadas, mas muitas das vezes, quando delas mais precisávamos. Não parece de todo lógico, nem racional o porquê de em determinada altura encontrarmos a pedra preciosa pela qual, mesmo que inconscientemente, sempre procuramos. Talvez isso aconteça porque nessa altura estamos mais receptivos, mais atentos, talvez... mas não deixa de parecer mágico, não deixa de parecer uma dádiva! São apenas breves momentos, mas trazem-nos novos alentos, novas esperanças, e um renascido sorriso ao rosto! Nada é tão bom, do que saborear um beijinho com chocolate!
Foi como se estivesse à espera que eu dela necessitasse. Este ano ela tardou, veio de repente e sem dar qualquer sinal... foi de um dia para o outro! Quando abri os olhos, aí estavas tu!
Adoro o Outono, os tapetes fofos e coloridos de folhas e os ventos gélidos que anunciam já um Inverno próximo! Foi num dos teus dias que eu abri os olhos e respirei pela primeira vez... és tu que mais significas para mim! E este ano, mais que em qualquer outro, tu representas todo o conjunto de sentimentos que em mim fluem!
Porque por vezes aqueles nossos pensamentos soltos, os rasgos da nossa consciência, não são traduzíveis por palavras nossas:
"Oh simple thing where have you gone I'm getting old and I need something to rely on So tell me when you're gonna let me in I'm getting tired and I need somewhere to begin And if you have a minute why don't we go Talk about it somewhere only we know? This could be the end of everything So why don't we go Somewhere only we know? Somewhere only we know? "
Não, não gosto de Avril Lavigne, no entanto, quando em casa, por brincadeira a Tia pôs a tocar, embora por breves momentos.... fez todo o sentido!
"Oh oh, oh oh So much for my happy ending
Oh oh, oh oh So much for my happy ending
Oh oh, oh oh, oh oooooh....
Let's talk this over It's not like we're dead Was it something I did? Was it something you said?
Don't leave me hangin' In a city so dead Held up so high On such a breakable thread
[Pre-Chorus:] You were all the things I thought I knew And I thought we could be
[Chorus:] You were everything, everything that I wanted We were meant to be, supposed to be But we lost it (but we lost it) All of the memories, so close to me Just fade away All this time you were pretending So much for my happy ending
Oh oh, oh oh So much for my happy ending (Oh oh, oh oh)
Oh oh, oh oh
You've got your dumb friends I know what they say They tell you I'm difficult But so are they (So are they) But they don't know me Do they even know you? (Even know you) All the things you hide from me All the shit that you do (All the shit that you do)
You were all the things I thought I knew And I thought we could be
[Chorus:] You were everything, everything that I wanted We were meant to be, supposed to be, but we lost it all of the memories, so close to me, just fade away All this time you were pretending So much for my happy ending
It's nice to know that you were there, Thanks for acting like you cared And making me feel like I was the only one It's nice to know we had it all Thanks for watching as I fall And letting me know we were done
[Chorus:] He was everything, everything that I wanted And We were meant to be, supposed to be, but we lost it And all of the memories, so close to me, just fade away All this time you were pretending So much for my happy ending...
[Chorus:] You were everything, everything that I wanted And we were meant to be, supposed to be, but we lost it And all of the memories, so close to me, just fade away All this time you were pretending So much for my happy ending
Oh oh, oh oh So much for my happy ending Oh oh, oh oh So much for my happy ending
"See the animal in his cage that you built Are you sure what side you're on? Better not look him too closely in the eye Are you sure what side of the glass you are on? See the safety of the life you have built Everything where it belongs Feel the hollowness inside of your heart And it's alright where it belongs
What if everything around you Isn't quite as it seems? What if all the world you think you know Is an elaborate dream? And if you look at your reflection Is it all you want it to be? What if you could look right through the cracks Would you find yourself, find yourself afraid to see?
What if all the world's inside of your head? Just creations of your own Your devils and your gods all the living and the dead And you're really all alone You can live in this illusion You can choose to believe You keep looking but you can't find the words Are you hiding in the trees?
What if everything around you Isn't quite as it seems? What if all the world you used to know Is an elaborate dream? And if you look at your reflection Is it all you want it to be? What if you could look right through the cracks Would you find yourself, find yourself afraid to see?"
E é quando me sinto só, desorientada na penumbra de pensamentos que tu, com uma palavra, gesto, ou acção, me dás novo alento, nova força para continuar em frente! Não foi pela questão material que o que fizeste teve em mim tanto impacto, foi simplesmente, por teres tido a coragem de fazeres tudo ao contrário do que te tinha pedido... mas por teres feito tudo muito melhor! A tua atitude mostrou-me tanta coisa... bem mais que o que eu aqui, com palavras sou capaz de explicar! Resta-me somente sorrir, sempre que olho para aquele brilho rosa que luz na palma da minha mão e que é muito mais para mim que um objecto de chamadas!
Nos meses que fluíram desde a última aparição por paragens egocêntricas muito aconteceu... E como vem sendo costume, no auge das incertezas, no topo dos meus conflitos mentais eu decidi voltar! Como sempre faço-o para ouvir os meus pensamentos, os meus argumentos, e contra-argumentos na tentativa de conseguir ultrapassar mais um dos inúmeros impasses que vão surgindo! Como sempre faço-o por não existir ninguém mais a quem recorrer... Como sempre, conto acabar melhor que o que comecei... Como sempre, vou enganar-me!
Sei sim, não sou perfeita, conheço cada um dos meus defeitos e com eles venho convivendo desde sempre... melhor que ninguém os sinto na pele e o que aprendi, definitivamente, é que não posso permitir que esta minha insegurança, esta minha tendência a tomar a responsabilidade da felicidade dos outros e dos problemas dos mesmos, não pode mais, nem nunca, sobrepor-se a mim! Ninguém nunca me irá valorizar por isto, por isso mais vale valorizar-me a mim própria!
Os dias têm voado, têm fugido de mim como nunca pensei ser possível.. hoje pareço viver 24 horas com vários dias, com múltiplos acontecimentos, sem cessar, sem descanso... E quando finalmente me sento, paro um pouco, ainda me sinto mais assustada... há tanto a fazer, tanto a aprender, tantas novas portas que quero abrir... tão pouco tempo para o fazer! Quero ter muitas vidas, quero ser várias pessoas, quero completar-me a cada momento.... hoje mais do que nunca sinto que parar é morrer!
De novo, ter-te comigo, entre os meus braços, partilhar pensamentos, medos, sonhos, desejos... ver-me espelhada em ti, olhar-me nos teus olhos e conseguir identificar um novo EU, alguém mais belo, alguém diferente....
Todos os dias estamos ou pensamos nessas pessoas, a nossa felicidade, o nosso sorriso completo passa por uma felicidade e sorriso partilhados. São uma espécie de Norte nas nossas vidas, pessoas que nos orientam e que em muito marcam a rota a traçar.
Imaginar-me sem elas, é imaginar-me a pairar num interminável vazio, sem qualquer sentido para continuar com estes síncronos movimentos que coordenam a existência…
E apesar dessa suprema importância que elas representam na minha vida, apesar de serem motores de toda a minha acção, raras são as vezes que por palavras tentei traduzir estes sentimentos. Por facilitismo, por vergonha, ou por simplesmente assumir que é um dado mais que sabido! Hoje porém, resolvi despegar-me de convencionalismos, desligar-me do que sempre nos foi sendo dito, mesmo que sem que nos apercebêssemos, hoje decidi demonstrar afectos, decidi dizê-lo…. A ti, quem quer que sejas que já tocas-te no meu coração… Gosto-te!
Há muito que não tinha a oportunidade de me misturar, de desaparecer por entre o breu que extingue os meus contornos e me toma na noite, sinto-me desaparecer, como se subitamente me esfumasse e deixasse de ser alcançável aos olhos desses que comigo se cruzam.
Ao vê-los, ao sentir a brisa que os seus movimentos provocam, também me é trazida a duvida, a vontade de ler em cada rosto a alma de cada indivíduo. Perceber o que os faz andar tão rápido, o que os move, serão felizes?
E tudo parece tão despropositado, repentinamente deixa de fazer sentido ver os sacrifícios que as pessoas fazem para serem aceites, por serem mais uma gota neste imenso mar que vai traçando a história de uma espécie, que prima pela organização, pela hierarquia e que lentamente vai relegando para segundo plano a mágica e tempestiva ordem dos sentimentos, fazendo de nós seres totalmente deslocados da natureza.
Progresso, conhecimento, ordem… valores que imperam, que estão acima de muitos outros, à custa de outros valores, de outras coisas, inclusive da felicidade…
Nunca o conforto disponível foi tanto, mas também nunca foi tão frequente e intensa a tristeza nos olhos desses rostos, que deambulando cruzam com os meus por breves instantes, nesta noite em que o breu me transformou num invisível vulto que a ela pertence.
Para quê? Porquê? Para Quem? Que forças supremas ditam este contínuo e cíclico movimento coordenado de sistemas? Que me faz inspirar, expirar, inspirar, expirar… quem me mantém por este fio?
A simples solução implica força que não disponho neste momento… mas há-de vir o dia em que por caminhos mais ou menos sinuosos, recorrendo ao bom ou menos bom artefacto, eu mudarei, eu rasgarei esta mascara que desde sempre me encobriu por detrás de falsos risos, de felicidades de porcelana, por detrás de uma paz inexistente…
A face que se revelar não há-de ser alba, muito menos luminosa, mas será a minha, serei eu… que mais posso desejar então?
Pára! Deixa-me respirar, deixa-me desfrutar um pouco de ti… tempo! Dá-me um pouco de ti, deixa-me poder voltar-te atrás, deixa-me poder alterar-te, deixa-me poder crescer, nascer, de novo, vezes e vezes… quero-te… preciso de ti, mais do que nunca… tempo!
Mesmo quando penso no quão efémero tu és, mesmo aí tu foges, tu esfumas-te por entre os meus dedos e quando inspiro o que de ti resta na palma da minha mão, quando olho atrás e vejo o que restou de ti, o que aproveitei contigo… nada vejo para além deste vazio, desta sensação de que nunca te tive, porque nunca te aproveitei!
Todos os que cruzam connosco nos marcam de uma ou de outra forma, nos deixam impressa a sua marca, boa ou má ela fica latente em nós esperando o momento oportuno para se manifestar.
Desses inúmeros encontros surgem pessoas que nos impressionam, que nos cativam e seduzem, que atribuem maior sentido a esta nossa caminhada… Por essas pessoas nós mudamos planos e conjecturamos um futuro cuja felicidade passa também pelo bem-estar deles.
Mas mais que idílico, é utópico pensar que os sentimentos são recíprocos, que também essas pessoas nutrem a mesma preocupação e conjunturas e é inevitável a amarga sensação que se sente ao ficar sozinho numa triste e só calçada tentando visionar os passos desses que nunca surgirão em nosso encontro.
Quando todos aqueles em quem depositamos a nossa amizade se parecem esquecer de nós em simultâneo, qualquer ser, por mais positivo que seja entra numa nova dimensão, sente um vazio indescritível que palavras algumas poderão alterar. E quando ninguém existe para além deste pequeno ecrã para quem desabafar, nem quem nos tome nos braços confortando-nos a alma com palavras de alento… muito é posto em causa, reflectem-se prioridades e acima de tudo busca-se um sentido, um único que seja que faça despontar um sorriso no rosto e continuar caminhando…
E quando nos damos conta estamos longe, afastados por mares de indiferença e incompreensão… parece súbito, de repente as coisas mudam, aparecem perante os nossos olhos de um outro modo, como nunca antes as pudemos ver… se são os únicos e fugazes momentos de lucidez ou apenas o desespero e a gritar mais alto e a turvar-nos a realidade com a sua poderosa arma de distorção… não sei, acho que nunca saberei… de certo apenas tenho este desejo de mudar, de seguir outro caminho, outra direcção!
De olhos fechados a única coisa que me faz ter alguma esperança é a possibilidade de os abrir e ver outro cenário, um outro panorama…. É nisso que concentro todas as minhas forças, é com isso que sonho todos os momentos e é isso que ainda me dá alguma força para continuar a forjar um falso sorriso…
Mas o que mais custa é abrir os olhos, e ver que tudo permanece igual, que continuo aqui deitada, defronte a uma luz pálida de um monitor, onde vão surgindo lentamente rasgos de pensamentos difíceis de articular… é tão dura a realidade, tão difícil confronta-la que prefiro manter os olhos….fechados!
Do murmúrio, do ruído de fundo, de uma porta entreaberta surges. E não há tradução em vocábulos o quanto mexe por essa visão, por ter a minha própria face diante de mim. Para longe foram varridos aqueles dias lúgubres em que a insana tristeza perseguia em me acompanhar... Não há tormentos, não há tristeza, apenas há a sensação de estar a caminhar sobre o azul esverdeado de um imenso mar, numa maré tranquila. Com a insensatez típica dos felizes, de pensar que tudo permanecerá assim, ad eternum.
Quando as coisas correm bem parece que tudo está em sincronia connosco. Parece que todos os mais banais acontecimentos, os mais pequenos seres são alusões à nossa própria felicidade, que é constantemente transcrita em novas linhas desse código que comanda a natureza. E a flor do jardim emociona, e o mais pequeno insecto comove, e tudo é em si e por si belo! Queria poder viver assim para sempre, e preservar este estado sensível que brotou de mim saindo e aspirando tudo o que me rodeia como um doce trago de um suco que alimenta o eterno mundo dos sorrisos.
Por estes dias tenho andado, tenho aprendido, tenho crescido! Por estes dias calquei anos de aprendizagem, e experimentei o desejado ambiente salutar que tanto imaginava, e que nem em sonhos me parecera tão bom. Esta será a minha última semana no paraíso. Estes serão os últimos dias de que disponho para sorver todo o conhecimento e oportunidades de que nunca julguei dispor. Num mês dei um significado procurado a três anos de incertezas e a três meses de angústia... Só posso agradecer a quem tão bem me acolheu e me fez sentir.
E por um tempo que me parece impreciso pisei esse salutar chão, ouvindo os passos dessas gentes remotas. É incalculável e indescritível a paz que se sente perante tal espectáculo. É o regresso ao estado mais puro, mais ingénuo e mais feliz que encontro em mim. E comigo esse leve ruído, único som ouvido por essas passagens, que se cria pela suave carícia das folhas nos meus pés a cada passo. Ao longe ouvem-se ainda um e outro animal que mostram a sua presença através de um límpido chilrear, de um estridente latir... Em menos de nada voltei a ser a criança que fui em tempos, descalça, de trança dourada e sorridente. Voltei a descer aquele caminho de terra, numa pressa incansável de crescer. Voltei a ver o teu luminoso sorriso lá em baixo, à minha espera, mostrando-me já o calor de quem ama sem nada esperar senão um abraço e um sorriso de retorno.