quarta-feira, março 26, 2014

Dia mundial do chocolate

Hoje o dia merece a política KISS:
*Keep
*It
*Short and
*Simple



sábado, março 22, 2014

Miss J with love`*

O amor mostramo-lo nas pequenas coisas:
No afecto.
No cuidado.
Na presença.
Num olhar.

Sempre fui de considerar coisas pequenas, detalhes. Desde leves pormenores das acções a formas de expressão verbal e/ou não verbal. Em todas estas formas se vê o afecto, mas também se sente a falta dele.

Apesar de o tentar contrariar vitalmente, tendo ainda em esperar essas formas de amor, as mais genuínas.
Mas se por um lado, num campo específico tem-se mostrado infrutífera. A Miss J através desse canal aberto de comunicação entre almas - directo- tem raiado os dias dessa luz de Primavera.
Tudo valerá a pena.
Um dia olharei para trás e terei percebido o porquê desta completa turbulência neste ponto específico do percurso. Desejo esse dia, anseio-o como se de um nascimento se tratasse... e talvez se tratará.

terça-feira, março 18, 2014

Fictitiously

Acende um cigarro.
Trémula, desse nervoso miúdo que electriza quem sente no seu âmago o potente soco da injustiça.
Aspira freneticamente esse conteúdo que se havia comprometido a deixar no passado.
E subitamente a nitidez do que a cerca vai-se perdendo, vai-se toldando a visão.
Morde o lábio. Sente esse quente sabor a sangue na boca. Impele-se a impedir que todo o tumulto se concretize sob a forma de choro.
(...)
Impacientemente tira o telemóvel do bolso, corre a lista dos contactos à procura de alguém a quem possa recorrer. Nome por nome, vão-se sucedendo imagens de pessoas, histórias cruzadas, pontos comuns. Mas rapidamente se apercebe que aquela pessoa não compreenderá.
Nome por nome...
E a lista acaba. 
Retoma-a. 
Acaba novamente.
Ninguém.
E o vazio que a assola é tal que a respiração é suspensa, o olhar fica vazio. Lentamente deixa-se escorregar pelas paredes e enrola-se na mesma posição que manteve nessa vida fetal, longínqua e segura.

Na cabeça dela apenas a busca incessante por um motivo. Um motivo para continuar. Ou um motivo para parar de uma vez por todas.

sábado, março 08, 2014

Don't Look Back In Anger





Slip inside the eye of your mind 
Don't you know you might find 
A better place to play 
You said that you'd never been 
But all the things that you've seen 
Will slowly fade away 

So I start a revolution from my bed
'
Cause you said the brains I had went to my head 
Step outside, the summertime's in bloom 
Stand up beside the fireplace 
Take that look from off your face 
You ain't ever gonna burn my heart out 

 And so Sally can wait 
She knows it's too late 
As we're walking on by 
Her soul slides away
 "But don't look back in anger!"
 I heard you say




*

quarta-feira, fevereiro 12, 2014

Por mais


Por mais que passem os dias, mudem as estações. Parece que este momento foi ontem.
E lembro-me de recorrer a ele em momentos particulares, como que buscando algo em mim. E é nele que alimento novamente a minha força.
Tanto passou, tanto nos fez mudar, mas independentemente, e apesar do que nos fez e tende a fazer colidir nas questões teóricas fracturantes, estes momentos de paz. Os momentos em que tenho esse quente aconchego e encontro os teus olhos. São indescritíveis.
Como foi indescritível reencontrar-te, e a mim.
Não sei, nunca poderei saber o que o futuro me reserva. Sei apenas que o presente me traz uma explosão de sensações que são potenciadas por um medo quase irracional  de voltar a estar tantos anos afastada deste bem estar.
*
Conheces e compreendes como ninguém os meus mais íntimos desejos que durante bastante tempo tentei reprimir. Partilhas e falas deles como teus, como os mais naturais planos a ter presentes.
Fizeste-me redescobrir e relembrar muito de mim que estava dormente. E isso é mágico, mas assusta também.
Porque não sei como pode ser uma vida sem ti, por perto.

domingo, janeiro 26, 2014

Bubble




São pequenas coisas que às vezes nos fazem sentir expostos ou vulneráveis.
Basta alguém olhar e ver as nossas fragilidades. No frenesim de um mundo tão impessoal sentir que alguém nos vê com todas as intrínsecas fragilidades é algo inesperadamente assustador. Um lugar desconhecido. Que nos traz um frio na barriga, típico do pisar terreno novo.
Hoje senti-me assim, tu tens esse dom. Nos teus silêncios e aparente distracção vais vendo e acedendo ao mais íntimo dos detalhes.
És tu.

quinta-feira, janeiro 23, 2014

Desconstrução - No dia em que desaprendi a Anatomia Patológica

Todos conhecemos alguém que desempenha funções para as quais não é a pessoa mais indicada.
É uma constante no atendimento nos serviços públicos, nos cafés e restaurantes. E é sempre uma situação que lamentamos duplamente. Se por um lado estamos a ser mal servidos/atendidos, por outro certamente existirá no mundo alguém mais motivado e indicada para aquela mesma função, que faria com que tudo fluísse mais natural e harmoniosamente.
Não é o meu primeiro exemplo para esta situação. Mas é sem dúvida alguma o exemplo mais doentio e revoltante com que tive o desprazer de me cruzar.
Todas as profissões acarretam uma responsabilidade intrínseca. Adaptada às funções que se desempenham, mas a responsabilidade está sempre aliada a um bom desempenho. Mas depois há aquelas profissões que requerem dose extra. Não só de responsabilidade, mas de autoconsciência. Há simplesmente funções que marcam demasiado a vida dos outros para que os responsáveis se possam dar ao luxo de fazer as coisas às três pancadas. São inúmeros os exemplos de profissões que se enquadram nesta descrição. Hoje tenho mesmo de abordar um em concreto.
O de uma senhora que pensa que a docência é um trono do qual pode ditar as regras que quer, leccionar o que bem entende, sem qualquer ordem, objectivo, rigor ou correcção. É triste, é profundamente triste como ao fim de 19 anos como estudante (esta é a minha 19ª matrícula), vejo alguém deitar por terra todo a imagem que tinha do papel de um docente.
Esta aventura já começou há algum tempo, desde a recusa da equivalência com base no capricho de "não dou equivalências a ninguém", alegando oficialmente uma "formação demasiado específica", mas sem com isto justificar qual(ais) os conteúdos programáticos em falta.
Com as primeiras aulas veio a dualidade de critérios. Se um licenciado em Anatomia Patológica não tem competências para ter equivalência à unidade curricular :"Anatomia Patológica", já um aluno do 4º ano de Medicina, cuja experiência para além da (nenhuma) formação dada pela própria no ano anterior é apresentado como o assistente das aulas práticas, com capacidade inclusive, espantem-se, de avaliar trabalhos práticos e corrigir exames.
E nas aulas dão-se conceitos que vão contra tudo o que é descrito pelos livros de referência ou artigos científicos. Os mesmo conceitos são avaliados na frequência teórica, ficando para sempre a duvida acerca do que estará certo.
A Anatomia Patológica em Coimbra perde todo o seu sentido de área médica com vista ao estudo das alterações morfológicas que estão  na base das doenças e ganha uma dimensão mística. Ninguém sabe os critérios, ninguém sabe o que está bem, o que está mal. Aparentemente o próprio livro referência é posto em causa.
Tudo atinge um novo nível quando se equaciona alterar e manipular as notas da componente prática de modo a dar a nota máxima a quem tiver em risco de reprovar, justificando: 

"Não posso chumbar alunos que não tenho capacidade de ter mais alunos nas turmas práticas, por isso vou dar a nota máxima à prática e quem chumbar e vier a recurso faz oral e vou fazer perguntas até responder alguma coisa certa e der para passar".

Isto bloqueia-me qualquer capacidade de comentar, sinto-me presa, sem voz, sem capacidade de qualquer tipo de acção. É tudo demasiado mau para ser verdade, é tudo demasiado triste e revoltante. Saber que se brinca aos professores com algo tão nobre, que se atiram tópicos a alunos como ossos a cães.
Triste, ver que 300 alunos de medicina/ano ficam com esta ideia da Anatomia Patológica.
Triste ver como 300 alminhas não se sabem juntar e reivindicar o direito a um ensino de qualidade.
Triste por ter me sentir a embrutecer de dia para dia. Triste por deixar que isto mexa internamente e comece a condicionar uma dúvida em matérias que já foram naturais e inquestionáveis.

Triste. Por ter tido o azar de entrar naquela faculdade, por ter de viver Coimbra, e todos os seus doentios vícios de província com manias de terra de "doutores" que competem para o título de pessoas com menos escrúpulos e princípios que alguma vez conheci.
Triste por nem a meio desta tortura estar e não ter já qualquer força para continuar.
Triste!

domingo, janeiro 12, 2014

Se a felicidade fosse uma fotografia



Hoje é apenas isto. Porque há imagens que dispensam qualquer descrição.

domingo, janeiro 05, 2014

Turbulência

Sei qual o destino. Não o definitivo, mas o imediato. Sei-o.
No entanto a turbulência desta viagem tem sido uma constante. Atrasa. Mói. Desconcentra. Cansa.
Gostava da serenidade necessária aos dias que se avizinham. Gostava da motivação que me parece ter abandonado no final do último ano lectivo e que não mais me quis brindar com a sua presença, apesar do meu esforço em encontra-la.
E no cimo de tudo isto há a constante solidão de um trajecto que se trilha sozinho e que apesar de ser o único que vislumbramos no momento, é igualmente aquele que nos aparta dos afectos.
Se não morreres da doença, morres da cura.
Aqui o que se levanta é a adaptação: Se não morreres sem a viagem, morres no trajecto.

quinta-feira, janeiro 02, 2014

2014

O ano novo associa-se frequentemente à reformulação de objectivos,  desejos e metas que no momento nos parecem importantes.
Aprendi a ser cautelosa com os pedidos, neste e nos outros dias. De facto, tenho para mim que se nos fossem concedidos os pedidos que formulamos, nem por isso iríamos dar por nós mais felizes.
Em boa verdade, quem efectivamente pede saúde nestas noites? Talvez aqueles que se vêm privados momentaneamente dela, mas não são a maioria certamente. O ponto a que queria chegar é que o de mais precioso e vital, o que devia constar obrigatoriamente na lista dos pedidos, é encarado como garantido. Ou seja, raras são as vezes em que pedimos o essencial à nossa felicidade.
Mas esta será sempre a altura do ano dos balanços,  da análise retrospectiva dos dias que separaram a última passagem.  Isso agrada-me particularmente,  acho saudável e benéfico.  Olhar para trás,  ver onde ganhámos,  onde perdemos,  o que fizemos de bom e de mau.
Essencialmente trabalhar (e não pedir) para que o novo ano seja ainda melhor.
Feliz 2014!

quarta-feira, dezembro 18, 2013

Miss Ju






Esta mensagem vai parecer estranha, descabida...
Mas há muito tempo que ando para me sentar e escrever-te estas palavras... até hoje não deixei chegar ao fim e fechei sempre esta janela que me permitirá hoje (quiçá) fazer chegar-me a ti.
..
Não te consigo precisar quando foi, mas desde que te conheci que em parte espelhei a minha alma, revi a minha pessoa... não por sermos cópias uma da outra, não é isso.. mas por ter em ti uma pessoa com princípios, coluna vertebral "moral", por assim dizer.. e por saber a fera que és na defesa dos teus.
És das minhas melhores amigas, daquelas pessoas que amo genuinamente e por quem daria parte de mim se preciso fosse...
E fazes-me muita falta.
Eu sei que se precisar estás aí, largas tudo e vens acorrer... eu faço o mesmo por ti sem piscar os olhos. Mas aquele convívio diário, aquele sorriso, aquela leitura e diálogo sem uma única palavra. Faz falta...
E passei muito tempo sem to dizer. Apenas porque assumimos que as pessoas o sabem. Mas hoje algo me bateu de diferente e hoje senti que não devia fechar a janela.

(...)
Nos últimos tempos tenho-me vista envolvida num processo quase de reciclagem, em que sinto uma necessidade quase visceral de organizar as coisas, traçar objectivos mais palpáveis e delinear rotas... talvez venha nesta sequência. Nesta necessidade em ter tudo assim, clean :)

E assim te mando um mega beijo, te desejo uma boa noite e até domingo, se nenhuma surpresa houver pelo caminho*
Love you*

*Pré-Natal*

- Não acreditas mesmo em nada? 
- Dentro da espiritualidade... gostava, sempre dava outra paz e conforto saber que me esperava continuação. Mas acho que não.
 (...)
 Acredito irremediável e insistentemente nas pessoas. Continuo a acreditar no amor genuíno. Sempre é alguma coisa. Acredito! 


  I Believe I've got high hopes 
It takes me back to when we started 
High hopes, when you let it go, go out and start again
 High hopes, oh, when it all comes to an end
 But the world keeps spinning  around

domingo, dezembro 01, 2013

Quentinho

Independentemente do que nos possa atirar lá para baixo,  há sempre algo ou alguém que nos iça cá para cima novamente.
Algo que nos devolve o alento e esperança num dia melhor,  a fé num mundo que por momentos deixamos de crer que seja colorido.
E foi também assim que dei por mim embebida neste completo estado de bênção.
Inesperada a hora em que tal aconteceu... mas ainda bem que acontece!

domingo, novembro 24, 2013

Presságio

O amor, quando se revela, 
Não se sabe revelar. 
Sabe bem olhar pra ela, 
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente 
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente… 
Cala: parece esquecer…

Ah, mas se ela adivinhasse, 
Se pudesse ouvir o olhar, 
E se um olhar lhe bastasse 
Pra saber que a estão a amar! 

Mas quem sente muito, cala; 
Quem quer dizer quanto sente 
Fica sem alma nem fala, 
Fica só, inteiramente! 

Mas se isto puder contar-lhe 
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe 
Porque lhe estou a falar…

(Fernando Pessoa)

terça-feira, novembro 19, 2013

2.7

Assim simples. A vida tira com uma mão, mas dá com a outra.
E como dá.
Assim simples.
Do nada (re)aparece a serenidade.
Há pessoas que são uma verdadeira bênção. Tê-las no nosso caminho, é simplesmente mágico.
Se há alguma pressão externa, superior, ou é apenas uma feliz e calorosa ironia, não sei. Mas sei que hoje recebi com umas horas de antecedência, mas melhores prendas que poderia sequer imaginar, um portal para um local mágico*

sexta-feira, setembro 06, 2013

2/3




Comecemos portanto mais um Setembro. Este será o último do 1º ciclo do curso.
A partir deste, faltará menos para o fim do que para o ponto inicial.

Nos corredores da prezada faculdade médica da cidade do Mondego, reza a lenda que este ano é o mais bonito, vamos pois ver isso. Mais interessante será de facto.
*Levo comigo as forças de mil homens, de tantos quanto comigo sofrem e riem nos respectivos momentos*

3º Ano, sê muito proveitoso por favor.



quarta-feira, agosto 21, 2013

Fernando Pessoa

"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. 
 Se achar que precisa voltar, volte! 
 Se perceber que precisa seguir, siga! 
 Se estiver tudo errado, comece novamente. 
 Se estiver tudo certo, continue. 
Se sentir saudades, mate-a. 
 Se perder um amor, não se perca! 
 Se o achar, segure-o!"

terça-feira, agosto 13, 2013

Miss Atomic Bomb

Pode faltar a empatia ou compreensão envolvente, mas enquanto houver música dos The Killers, haverá a sensação de conforto em encontrar como que um apoio, sonoro, dos pensamentos que nos surgem e um amparo invisível nas situações com que nos defrontamos.
Agosto tem-se revelado um mês muito promissor no que concerne a pontos de viragem, revelações e autênticas forças motrizes de mudança.

"But you can't survive
When you want it all
There's another side"

Há sempre um outro lado, uma outra versão dos factos, uma visão e vivência diferente dos mesmos acontecimentos. Conseguir interpretar o outro lado pressupõe alguma sensibilidade, mas acima de tudo requer interesse. Interesse em compreender o porquê daquela atitude, daquela palavra, daquele silêncio.
A nós nos cabe saber se estamos dispostos a fazer esse exercício, sendo facto que o mais fácil é simplesmente desligar.
Alguém um dia me disse que num único erro se deita por terra uma vida de boa conduta. Sempre assumi que seria um preciosismo exagerado de alguém pouco tolerante a erros. Mas vim a comprova-lo da maneira mais directa possível. Num curto espaço de tempo, sem ainda (um ano decorrido desse ponto inicial) ter-me sido dado a entender porquê, apagou-se todo o registo anterior e foi como se nunca tivesse havido qualquer história. Definiu-se o futuro.

"Look back in silence
The cradle of your whole life.
There in the distance
Loosing its greatest pride.
Nothing is easy, nothimg is sacred. Why?
Where did the bow break?"

Com o decorrer dos dias vou-me conformando com o facto de que nunca saberei ao certo o que terá despoletado a hostilidade. Mas ter tomado conhecimento pelo desenrolar dos dias, e o contraditório que nunca me foi dado, foram o bastante para saber a posição a tomar.
Este Agosto trouxe-me outra "boa nova". E não sendo apanhada completamente despercebida, foi a verdadeira confirmação. 

"Num único erro se deita por terra uma vida de boa conduta"

Farei o possível por contrariar eternamente esta premissa. Teimarei em dar uma, outra, e mais alguma hipótese de defesa a quem conheço. Ou pelo menos estarei disposta a ouvir.
Não posso fazer nada para mudar os outros, posso no entanto insistir por não me deixar alterar no que sei que fere e é injusto.

Mas isto fica entre mim, e os meus sempre companheiros The Killers, já que há pensamentos que apenas se vislumbram aqui neste espaço.

"You're keeping secrets on your pillow
Let me inside no cause for alarm
I promise tonight not to do no harm

And we're caught up in the crossfire of heaven and hell
And we're searching for shelter

Lay your body down"



quinta-feira, agosto 01, 2013

Summertime



"Summertime,
And the livin' is easy"

:)


sexta-feira, julho 26, 2013

Que não desmerece

"Aquele que não desmerece"
Assim traduzem o teu significado, a mim remetes para a referência maior. Posso hoje não ter tantos laços como outrora, mas tenho as minhas raízes.
Tenho quem me puxa a casa e quem me consegue alimentar as forças.
Actualmente no horizonte consigo até vislumbrar um cenário que te abrace. São as vantagens desta aventura que resolvi ingressar.
Serás eternamente a casa.
*
Amarante

terça-feira, julho 16, 2013

9 anos

E quem diria que quando fiz o primeiro post neste espacinho, criaria um ritual circadiano que me traz regular e ciclicamente cá.
Já se passaram 9 anos desde essa primeira sequência de palavras que resolvi partilhar.
Ego, hoje retratas muitas das minhas vivências, e recordas-me rapidamente o que aconteceu no curso destes dias...
*
Obrigada por existires

quinta-feira, julho 04, 2013

1/3

E assim se conclui 1/3 desta desafiante caminhada. Ainda tenho dois encontros com esses momentos avaliativos, mas são meramente pessoais. Não obrigatórios.
1/3 que se por um lado parece que me separa de uma realidade bem longínqua em determinados pontos, noutros parece que ainda foi ontem.
Tem custado, não vale a pena nega-lo. Mas não trocaria esta realidade por nada. Talvez a apurasse no que concerne à cidade do cenário. Tenho trabalhado nesse sentido.
Por agora só espero que o que está para vir corra igualmente bem. E em breve actualizarei isto com uma fracção mais próxima da unidade.

sábado, junho 22, 2013

Só mais um bocadinho... assim!


Está quase, e nem corre mal. Até agora.
Vamos ver se mantemos o bom caminho.
Só mais um bocadinho.
Vamos lá!

quarta-feira, junho 19, 2013

Blurry



E parece que não se passaram 10 anos, parece que voltei ao mesmo ponto em que me encontrava em pleno Secundário.
Há realidades que quase se tocam. No que concerne à falta de conexão com o outro lado, muito a ESA e a FMUC têm em comum. E não deixa de ser revelador, uma vez que me faz prever com grande precisão o que acontecerá no dia que terminar o meu caminho aí.

sábado, junho 15, 2013

Partida

A nossa mente prega-nos verdadeiras partidas. Faz com que lembremos selectivamente os acontecimentos, que esqueçamos episódios de modo a justificar uma determinada acção, decisão ou conduta.
O problema é que por muito que queiramos, a verdade será sempre uma e única.
Custa-me ver-te a deixar escapar a razão e amor próprio como fina areia entre os dedos. Se neste momento parece que dá para sustentar uma serenidade e felicidade aparente, o dia virá em que a realidade te baterá à porta. Pedindo contas do que ficou escondido debaixo do tapete.
Mas nada posso fazer, ou dizer. E mesmo que pudesse, de nada adiantaria porque a opção está tomada.


terça-feira, junho 11, 2013

Coração de manteiga



"Assumir o problema é meio passo para a cura"
Sempre ouvi dizer isto. Se é verdade? Não sei. Mas tentar não custa. Portanto aqui fica o meu reconhecimento público. Sou uma sentimental. Uma emotiva inveterada. Gosto de afectos, de emoções, de laços.
Sinto uma dor dilacerante sempre que perco alguém, que me afasto de quem gosto.
Mas pior que não conseguir desligar esta veia sentimental é não conseguir disfarçar o quão nos afectam determinadas coisas.
Sempre fui assim, facilmente sinto os olhos enublados e a tender para a precipitação. Faz-me sentir fraca, demasiado transparente.
Hoje a custo, a muito pulso tentei (e consegui, espero) gerir o mar tumultuoso de sentimentos que me foi tomando ao longo do dia de modo a não os tornar visíveis. Acho que consegui.
Mas não é a minha faceta, não é com facilidade, nem com naturalidade que o faço.
Desejo? Tenho o de regressar, procurar-te e abraçar-te longamente como fazíamos a cada desejo de boa noite.
Conforta-me o saber que estás bem, se não o estivesses, eu estaria aí.
*

domingo, junho 09, 2013

Let me go

Embrenhados nos momentos por vezes não nos damos conta da sorte que temos em ter aquela pessoa do nosso lado, em ter oportunidade de partilhar os pensamentos com aquele amigo.
Quando subitamente nos vemos privados dessa realidade que dávamos por garantida é que nos apercebemos da falta que nos faz aquele gesto, aquela palavra, aquele sorriso, ou simplesmente aquela presença.
É uma característica humana, faz parte. E todos nós temos quem nos dedique, e a quem dedicar as seguintes palavras:




"But you only need the light when it’s burning low
Only miss the sun when it starts to snow
Only know your love her when you’ve let her go
Only know you’ve been high when you’re feeling low
Only hate the road when you’re missing home

Only know your love her when you’ve let her go
...
and you let her go"

segunda-feira, maio 27, 2013

Palco



Se a vida fosse um palco de um espectáculo, imagino que as personagens fossem-se alternando no papel principal. Os papéis de cada um vão sofrendo mutações no decurso dos dias, e vamos assistindo a verdadeiras oscilações. Se ontem eu era dependente e ajudada pelos demais, hoje sou eu quem ajuda, amanhã quiçá o que acontecerá.
É assim que vão evoluindo as coisas, se "ontem" era eu a atenção hoje sou eu quem sente a preocupação de zelar pelo bem estar dessas pessoas que comigo partilham este palco chamado vida.
A evolução e desfecho da peça em tudo dependem do desempenho dos actores, neste caso, do meu desempenho. A depender de mim vai correr tudo bem.
Amanhã serei eu. Porque assim vão-se sucedendo os dias. Mas a beleza disto é saber que não estarei sozinha. Porque por muito que o amanhã mude, por mais pessoas que vão saindo deste palco, para irem viver novos cenários, estas personagens são fixas. E isso dá tranquilidade. 

sexta-feira, maio 24, 2013

Brace yourselves



Está aí mesmo à espreita. E a força não é muita. Mas a verdade é que tem de ser. Portanto não se trata de uma questão de escolha, trata-se de uma necessidade. E lá se terá de conseguir.

A ti, minha bolinha cinza, juntamente com a café-com-leite, devo os mimos e o calor da companhia infalível.
*
Vamos lá!

quinta-feira, maio 09, 2013

Suri

Hoje foi o dia já anunciado longamente. Teve de ser, mas pesou-me o coração por te levar e deixar num espaço estranho por um dia... o engraçado é que apesar de sentir que de algum modo traí a tua confiança, mesmo assim, hoje ao sentires-te no recobro do procedimento, vieste ter comigo. Pousaste a tua cabeça no meu colo e dormiste.
Soube desde o primeiro momento que não eras um gato normal. Confirmas-mo quase diariamente. Gosto muito de ti meu companheiro. Porque sei que uma entrega tão sincera e profunda é rara... e porque me sinto privilegiada por ter um amigo como tu.

segunda-feira, maio 06, 2013

Let's go get lost


Acordar cedo e ir...
Sem destino certo, sem horas para voltar.
Um com o outro e mais nenhuma companhia!

*

terça-feira, abril 30, 2013

BB


Por vezes dou por mim a calcorrear os últimos anos, e a verificar como é curioso o que nos distancia do que éramos então... Sei que em boa verdade dos factos é irónico o preço que tivemos que pagar para que este sonho inicialmente solitário que desde cedo decidiste abraçar como teu.
Hoje sinto saudade de muitos momentos que tinha enquanto não-estudante de medicina. Os meus colegas e amigos de trabalho. A minha autonomia... Mas sempre que me tento a pensar nesses momentos com algo mais do que saudade, tu olhas-me, tomas-me nos teus braços e mostras-me que teria de ser assim. E é assim que será.
Hoje por mim, amanhã por ti. Porque é esse o nosso silencioso trato. Porque sei o tanto que a ti importa essa realidade. E porque estarei aqui, como tu estiveste para mim, incondicionalmente.
*

sábado, abril 27, 2013

The day before tomorrow

27-Abril

O dia anterior à explosão de nascimentos que se comemora. E vamos desde o meu progenitor, à grande amiga, passando pelo marido de outra amiga e um amigo mais recente. São 4 no total as alminhas que amanhã celebram a efeméride do seu nascimento.
Enquanto elemento pertencente às 4 realidades tenho responsabilidades no decurso do dia dos 4 visados. O progenitor celebrará amanhã, num almoço familiar. Será aí o meu momento de homenagem. Por hoje, tenho de me dedicar a pensar nessa pessoa que merece todos os mimos, nesse que acabou por ficar destinado de ser um jantar mais caseiro e nuclear.
Os restantes elementos têm as suas próprias tropas na programação e execução dos festejos. Não posso sequer pensar em mais.
Há meses e dias em que a  magia dos nascimentos se celebra de uma forma exponencial, fazendo-nos pensar novamente no tempo, na sua velocidade, no quanto o desperdiçamos.
Hoje à noite e amanhã vou fazer por aproveitar ao máximo.
*Pai, Miss F*

sexta-feira, abril 19, 2013

18-04-2013



Foi ontem, não pude deixar de o viver, mesmo a 100kms e a um ano de distância

*

terça-feira, abril 16, 2013

Ontem, hoje e amanhã



Sou teimosa, sou de objectivos bem definidos e nunca baixei os braços até conseguir atingir os objectivos traçados. Mas nunca deixei que isso fosse mais importante que os valores que me foram ensinados e a atenção ao próximo.
Cada tombo que dei, a cada marca que me ficou de cada queda, sempre me fez desejar não mudar esta prioridade, este cuidado. Na verdade, teimo em não aprender e dou demasiado de mim, sempre, mesmo que cada vez que doa diga o contrário. Sou uma sonhadora incorrigível. Espero conseguir manter-me assim, mesmo após cada pequena prova.
Porque quero, nos meus dias mais optimistas, crer que o mundo só faz sentido se acreditarmos que as coisas são boas como regra, e que os momentos que nos fazem sofrer e mostram o contrário são apenas momentâneas excepções, não dignas de mudança comportamental.
No dia em que refizer este esquema mental e agir em contrário, então perdi-me. Nesse dia, salvem-me por favor*

sábado, abril 13, 2013

Caminhando com o fio do pensamento



Hoje só me apetece deixar o raciocínio fluir, e ver onde me leva. É um exercício sempre com um considerável risco, já que a nossa mente tem fortes tendências para nos levar sistematicamente aos mesmos lugares de dor, às encruzilhadas de sempre, ao que no fundo nos fornece mais incerteza.
Apesar do risco é isso mesmo que me apraz fazer. Ver a sucessão de memórias e pensamentos que vão percorrendo a mente, a par do que faço todas as noites, mas desta vez de modo consciente.
Neste que parece ser o primeiro dia de Primavera (real), sinto-me empurrada para as memórias de infância, para os longos dias na terra da avó materna, recheados de mimo, canções e gargalhadas. É difícil conseguir reproduzir em palavras a sensação de liberdade e felicidade com que foram vividos esses tempos.
Imediatamente bate aquela saudade imensa, que quase imobiliza qualquer possibilidade de respiração: "dava tudo para vos ter comigo"... e não tendo eu a capacidade de acreditar em qualquer entidade divida que nos possa um dia reunir, tenho neste desejo imenso e na vontade de vos perpetuar da melhor forma, a minha orientação em cada passo de maior incerteza.
E por mais anos que passem, não esquecerei certamente (permitam-me excluir os hipotéticos cenários neurodegenerativos) dessa tua doçura, da forma meiga como sorrias e me acariciavas os cabelos, do cheiro da Casa e da tua voz. É incrível, como mesmo após 18 anos, a tua voz continua tão presente em mim, e nas minhas memórias.
Sei que se fosse possível e conseguisses voltar cá, por um dia, irias ficar muito feliz com as pessoas em que eu e o meu irmão nos tornamos, sei que ficarias radiante com todas as conquistas, tomadas a pulso, pelo núcleo. E isso deixa-me apaziguada.
Fazer uma livre introspecção é sem dúvida algo que nos pode levar para os mais sombrios lugares, mas igualmente, é o exercício que nos pode voltar a por em contacto com as mais puras sensações de felicidade.
Muito obrigada por continuares presente em cada pequeno passo que eu dou*


segunda-feira, abril 08, 2013

Este Abril


Este Abril começou a cumprir a premissa: "em Abril águas mil".
Pessoalmente sempre tive um certo apresso pela chuva. Nada mais reconfortante e apaziguador que sentir a violência da água contra a janela, estando quentinha do lado de dentro.
Este Abril traz-me novos conceitos relativos ao meu futuro, ao modo como se desenrolará este nó.
Conforta saber que há essa eterna confiança, calma e prudência na retaguarda dos acontecimentos.
Este Abril faz-me acreditar mais um pouco. Mesmo hoje, segunda-feira, dia de regresso... ainda assim acredito que será em breve*

quinta-feira, março 28, 2013

Miss F!


Há pessoas que em alturas determinadas da vida parece que não nasceram para serem felizes. Sem que se saiba explicar bem porquê parecem acumular episódios de infortúnio, como se fizessem colecção.
Esta situação é sempre constrangedora e injusta, mas revolta ainda mais quando vemos que os alvos deste arranjo universal são pessoas maravilhosas e genuinamente boas, que mesmo dadas as circunstâncias, teimam em seguir com esses mesmos princípios.
Sei que acreditas que não conseguirás nunca superar esta doentia história, com todos os seu contornos revoltantes. Mas superarás sem qualquer dúvida. Vai doer. Mas o dia chegará em que olharás para isto tudo e concluirás que foi a melhor coisa que te podia ter acontecido: "Não ter dado certo, mas teres tentado tudo quanto podias".
Nesse dia, não só te tranquilizará o facto de não teres motivos para te culpares, também verás com uma clareza cortante, que foste a melhor coisa que ele teve e que simplesmente deitou fora, mesmo depois de uma e outra hipótese de compor a situação.
Acredito sem dúvida alguma que o futuro te reserva surpresas maravilhosas, mas até para as poder agarrar é preciso estar receptivo. A partir de hoje e por muito que te custe acreditar, estás receptiva. Tens toda a abertura e possibilidade de seguir com a maré e colher o melhor da vida. Não são conjecturas minhas. Não me perguntes como, mas sei que sim.
Vais ser muito feliz, vais sorrir muito, amar imenso. E ver nisto uma verdadeira lição de vida, que mostra o quanto nos podemos enganar, e o quão rara e preciosa é a amizade e confiança verdadeiras... vais voltar a fazê-lo. Porque eu própria o fiz. E sei, hoje, que essa pessoa que eu conheci em 2003 e cujo capítulo encerrei há já uns bons anos foi a melhor lição de vida, foi o maior abrir de olhos para as verdadeiras e valiosas pequenas coisas da vida.
E no entretanto, tens-me aqui, todo e qualquer dia. Porque o que nos une, ninguém jamais separará.
Gosto muito de ti F*

*E vai tudo correr bem*

domingo, março 17, 2013

Diálogo nº1


AE-Porque é que simplesmente não ignoras o ocorrido? Não tem de te afectar, sabes? Já passou muito tempo, olhando para trás sabes que fizeste o que podias, deste o que tinhas.
R-Sim. Mas é a sensação de faltar algo, não é qualquer desejo de reviver as coisas, ou mudar o que quer que seja. É mesmo sentir falta de alguma justiça no processo, percebes? E oscilo entre repressão desta vontade porque faz de mim alguém vingativo, e a vontade de o assumir abertamente.
AE- Entendo-te perfeitamente, porque há situações e histórias demasiado más para as esquecer. E no teu caso motivos não faltam para ter fome de justiça. Mas diz-me sinceramente, sentes vontade de tomar acção?
R-Como assim? Se tenho vontade de fazer alguma coisa a respeito do que aconteceu?
AE-Sim!
R- (...) Acho que não. Não, não quero. Lá no fundo sei que os meus momentos de indignação e como tu dizes "fome de justiça" nunca poderão ser tão maus como os de viver com o peso na consciência de ser má pessoa.
AE- Sim.
R- Nem quero imaginar o que possa ser a sensação de saber que não se vale sequer o ar que se inspira. O que é ter em nós um mar de mentiras e saber que não somos sequer por perto, a pessoa que tentamos criar. Não. Tenho a certeza que não tenho de fazer nada para que se sinta ainda mais miserável. Porque é normal, é mesmo miserável.
AE- Mais uma vez, tudo pela "pessoa melhor"?
R- Sabes bem que sim. Tenho essa herança em mim. E tentarei sempre honra-la a cada passo.
AE- Ela certamente estará orgulhosa da pessoa que te tornaste.
R-Gostava mesmo que ela estivesse cá para ver o quanto crescemos, o tanto que todos atingimos.
AE- É nisso que te refugias?
R-Não é refúgio, não. Não me estou propriamente a esconder, ou a fugir de nada....
AE- Perdão, vou corrigir: "é nisso que te inspiras"?
R- Definitivamente.
AE- Sabes a sorte que temos por ter tamanho clã?
R- Completamente. E por estas coisas, por saber isso mesmo. Achas que valerá a pena voltar as costas a todos os ensinamentos e exemplos que herdei, por alguém tão pouco merecedor?
AE- ... Tens razão.
R- .... Vamos lá, falta pouco já. Técnicas de Imunoaglutinação.
AE- Ok! Vamos lá

quinta-feira, março 14, 2013

Núcleo

Hoje é dia de prestar, embora que pequena, uma homenagem a quem para além de me ter criado, me proporcionou todas as condições para ser melhor. Melhor em cada dia. E em vós me inspiro uma e outra vez, todas as que sejam necessárias.
Porque nem todos têm a feliz e sólida referência que me proporcionais.
Obrigada por todos os sacrifícios feitos, que fazem e os ainda por fazer.
*

terça-feira, março 12, 2013

Miss C



Nutro por ti um sentimento maternal. Tal como as mães não consigo esquecer-me de ti "pequena" e frágil. Serás sempre assim aos meus olhos, por mais que cresças entretanto.
Maternalmente desejo que tenhas apenas felicidade e realização. Não desejo qualquer mais valia da minha parte.
Um pouco de cada dia passa por recordar momentos da tua "infância", de quando te conheci. Foi uma época especial, gostei muito de pertencer ao teu crescimento e hoje fico feliz por ter contribuído um pouco para a pessoa que és.
Não preciso que sintas o mesmo do outro lado, tenho em ti o meu legado.

*

domingo, março 10, 2013

Tem mais encanto....



Será?
A ser verdade, tenho mesmo que deixar sair esta alegria, deixa-la tomar forma no rosto sob a forma de sorriso.
Terás certamente outro encanto, um novo, mágico e gigantesco encanto. E assim sendo, está quase a minha fase de negação pessoal. Posso ser eu, ter as minhas coisas e sorrir.
Tem de ser.
Porque outro tanto de tempo é incompatível com qualquer saúde mental.
Tens tanto encanto, agora :)
*

sábado, março 09, 2013

1.10!


*
Com uns dias de atraso, mais próximo do marco maior. Mas não podia deixar de marcar de algum modo o mimo que me foi dado nestes dias.
Ser recebida com tanto carinho e cuidado, faz com que seja ainda mais especial este cantinho.
Obrigada é uma palavra tão pequena para o tanto que queria agradecer.
*

terça-feira, março 05, 2013

Alguém explique



Talvez ancestralmente, o meu fascínio por esta área seja em parte tentar compreender o porquê.
Do ponto de vista científico já me foram apresentados vários "porquês", mas hoje, deixem-me ir com a irracionalidade típica de um familiar e amigo.
Alguém me explique. Por favor. Porque é que parece ser tudo menos casual nas vítimas que escolhe. Porque é que todas as pessoas do meu núcleo que foram apanhadas pela casuística, são pessoas a quem a sorte havia de ter reservado outra coisa.
Não consigo sequer racionalizar nesta avaliação. E por muito que o tente, ainda hoje não consigo justificar como foi o mesmo tipo, NSCLC, bater à porta dos meus avós maternos. Os dois, com meses de diferença. Quando a identidade genética aqui é zero, e o factor ambiental ainda não o identifiquei, mas há-de ser algo incrivelmente certeiro na hora de reivindicar os seus doentes.
Anos passaram, e talvez com alguma sorte, relativamente à situação referida muito me valeu o facto de na altura ter sido demasiado jovem e protegida pela inocência para me conseguir aperceber da dimensão do problema.

Mas alguém me explique este outro caso. Independente. Indivíduo do sexo feminino, 25 anos, sintomas vagos: "algumas perturbações do equilíbrio, alterações motoras, e auditivas...." a acrescer a uma vida pejada de achados médicos, desde intolerâncias alimentares a alergias várias, tudo fez o médico desconfiar de doença auto-imune. Veio a TC mostrar tratar-se de uma neoplasia. Alguém me explique. Porque um dia vou ser eu a ter de explicar. Como dizer a alguém, que tem a vida pela frente, todos os sonhos, a alguém absoluta e totalmente FANTÁSTICO. Como dizer, que afinal os planos nada valem, que os sonhos não serão mais que isso mesmo, que o amanhã deve ser preterido e visto doravante como um "hoje".
Alguém me explique, uma, outra e as vezes que forem necessárias. Porque eu não consigo entender. Das tantas pessoas que podias escolher, como vais sempre ter com as pessoas que não deviam ter contigo contacto.
Alguém me explique.

*A ti, minha pequena Papagaio*

segunda-feira, março 04, 2013

Ficar-me-á na retina


Será o meu papel mata-borrão que usarei para absorver sentimentos menos bons. Sempre que a tristeza tentar tomar lugar, recorrerei a esta memória, a esta imagem. Tempos mais conturbados se anunciam. E como tal consideremos estes escapes como autênticas reservas de força anímica.
Está gravado o momento, o local, a foto, a companhia. Está para sempre registado aqui, no meu cantinho do desassossego, na retina, que não esquecerá a beleza do momento, e no coração.
*

domingo, março 03, 2013

Fim de tarde*

Acho que merecia algo assim com uma frequência no mínimo semanal. Um fim de tarde de sol, sem pressas para correr para o estudo de um lado e sem trabalho do outro.
A vida é feita destes pequenos momentos. No fim de contas são as memórias que ficam, é o que nos permite seguir com a luta diária.
Não, não foi, não é, nem nunca será fácil. Mas assim me habituei a ir tendo as coisas, a pulso.
E num mundo em que o adjectivo que nos marca é mesmo o do reino do "efémero", é bom saber que tenho as minhas pessoas, o meu espaço e um núcleo imutável.
Porque estas coisas simples são efectivamente as que nos fazem mais felizes.
Café, sol, água e um beijinho
*

quinta-feira, fevereiro 28, 2013

Minhoca



Damos mais valor ao que nos falta em cada momento do que às coisas únicas que possuímos. Nem quero imaginar o que poderia acontecer, nem quero pensar no que seria de mim sem ti.
Nem penses em meter-te noutra desse género. Porque prefiro ultrapassar este nervoso miudinho para sempre, que voltar a contactar com este cenário.
Não consigo ser muito fluída no raciocínio ou na escrita.
Por hoje é isto*

sexta-feira, fevereiro 22, 2013

Imiscíveis

É uma qualidade intrínseca à própria natureza. Existem substâncias que simplesmente não ligam, por mais que as tentemos agitar, não se fundem, permanecem teimosamente como estruturas individualizadas.
A lipofilia pode sempre forçar-se por complexação. Mas mais uma vez, isso distorce o conceito inicial de afinidade imediata, de facto muitas relações se mantêm à custa de uma "ponte química" entre as duas partes, mas se esta ponte desaparecer, ambas acabarão por se repelir novamente.
Olhemos para as circunstâncias como "a ponte". Olhemos para as pessoas como "as moléculas". Tenho para mim que uma vez removida a ponte que nos une, rapidamente será demonstrado grau (ou existência ) de afinidade entre os elementos.

terça-feira, fevereiro 19, 2013

Território

É como que animalesca, a constante e louca procura pelo território. Todos se agridem, rasgam a pele, deferem profundos golpes nos demais. Por um pouco de reconhecimento. E são capazes de se prejudicar globalmente, se com isso conseguirem ganhar espaço de vantagem em relação aos restantes.
Como cedo reparei, é uma verdadeira selva humana. Habitada por espécies do mais exótico possível. E como que um cenário fantástico (no mesmo sentido do FantasPorto) surge diante dos nossos olhos.
A agressividade tem alturas de ser palpável. A desconfiança passa a ser o teu melhor conselheiro.
Sossegamo-nos com o pensamento: "já não falta tudo." Eu sossego-me com o pensamento: "Só mais um ano".
E terá definitivamente de ser apenas mais um. Por vários motivos, mas hoje mais que nunca um pouco pela minha saúde mental. Porque preciso de voltar a lidar com a minha gente. Com quem sei fazer tudo pelo melhor dos outros, sem mais desejar, sem desejo de reconhecimento.
Coimbra apenas terá encanto na hora da despedida...

*

"Família D" - Apresentação


Não consigo precisar como fui percorrer esse caminho mental que me levou a ela. Mas dei por mim embrenhada num exaustivo processo de recrutamento de memórias. Memórias longínquas e que nem sabia que conseguia invocar com tamanha precisão.
Reparei, no entretanto, que não havia nunca feito qualquer referência à matriarca, nem tampouco a essa família. Não me espanta. Demorei algum tempo a ver claramente as pessoas que estavam por detrás de toda a farsa de família íntegra, era então demasiado nova para querer ver o quão enganadoras as pessoas podem ser.

Vista de longe, parecia a família perfeita. Pessoas cultas, educadas, estáveis na vida... em suma, o protótipo  que vemos no ecrã, no típico filme de sábado à tarde e que nos é vendido como "a" família.
No entanto, à medida que nos aproximamos reparamos que o verniz luzidio que ao longe nos parecia impecável, está completamente estalado e marcado por profundas frinchas. Cada frincha aberta por uma pequena, ou nem tão pequena, mentira. E vista de perto, verificamos que os laços que habitualmente unem elementos, foram neste caso substituídos por uma emaranhada teia de interesses e colada com mentiras.
São três os elementos da teia. Todos eles contribuem largamente para o caos. Nenhum gosta do núcleo a que pertence, mas nunca o abandonaria, porque há que trabalhar para manter essa que é a missão grupal: alimentar a imagem de família perfeita. Para isso, ignoram-se traições de anos, mentiras inacreditáveis, jogos de interesses, ódio mútuo. Tudo vale, para o fim que se deseja.
O 3º elemento, fruto da relação dos dois primeiros, cedo aprendeu as regras do jogo. E em última análise sabe que não interessa a verdade dos factos, mas sim a verdade que conseguimos vender. Se um cenário for suficientemente bom para ser credível ao mundo, então, é verdadeiro. Esta é a filosofia base do clã D. E é a premissa que nunca será abandonada.
Tive o infortúnio de ser no curso dos dias levada ao clã. Partilhei espaço, refeições, mas mais que isso, cega pela minha inocência, partilhei a minha preciosa confiança. Por pouco não fui engolida por eles. Mas como toda a mentira tem perna curta, cada mentira, traição da teia foi sendo meticulosamente descoberta e esclarecida por mim. Quis ter a certeza que não estava a ser profundamente injusta. Hoje sei que o dia em que virei as costas ao clã D, foi o dia em que me salvei de morrer asfixiada pela teia deles. Sei igualmente que nem todos tiveram a minha sorte. Lamento-o. Ou talvez não. Porque pessoas há com igual espírito, que tudo fazem para alimentar a fachada de vida perfeita. Desculpa-me Lady P se te sou injusta. Porém, não te conheço e como tal quero dar-te esse benefício da dúvida. Se como eu és apenas mais alguém inocentemente levada a confiar no que nos é contado, faz-te um favor: abre os olhos e liberta-te!

Depois destes anos passados, continuo a sentir um grande aperto no meu interior quando penso no clã, hoje diminuído. Porque apesar de tudo, custa acordar para a realidade de um mundo onde existem pessoas capazes de ludibriar tudo, e todos, pelo tempo que lhes seja possível.
Clã D, lamento muito ter-vos conhecido. De vós, mais não quero do que o resto dos meus dias de distanciamento.


quinta-feira, fevereiro 14, 2013

14/02/2013



*Em menos de nada teremos a oportunidade de celebrar o dia*
Apenas preciso de estar contigo, e sei que será mágico!

domingo, fevereiro 03, 2013

Casa mãe

Tens um espírito único, muito para além da componente técnico-científica. És a referência primeira, a instituição que lembrarei sempre que pensar no ensino.
Hoje voltar a ti, saber que rumas a um crescimento sustentado, que lentamente vais ganhando a merecida visibilidade faz com que eu sinta uma enorme vontade de novamente participar mais directamente no que é teu.
Tenho saudades de muito do que apenas na ESTSP encontrei. Mas foi bom, viver por momentos um pouco do que sempre me proporcionaste. Mais uma vez obrigada, minha casa mãe. Voltarei a ti, certamente, como sempre*

terça-feira, janeiro 29, 2013

Anatomia



Já é uma relação duradoura. O primeiro contacto que tivemos foi no Outono de 2004. Fizemos um intervalo, mas desde o ano passado que desenvolvíamos uma relação muito intensa. Dolorosamente intensa.
Hoje é com um enorme prazer que vivo o primeiro dia de "férias".
Tu foste a minha 5ª cadeira anatómica, mas cara neuro, foste demasiado exigente. Tiraste muitas horas de sono, deste muitas dores de cabeça, desgaste mental e estado praticamente asténico. No entanto, foi com grande prazer e surpresa que recebi a tua classificação e desse modo me despedi de todas vocês.
Como se vai ouvindo nos corredores das faculdades médicas:

"depois das anatomias, tem-se meio curso feito" 

É exactamente esse sentimento que experimento em cada cm deste corpo.
(ontem teria de ter descrito como sensibilidade, neste caso proprioceptiva... e consciente!)

Mission accomplished!!!

quinta-feira, janeiro 24, 2013

Django




Porque o Tarantino tem este dom de reinventar temas mais que explorados. Django foi sem dúvida alguma das melhores surpresas que tive nos últimos tempos.
Não posso esperar por reunir a família e reviver essa experiência de saborear um bom Western, desta feita um pouco diferente.
E para me deliciar nestes últimos dias que antecedem o meu confronto neuroanatómico, cá fica esta grande obra, magicamente intemporal:


He's the guy who's the talk of the town 
With a restless gun 
Don't you bother to fool 
Him around
Keeps the bandits on the run, boy 
Keeps the bandits on the run 
You may think 
He's a sleepy type guy 
Always takes His time 
Soon I know you'll be changing your mind 
When you seen Him use a gun, boy 
When you seen Him use a gun 
 He's the top of the West, 
Always cool, He's the best 
He keeps alive with his colt 45 
 You won't bother to fool Him around 
When you seen Him use a gun, boy 
When you seen Him use a gun 
 He's the top of the West, 
Always cool, He's the best 
He keeps alive with his colt 45 
 Who's the guy who's riding to town
In the prairie sun 
You won't bother to fool Him around 
When you seen Him use a gun, boy 
When you seen Him use his gun

terça-feira, janeiro 22, 2013

Tarde (mais que) perfeita

A vida é mesmo feita de pequenos momentos. Às vezes é um pão quente com manteiga, ou uma noite de pleno repouso. Um simples chá em boa companhia. Uma chuva na janela com um bom livro à lareira, como companhia....
É no fundo para termos esses pequenos momentos que nos dispomos a tantos sacrifícios. E no fundo, às vezes acabamos por ser devorados pelos problemas e rotina e deixamos de apreciar as pequenas coisas da vida.
Hoje não foram pequenos momentos. Hoje foi um dia completamente feliz. Sinto uma alegria tão grande, sinto o meu coração tão preenchido que não há palavras que me permitam aqui descrever o bem que esta fugida me fez.
Se há quem me faça verdadeiramente falta são vocês. E sei que a vós irei voltar. Porque aí tenho sempre o sentimento de família, de plenitude e sou feliz.
E sei igualmente que me apoiam e vibram a cada vitória, por isso, vir daí hoje deu-me aquela motivação extra. Por saber que tenho de vencer esta última batalha anatómica, também por vós.
Obrigada, a todos, mas principalmente ao meu velhinho*
Por seres das melhores pessoas que conheço.
*

terça-feira, janeiro 15, 2013

Pula, avança.

Tens de o fazer, larga essas amarras que te prendem a uma realidade morta. Não deixes que fique tanto de ti num mundo que não volta.
Foi bom, foi uma época feliz e risonha que sempre será guardada com todo o carinho. Mas é mesmo esse o tempo verbal que se tem de empregar: "Foi".
Não fiques triste em ver que as coisas mudaram, não caias na tentação de te sentir frustrada e desvalorizada. As coisas mudam, e como disse outrora o "chefe": "Ninguém é insubstituível"
De facto não.
Avança, segue em frente. Terás um dia novamente um núcleo duro, mas serás nele realizada a níveis que nunca poderias ser se tivesses parado.
E sempre que te bater à porta esse sentimento, volta aqui, relê isto. Tantas vezes quantas sejam precisas.
Sorri, pula, avança.
Deves isso a todos os que contigo estão nesta luta, que se sacrificam diariamente para viveres o teu sonho
*

domingo, janeiro 06, 2013

Inevitavelmente ansiamos essa confirmação. Por muito que nos queiramos convencer do oposto, é importante e reconforta a sensação de justiça.
Saber que "what goes around comes around" acabou de acontecer, faz com que no nosso inconsciente o mundo caminhe o estado de equilíbrio e apazigua a nossa alma.
Não creio ser desejo de vingança até porque não teve parte activa nossa. É mesmo um rasgo de felicidade, quando a situação não é grave.
Hoje o dia foi assim. Com a ideia que os actos estão com quem os pratica. Para a eternidade.
Não queres ser perseguido pelo Karma, não o provoques :P
*

sexta-feira, janeiro 04, 2013

3...2...1...

Estou preparada, venha essa que é a minha luta. A primeira do ano. A que me faz mover montanhas se preciso. Serei capaz. Porque tenho de o ser. Muito depende disso.
Que comece.


*

domingo, dezembro 30, 2012

Fernando Pessoa, escreveu para mim:

"Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim, nem que eu faça a falta que elas me fazem. O importante para mim é saber que eu, em algum momento fui insubstituível, e que esse momento será inesquecível." (Fernando Pessoa)

Obrigada, por pores em palavras o que sinto muda todos os dias.

:)
*

2012

Chegada a altura de introspecção. Parar um pouco, organizar as ideias e reter no que os 365 dias que me distam do exercício anterior.
Se me pedissem para resumidamente classificar o ano em poucos adjectivos, escolheria: Intensidade, sacrifício e clarificação.
*Foi um ano intenso desde o seu começo até agora os últimos dias. Começou e está a terminar com a mesma intensidade no ritmo de estudo, o que mostra como muitas das horas de 2012 foram passadas. Foi intenso nas emoções e igualmente nos problemas. Foi no geral um ano rico em intensidades de ordens várias.
*O sacrifício é algo que está igualmente marcado em cada um dos meus momentos altos. Pela mudança que a vida levou, nos níveis afectivo, financeiro e familiar. Até o meu circulo de amizades acabou por ser um pouco sacrificado. Mas todo o esforço ganha sentido quando nos move algo concreto e maior. Sei que todos os esforços não são solitários, sei que comigo, muita gente se sacrifica igualmente. Estamos (o núcleo) unido num e no mesmo sentido. Não podia ser melhor, portanto.
*Clarificação. Escolho este como o melhor dos três adjectivos, o que mais esteve presente, o que mais marcou a mudança neste ano já de si, tão importante no meu trajecto.
A família está hoje bem mais apaziguada e organizada que o ano passado. Hoje, os grandes problemas que então nos afectavam, estão completamente resolvidos, e nunca pensaria que num tão curto prazo de tempo seria possível tamanha concretização.
Foi o ano de completa estruturação de relacionamentos, já que as limitações de que sou alvo no quotidiano me fizeram ver com uma facilidade incrível que há pessoas que simplesmente não se coadunam com o espacinho reservado para o núcleo. E 2012 foi particularmente rico na remoção desses contactos. Não faz sentido no tão pouco tempo que se tem, perde-lo em prol do nada, das ralações (com "a") egoístas e sem polpa.
Foi sem dúvida um ano de decisões (mas sobretudo de estados de consciência) difíceis. Mas que permitiram uma organização e transparência com um impacto fantástico na realidade dos dias.

2012 ficará em mim, permanentemente tatuado esse acontecimento que foi a lição de vida mãe. Sinto que aí, foi a grande mudança. A mudança do ano. E se o "EGO" de 2012 se distingue da 2013 é sem qualquer dúvida na fé e no retorno que deposita e espera, respectivamente.
Foi com alguma teimosia que não aprendi esta lição antes. Mas temos essa tendência à negação, que nos faz sempre tentar investir um pouco mais nessa, ou noutra amizade.
Não vale simplesmente a pena, connosco devem sem dúvida caminhar aqueles que na queda nos ampararão, e nunca aqueles que se focam apenas em desviar do prejuízo que o tem embate eventualmente provoque no caminho deles.

Anseio pelo 2013, porque será um ano melhor, com certeza*

quarta-feira, dezembro 26, 2012

Balanço Pós-Natal

É com o coração bem cheio que me sinto confiante a dizer que sem dúvida alguma este foi o meu melhor Natal desde há 10 anos +/-!
Não foram as prendas, foi o sentimento. Foi a partilha e a sensação de bem estar que apenas temos quando estamos bem na nossa pele e sentimos igualmente essa sensação em quem nos rodeia.
Não podia o ano terminar de melhor forma.
E não posso nem por um segundo deixar de me sentir privilegiada*
Espero que todos tenham sentido o mesmo, e já desejo o melhor a todos vós!
:)

quarta-feira, dezembro 19, 2012

*Aproxima-se*



Sei que não te estou a preparar da melhor maneira, não tenho qualquer aquisição de momento.
Mas sei que não és somente essa veia consumista. És tão mais que isso. O espírito tenho-o eu, trago-o comigo e sei que vai ser mais um daqueles dias maravilhosos.
Só o estar em casa, num quente acolhedor e contrastante com o gelo que lá fora se sente. Saber que tenho a minha família, consegui alcançar sonhos que muitas vezes pensei demasiado difíceis de concretizar. O meu Natal não carece de muito mais.
Gosto de me deixar acometer por este positivo espírito, e neste seguimento permitir-me acreditar que fora este, apenas estarei outro Natal mais longe. Este Natal poderá marcar metade da minha estadia pelas terras do Mondego.
*
Já estás presente em muito do meu dia. Porque o Natal não é um dia, é um estado de espírito. E em mim, já é Natal há muito tempo*

domingo, dezembro 09, 2012

Pequenas palavras

"No “longínquo” ano de 2007 ambos nos iniciávamos: Para nós o primeiro contacto com a Biologia Molecular, para a professora Isabel o primeiro contacto com a ESTSP. Hoje muitos de nós trabalham nessa área que nos apresentou e para a qual nos tentou cativar, mas independentemente da área que acabamos por escolher, todos nós levámos um pouco de si, e do que pautou a sua forma de ensino pela nossa vida profissional. Esperámos ter marcado tanto pela positiva como a professora nos marcou a nós. E neste momento em que se prepara para ter de (provisoriamente) se afastar da nossa eterna casa, apenas gostaríamos de dizer com toda a sinceridade: Muito obrigada pela dedicação e empenho com que nos presenteou em cada aula, pela disponibilidade e amizade. Muitas felicidades.

 Alunos de Anatomia Patológica, Citológica e Tanatológica 2004-2008"

sábado, dezembro 08, 2012

Blindness

Há aqueles momentos em que simplesmente a noção de espaço e tempo desaparece. Não sabemos bem o que aconteceu, nem durante quanto tempo.
Tais momentos são despoletados por emoções-limite. Quer boas, quer más. E fazem com que as pessoas hajam de modo completamente imprevisível, quer bom, quer mau.
Todos estamos sujeitos a tais situações e cabe-nos a nós tentar gerir o turbilhão que antecede a explosão de modo a que esta não aconteça. Com o passar dos tempos, vamos tomando melhor conhecimento dos sinais de aviso e evitando a explosão. No entanto, o limite de todos nós é modulado por condições extrínsecas. Por níveis de stress, por situações que no fundo actuam sinérgica ou contrariamente de modo a potenciar ou não a completa e total blindness.
Por conseguinte, uma vez que a reacção não está completamente nas nossas mãos, não podemos garantir que conseguiremos evitar entrar nessa espiral explosiva. Podemos sempre tentar e contar com pessoas que nos conhecendo sabem quando estão a ser necessárias, e o que devem evitar para piorar ainda mais o cenário. O problema é quando nem todos remamos com o mesmo sentido. Quando não dá para contar com a ajuda externa, e do lado de fora da nossa bolha não vêm senão contribuições negativas.
Mas isso apenas significa uma coisa: Teremos de ser nós a fortalecer a nossa parte e a ficar menos sujeitos à intervenção de terceiros. Pode parecer um isolamento. Mas não, é antes um fortalecimento em quem de facto merece.

terça-feira, dezembro 04, 2012

Miminho


Chegou hoje, e soube tão bem abrir o correio e ver este miminho lá*
Ohhhhh!

Não quero deixar de ter isto nem por um segundo

Feline family

sábado, dezembro 01, 2012

Down

That's where I'm going*

terça-feira, novembro 27, 2012

Desdobramento fisiológico Pertinente

Não se deve a uma inspiração forçada, com consequente aumento do retorno venoso. Não me refiro ao desdobramento fisiológico do segundo sopro.
É uma somatização do referido. Sinto que por vezes eu própria sou alvo de desdobramentos fisiológicos. Se sopros houvesse eu os teria. Vários.
Curioso como são várias as situações em que sou "desdobrada" e alvo de tratamentos peculiarmente antagónicos. Num curtíssimo intervalo de tempo sou capaz de ser esquecida e lembrada, dependendo do interesse.
Curioso o que faz as pessoas focarem-se nelas nos bons momentos, praticamente esquecendo que talvez pudessem esperar ou devessem partilhar aquela situação com outrém. Mas rapidamente se lembram de a ti recorrer, sem antes verificarem se algo podem fazer por si, para resolver uma situação periclitante. Mais intrigante quando a mesma pessoa recorrentemente alterna momentos de "esquecimento pertinente" com "pedido de ajuda" igualmente pertinente.
São assim a modo de resumo as "amizades" (reforço as aspas nesta palavra) pertinentes. Das quais quero o meu pertinente distanciamento.
*

segunda-feira, novembro 26, 2012

8

Oito é um número quase simbólico. Verticalizando o simbólico portal para o infinito. Oito ironicamente foi o que vos impediu de ser eternos.
Fecho e abro os olhos tendo-te no pensamento. Só posso imaginar o quão difícil pode ser mudar a realidade de um dia para o outro. Em abono da verdade, ainda houve uma luta. Quase dois anos te fizeram lutar por manter a tua realidade. Anota isso na tua consciência. Tudo fizeste. Agora viste-te forçada, em seguir. Dói, vai continuar a doer. Foram 8 anos. Mas cá estarei para ti. Sempre. No que decidires.
Porque sei que serás muito feliz. Se há quem mereça és tu. E se há quem tem sido privado de momentos felizes e tem uma conta a saldar com a justiça és igualmente tu.
*

quarta-feira, novembro 21, 2012

Sequelas

Hoje sente-se. Muitas vezes as consequências do acidente não são visíveis no imediato. Não é no momento do choque que sentimos os verdadeiros danos provocados.
Hoje sinto-os. Como que potenciados pelo cansaço, pelo momento de alguma descrença. Sinto-os em cada pequeno segmento do meu débil corpo.
E quase me sinto incapaz de sentir a dor pulsátil que inflectem essas sequelas. De todo o lado surgem estilhaços, na hora em que penetraram na pele não os senti. Hoje sinto-os. Sentimento agudo, intensificado a cada momento que se dá e permite a sua entrada em profundidade.
Não serão exactamente os 26, mas a verdade é que a dor cortante vai sendo substituída por um cansaço generalizado. Uma vontade de desligar.
Amanhã, não os sentirei.

terça-feira, novembro 20, 2012

Feliz Aniversário

A partir de hoje começo a estar mais perto dos 30. Faço 26 anos.
E estou mais perto não é só dos 30 anos, que parecem assustar todos os que habitam nos 20 como se por perto se anunciasse o fim da dolce vita. Estou mais perto de ser quem quero, hoje sei que estou cada vez mais perto do que sonhei. E nada melhor do que viver o sonho.
Que seja efectivamente um dia feliz. *

domingo, novembro 18, 2012

16-11-2012

Com algum atraso mas mesmo assim, digno de nota. Foi neste dia que eu e o Suri tivemos uma prenda. Para mim um aniversário antecipado, para ele uma nova e feliz experiência.



E se dúvidas havia, rapidamente o Suri as dissipou. Amigos desde o 1º segundo. E a casa está mais cheia.
:)
Hoje é o dia 3 dessa nossa aventura conjunta. E que continue a correr tão bem como até ao momento*

(Obrigada Tico, pela surpresa, e pela insistência... Não fosses tu e não me permitia esta aventura)

segunda-feira, novembro 12, 2012

Lipiti

Tenho pensado em ti, no tempo que andei sem saber de ti, por essas realidades que nos foram criando dificuldades no encontro mais frequente.
És a excepção que confirma várias regras. Se com a idade as pessoas têm mais dificuldade em se entregarem e acreditarem em pessoas novas, desde o primeiro dia que senti uma imensa confiança em ti, em tudo me vieste mostrar que mereces a 100% essa confiança. Se muitas relações acabam por morrer face a distância ou tempo, tu cada vez pareces mais próxima.
Não há silêncios constrangedores, não há desconfiança. Não há egoísmo. Pura amizade. Pura entrega.
És simplesmente das melhores pessoas que conheço. Por seres sincera, por seres companheira, por escutares os outros sem julgamentos. Por seres tu. 
Se tivesse que escolher alguém para incorporar o conceito de beleza, escolher-te-ia a ti, por conseguires aliar todos os predicados que já referi de uma pessoa íntegra a uma beleza exterior que te tornam uma pessoa genuinamente especial.
Sinto-me muito feliz por ter uma amiga como tu, por saber que se precisar estás lá. E quero também eu estar lá para ti. Quando precisares, no que precisares. Sem julgamento, sem avaliação. Porque é assim que funcionamos, desde sempre.
* 

sábado, novembro 10, 2012

10.11.12

Este e o 12-12-12 são dias cujas datas são boas para acontecimentos raros, para memorizar. Espero bons acontecimentos, para não mais os esquecer, pelas melhores razões.
*

sexta-feira, novembro 09, 2012

Asneira devia pagar imposto

Cada vez mais me indigno com opiniões tecidas ao desbarato. A informatização e a facilidade com que qualquer um de nós através de um blog, rede social, email, ou simplesmente um telemóvel concede dissipar uma determinada mensagem tem muitas vantagens, mas também trouxe muito ruído, autêntica poluição que acaba por inundar e mesmo cegar a opinião de muita gente acerca dos mais diversos temas. O problema reside quase sempre no mesmo pilar: Ausência de pensamento critico. Se por um lado quem se lembra de num belo dia disparatar sobre X tema sem ter o cuidado de se informar criticamente acerca do mesmo pensasse duas vezes nas repercussões daquela atitude isso diminuiria, acredito, o número de despejos de opinião. Por outro lado, se quem lê algumas barbaridades se desse ao trabalho de confirmar se tal é verdade, não ocorreria o verdadeiro fenómeno viral que podemos verificar com temas como o cancro, contraceptivos orais, política, etc, etc, etc.
Atentemos no seguinte:
"Estou na espera... Espero o nascimento do Gustavo... Espero, todos os dias a chegada do marido, espero os fins de semana para ir às aulas... Mas, não espero certos comentários!... Sei que a intenção é boa, só que de boas intenções está o inferno cheio!... Eu não tenciono condicionar o meu, MEU, corpo depois do nascimento do Dinis! A pílula mata, lentamente mas mata, laqueação de trompas nem pensar!... A vida, Deus, carma, chamem-lhe o que quiserem, saberá o que nos está reservado, mas estropiar-me e envenenar-me é coisa que não vou fazer!
Alguém bem perto de mim colocou um DIU!... Depois disso, tudo lhe aconteceu: infecções vaginais sucessivas, internada com uma infecção generalizada, suspeita de pneumonia, gânglios linfáticos inflamados na zona abdominal, nódulos na tiróide com alteração, pelo que vai ser operada, e suspeita de glaucoma...O que mais é preciso acontecer? Os médicos não dizem tudo, não convém assustar, logo muitos efeitos secundários são descartados porque são "raros"...
Não se iludam! Procurem na net as últimas conclusões sobre o uso de pílula, DIU e companhia e preparem-se para enfrentarem a dura realidade: não há bela sem senão... E o preço pago por milhares de mulheres é demasiado alto! Podem gastar dinheiro em cremes e operações estéticas mas o corpo, por dentro, começa a morrer mais cedo e não há volta a dar... Mas, o que interessa é parecer bem por fora, certo!?"

Como pode? Como pode tamanha imbecilidade, ser assim despejada sem qualquer fundamento, sem sequer ponderação. Pena essa senhora não tomar a pílula, ter colocado um DIU... perpetuará certamente a mais almas esta tão torpe forma de aniquilar a verdade.
Asneira devia pagar imposto.
A mim apenas revolta, saber o tanto que tenho ainda a aprender, a estudar. O tanto que não sei. E o medo que sinto em cometer imprecisões. Não suporto quando não sinto o mesmo cuidado do outro lado.

quinta-feira, novembro 08, 2012

"Os meus sentimentos"

Há alturas em que todos nos comovemos com uma situação, nos indignamos com a injustiça de alguns acontecimentos. Hoje voltei a sentir esse sentimento de revolta e tristeza generalizado à comunidade, desta vez à comunidade académica da FMUC.
A adicionar, a ironia do problema, morte súbita cardíaca num jovem de 19 anos. Porque parece destino.
Os meus sentimentos, Liliana*

quarta-feira, novembro 07, 2012